Saiba mais sobre O Hobbit, Senhor dos Anéis…

J.K. Rowling ama O Hobbit e acha que Tolkien é genial!

harry potter

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By Eduardo Stark

Esse artigo é uma homenagem a todos os fãs de Harry Potter e especial os que reconhecem a importância das obras de Tolkien e que vieram me pedir mais informações a respeito do tema e que participam de nosso grupo no facebook AQUI.

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Desde o grande sucesso de O Senhor dos Anéis esse livro é visto como um parâmetro para comparação em relação a outras obras do mesmo gênero literário. Já ressaltamos aqui influências de G.R.R. Martin (veja o artigo aqui) e Stephen King (veja o artigo aqui) e outros escritores (veja aqui). Agora apresentamos detalhes sobre J.K. Rowling e sua relação com a obra de Tolkien.

Joanne Kathleen Rowling ou J. K. Rowling é uma notável escritora conhecida por sua série de livros infantis Harry Potter. Ela é uma típica inglesa e com isso acabou tendo contato com essa cultura e evidentemente com os seus escritores clássicos e renomados. Com isso, a escritora ainda na juventude leu os livros de J.R.R. Tolkien e C. S. Lewis.

Desde que foi publicado o primeiro livro da série Harry Potter foi comum em diversas entrevistas e até entre os amigos pessoais da escritora o questionamento dela ter sido influenciada por escritores de fantasia que a antecederam.

O presente texto visa apresentar grande parte das entrevistas que Rowling ressaltou algo sobre as obras de Tolkien e tentar verificar quando a escritora teve o primeiro contato com O Senhor dos Anéis.

Os paralelos de suas obras não foram levados em consideração e o foco do texto são as declarações da própria escritora J.K. Rowling. Ela diz em várias ocasiões que leu o Hobbit e que foi “maravilhoso” e que ama a obra. Sobre o escritor Tolkien diz que o admira e dentre outras afirmações que serão expostas.

Existe uma certa dificuldade em determinar com qual idade a autora leu o Senhor dos Anéis e isso é verificado em contradições nas diversas entrevistas. Fato é que em sua vida a escritora desejou estudar na Universidade de Oxford, onde não foi admitida como aluna. Essa era a mesma universidade em que J.R.R. Tolkien foi professor durante muitos anos e se tornou doutor.

Abaixo segue a compilação de grande parte de suas referências sobre Tolkien em entrevistas. As fontes de onde foram publicadas estão junto ao corpo do texto em que é feita a citação. (boa parte das entrevistas completas podem ser encontradas no site conteudo.potterish.com).

O marketing da comparação de Tolkien aplicado a Harry Potter

As obras de Tolkien em relação a fantasia são consideradas padrões ou objetos de parâmetro.Ou seja, elas são algo basilar nesse tipo de literatura. E devido ao seu grande sucesso literário não é estranho que os novos escritores que venham a surgir sejam comparados com ele.

Parece ser uma estratégia comum do marketing utilizar as obras de Tolkien para conseguir assim chamar a atenção e atrair novas pessoas. Não é preciso relatar os vários momentos em que isso acontece com os livros de G.R.R. Martin, Eragon e outros.

Com os livro de Harry Potter não é diferente. Logo no início da publicação dos livros, ainda na década de 90, vários jornais e mídias já iniciavam as comparações da pedra filosofal e O senhor dos Anéis.

Essa questão toda refletiu até mesmo na forma como o nome da autoria seria colocado no livro. De fato, os autores de fantasia infantil tinham o nome abreviado logo no início C.S. Lewis, J.R.R. Tolkien, etc. Como podemos ler a seguir, a ideia partiu da editora e não da autora:

Ela se nomeia J.K. porque imagina ser uma moderna Tolkien? “Não, foi ideia da editora.” ela diz. “Eles eram cautelosos por eu ser uma mulher.” A Bloomsbury  acha que não alcançariam os meninos, então eles a fizeram hermafrodita. “Eu estava tão agradecida com a publicação que isso não importava para mim” (Hattestone, Simon. “Harry, Jessica e eu”. The Guardian, 08 de julho de 2000).

As primeiras notícias em jornais entre os anos de 1995 e 1998 utilizam ideias de comparação entre os autores de Nárnia e O Hobbit em relação aos livros de Harry Potter. E isso começou a ser mais continuo com os lançamentos dos filmes.

J. K. Rowling

J. K. Rowling

Com que idade Rowling leu O Senhor dos Anéis? 14, 19 ou 20 anos?

Como ressaltado, Rowling por ser uma típica mulher inglesa isso implicou com as primeiras leituras dos escritores de seu país. Mas a escritora parece se contradizer em várias entrevistas sobre o momento em que ela leu O Senhor dos Anéis, variando de 14 para 21 anos.

A primeira entrevista concedida em que a escritora fala algo sobre Tolkien ocorreu em 1999 em que afirmou ter lido as obras de Tolkien e Lewis e reconheceu os autores como gênios:

Eu li ambos, ahn – ambos eram gênios, estou imensamente lisonjeada em ser comparada a eles, mas acho que estou fazendo algo ligeiramente diferente. Fonte: “Christopher Lydon. “Transcrição da entrevista com J.K. Rowling para o The Connection”. Rádio WBUR, 12 de outubro de 1999. Transmitida em: 12 de outubro de 1999, das 10h06min às 11h00min da manhã”).

Em uma entrevista no ano seguinte a escritora informa ter lido O Senhor dos Anéis com 14 anos de idade. Nada mais natural, pois em 1977 e 1978 os filmes animados de O Hobbit e O Senhor dos Anéis estavam nos cinemas e  proporcionaram uma publicidade maior em relação as obras naqueles anos. Na entrevista foi perguntado “Você tem algum tipo de público alvo quando escreve esses livros?” e ela respondeu:

Eu mesma. Eu sinceramente nunca sentei e pensei, O que será que as crianças vão gostar? Eu realmente estava tão empolgada com a idéia quando ela veio a mim que eu pensei que seria divertido de escrever. De fato, eu não gosto muito de fantasia. Não é bem que eu não goste, na verdade eu não li muito isso. Eu li “Senhor dos Anéis” no entanto. Li quando tinha uns 14 anos. Fui ler “O Hobbit” depois dos vinte. Nessa época eu já tinha começado “Harry Potter”, e alguém me deu esse livro, e eu pensei: Sim, Eu realmente devo ler isso, porque as pessoas sempre diziam, “Você já leu “O Hobbit, obviamente?” e eu dizia, “Hum, não”. Então eu pensei “Bem, vou ler”, li, e foi maravilhoso. (Sorriso encabulado). (Jones, Malcolm. “A mulher que inventou Harry”. Newsweek, 17 de julho de 2000).

Em resposta na entrevista publicada no site Scholastic.com, “Sobre os livros: Entrevista de J.K. Rowling para Scholastic.com”, (16 de Outubro de 2000), Rowling afirmou ter lido a obra de O Senhor dos Anéis com dezenove anos de idade. A pergunta foi a seguinte: “eu estava pensando em o quanto Tolkien inspirou e influenciou a sua escrita?”:

Difí­cil de dizer. Eu não li O Hobbit até que o primeiro Harry estava escrito, se bem que eu li O Senhor dos Anéis quando eu tinha dezenove. Eu acho que deixando de lado o fato óbvio que ambos usamos mito e lenda, as similaridades são muito superficiais. Tolkien criou uma nova mitologia inteira, o que eu nunca poderei dizer que fiz. Por outro lado, eu acho que faço piadas melhores. (Scholastic.com, “Sobre os livros: Entrevista de J.K. Rowling para Scholastic.com”, 16 de Outubro de 2000)

No ano seguinte em março de 2001, em entrevista para Comic Relief (trecho publicado mais abaixo na parte de influências), a autora de Harry Potter disse ter lido O Senhor dos Anéis com vinte anos. Estranhamente, no mesmo mês, poucos dias após essa entrevista ela afirmou em entrevista na BBC Online que tinha lido O Senhor dos Anéis com vinte anos.Assim foram feitas as perguntas “O que você acha de “O Senhor dos Anéis”, de Tolkien?” e ela respondeu o seguinte:

Eu li quando tinha uns vinte anos, creio e eu gostei muito, embora nunca tenha relido, que é algo revelador (normalmente releio meus livros favoritos constantemente), mas ele criou toda uma mitologia, uma incrível façanha. (“Transcrição do chat ao vivo da Comic Relief”. Comic Relief, março de 2001).

Com uma ideia diferente, diferindo em pouco em sua resposta afirmou o mesmo, ao ser perguntada “O que você acha do livro “O Senhor dos Anéis“, de Tolkien?” em que ela responde:

Eu li quando eu tinha mais ou menos vinte anos e eu gostei muito, apesar de nunca ter tido a oportunidade de reler. O que é relevante, porque meus livros favoritos eu leio várias vezes. Mas ele criou uma nova mitologia, uma façanha incrível. (“Chat do dia do Red Nose”. BBC Online, 12 de março de 2001).

Para ter uma ideia mais formada sobre isso, é interessante ver o que o Sean Smith escreveu na biografia de J.K. Rowling a respeito de O Senhor dos Anéis.

Um dos livros que ela leu durante os seus dias universitários foi O Senhor dos Anéis, o famoso romance de fantasia do Professor de Oxford, J. R. R. Tolkien. Joanne se tornou uma grande admiradora da saga e seu volume de 1000 páginas contendo toda a história, que se tornou maltratado e desgastado ao longo dos anos. (J.K. Rowling A Biography, 2003, p. 90).

Esse trecho demonstra que ela leu o livro aos 19 anos e que ela se tornou uma grande admiradora da saga de Tolkien. E para ressaltar ainda mais, o biografo expõe que Rowling levou para Portugal o seu volume de O Senhor dos Anéis:

Joanne invariavelmente tinha o Senhor dos Anéis com ela [em Portugal], que ela tinha lido pela primeira vez quando tinha dezenove anos, mas era um dos livros que ela queria levar para Portugal. Maria Ines confirma que ela sempre teve sua cópia com ela e Jorge lembra que não podia deixar o livro. (J.K. Rowling A Biography, 2003, p. 108)

Fato é que J.K. Rowling leu O Senhor dos Anéis em alguma parte de sua juventude. Estranhamente ela parece mudar a idade em que ela leu o livro com o passar dos tempos e até evitar comentar que teve alguma influência de Tolkien. Sua resposta sobre ter lido O Senhor dos Anéis e não ter relido é uma demonstração disso, pois o seu próprio biografo afirma que ela releu a obra e a carregou para a viagem a Portugal.

Com o lançamento dos filmes de Harry Potter quase que simultaneamente com os filmes de O Senhor dos Anéis foi necessário uma resposta menos clara quanto a essa influência por parte da autora. O marketing da comparação já não era mais necessário. Pois era comum a comparação de sua obra com O Senhor dos Anéis e foi agora necessário ter uma autonomia.

Então se supõe ter sido algo em relação às empresas relacionadas que recomendaram a ela evitar assumir influência ou pelo fato dela pretender se dissociar de alguma influência de autores antecedentes. A mesma forma de atuação parece ter ocorrido em relação a influência de C.S. Lewis, visto logo adiante.

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Em 2005, a Revista Time disse que “Rowling nunca terminou de ler O Senhor dos Anéis” e a autora afirma que não é muito fã de fantasia e que não sabia que estava escrevendo um estilo de livro de fantasia:

A escritora de fantasias mais popular do mundo nem mesmo gosta especialmente de romances de fantasia. Nunca sequer ocorreu a ela, até publicar Pedra Filosofal, que havia escrito um. “Esta é a verdade nua e crua”, diz ela. “Você sabe, os unicórnios estavam lá. Existia o castelo, Deus sabe. Mas eu realmente não sabia que era isso que eu estava escrevendo. E eu acho que talvez a razão de isso nunca ter me ocorrido é que eu não sou muito fã de fantasia”. Rowling nunca terminou de ler “O Senhor dos Anéis”. (Grossman, Lev. “J.K. Rowling, Hogwarts e tudo”. Revista Time, 17 de julho de 2005).

Talvez um erro da Revista Time? Ou alguém passou essa informação errada para o jornalista?

Com essas entrevistas verifica-se que a escritora não parece se localizar muito no tempo quanto o momento em que leu O Senhor dos Anéis. Ao que parece que ela pretende se distanciar de alguma influência ou afirmação do tipo, chegando a afirmar como lido acima que ela não releu a obra e culminando com a afirmação da Revista Time de que ela não leu.

1999 – 12 outubro – Diz que leu Tolkien. E ele é um gênio. Grata em ser comparada.

2000 – 17 julho – Diz que leu o Senhor dos Anéis com 14 anos.

2000 – 16 outubro – Diz que leu O Senhor dos Anéis com 19 anos.

2001 – Março – Diz que leu com 20 anos

2005 – 17 Julho – Nunca terminou de ler O Senhor dos Anéis (Segundo a Revista Time)

O fato é que ela leu O Senhor dos Anéis e que leu antes de O Hobbit.

A influência de Tolkien

Ao ser perguntada diretamente  “Você é uma fã de Tolkien? O trabalho dele influenciou a série de Harry Potter?”, Rowling respondeu o seguinte:

Bem, eu amo “O Hobbit“, mas eu acho, se você deixar de lado o fato que os livros se sobrepõem em termos de dragões e varinhas e bruxos, os livros sobre Harry Potter são muito diferentes, especialmente no tom. Tolkien criou uma mitologia inteira, eu não acho que alguém possa dizer que fiz isso. Por outro lado… ele não tinha o Duda.  (“Bate-papo com J.K. Rowling”. AOL Live, 04 de maio de 2000).

Ainda ela confessa admirar o escritor Tolkien por sua capacidade de detalhes:

Outra comparação foi feita com a série de sete livros Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, a qual tem um forte tema moral e religioso. Ainda mais, sobre tudo a maior parte desta escrita é a realização de J.R.R.Tolkien. “Eu o admiro”, ela fala sobre o autor cuja atenção obsessiva aos detalhes excede até a dela própria. (“Mãe de todos os trouxas”. The Irish Times, 13 de julho de 2000).

Nessa mesma entrevista ela respondeu a comparação da capa da invisibilidade em relação ao Anel de O Senhor dos Anéis: “Capas são mais divertidas que anéis, você pode tropeçar nelas, rasgá-las, elas podem cair – elas são divertidas”.

Em 2001, Rowling faz um comentário sobre a necessidade que as crianças tem em relação a obras de fantasia e mencionou Tolkien como referência a conhecimento e soberania dentro de um mundo imaginado:

as crianças adoram “conhecimento e soberania dentro de um mundo imaginado. Daí o apelo de coisas tão diversas como Sherlock Holmes e Tolkien”. Entretanto, até esses dois são ofuscados pelo bruxinho que usa óculos. “Nenhum deles apresenta uma mistura tão única de humor, medo e diversão”. (Gaisford, Sue. “Dando voz a Harry e Cia”. BBC Worldwide, abril de 2001).

Ao ser perguntado sobre influências de seus livros ela respondeu o seguinte:

Bem, é muito, muito difícil separar as influências. Coisas como Guerra nas Estrelas e Senhor dos Anéis e a série Harry Potter, muitos são… Eles, eles seguem o formato de aventura. Eles seguem o formato de bem contra o mal e o que isso faz com as pessoas. (Vieira, Meredith. “J.K. Rowling cara-a-cara: parte um”. Today Show (NBC), 26 de julho de 2007).

J.K. Rowling se aprofundou nas obras de Tolkien

Em uma entrevista ao jornal El País, publicada em 8 de fevereiro de 2008, a autora de Harry Potter demonstra um conhecimento de certa forma aprofundado sobre as obras de Tolkien.

Pergunta: Solidão, morte. Falamos de coisas sombrias. Talvez tenha tudo a ver com literatura.

Resposta: Bom, acho que foi Tolkien quem disse que todos os livros importantes tratam sobre a morte. E há algo de verdade nisso, porque a morte é nosso destino e devemos afrontá-la. Tudo o que fazemos na vida é uma tentativa de negar a morte. (Cruz, Juan. “Ficar invisível? Isso seria o melhor…”. El País, 8 de fevereiro de 2008).

Essa relação que Tolkien faz em relação a morte em suas obras não é algo muito divulgado em massa, o que demonstra que a escritora pesquisou com mais profundidade preceitos sobre O Senhor dos Anéis.

A referência sobre a morte em o Senhor dos Anéis é vista no documentário da BBC de Londres de 1968, um material secundário, pois no livro não há referências sobre a morte por parte de Tolkien. O que demonstra que ela buscou mais informações sobre o tema e o autor.

C. S. Lewis, escritor e amigo de Tolkien

C. S. Lewis, escritor e amigo de Tolkien

J.K. Rowling é uma fã de C. S. Lewis

Rowling parece ser muito mais uma fã de C.S. Lewis do que de Tolkien propriamente. Ela afirmou ter lido os livros de Crônicas de Nárnia quando era criança ao recebê-los como presentes de sua mãe aos oito anos.

Bertodano, Helena. “Harry Potter encantou uma nação”. Eletronic Telegraph, 25 de julho de 1998.  “Até mesmo hoje, se encontrasse um dos livros Nárnia em minha frente, com certeza o pegaria para reler de uma vez só”.

E nesse mesmo sentido, uma entrevista em novembro foi afirmado que ela sempre relê As Crônicas de Nárnia:

Hoje em dia, pessoas com boas intenções dão livros de fantasia para que Rowling os leia. Mas ela prefere Jane Austen e Roddy Doyle. “Fantasia não é o meu gênero predileto. Embora eu adore C. S. Lewis, eu tenho um problema com aqueles que o imitam”.Aos 33 anos, Rowling ainda relê As Crônicas de Nárnia, famosas por O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa (seu preferido é A Viagem do Peregrino da Alvorada), junto com os outros preferidos de sua infância, E. Nesbit, Paul Gallico e Noel Streatfield. “Eu tento fazer o mesmo que eles no quesito de pegar uma boa história e contá-la da melhor maneira possível”, ela diz. “Não havia nada de descuidado com o jeito que eles escreviam”. (Blakeney, Sally. “O conto de fadas dourado”. The Australian, 7 de novembro de 1998).

Pergunta sobre quais seriam seus heróis e heroínas favoritos em literatura infantil a escritora respondeu o seguinte:

Eu realmente gosto do Eustáquio em “A Viagem do Peregrino da Alvorada” de C.S. Lewis (terceiro na série de Nárnia). Ele é um personagem muito desagradável que se torna bom. Ele é um dos personagens mais engraçados de C.S. Lewis, e eu gosto muito dele. “Entrevista de Barnes and Noble”. Barnes and Noble, 19 de março de 1999.

Quando perguntada sobre quais são suas maiores influências e qual o preferido quando ela leu quando crianças ela respondeu:

“Quem eu mais admiro são E. Nesbit, Paul Gallico e C.S. Lewis. Meu livro favorito quando era criança era “O Pequeno Cavalo Branco” de Elizabeth Goudge”. (“Transcrição da entrevista na eToys”. eToys.com, outono de 2000)

Assim como visto com O Senhor dos Anéis, antes dos filmes Rowling parece ter uma visão mais amigável em relação a C.S. Lewis. Admitindo influência e dizendo que iria ler sempre que pudesse as Crônicas de Nárnia.  Com o passar do tempo, em 2005 ela afirma não ter lido o último livro de Crônicas de Nárnia, dando a ideia de um distanciamento de influência em relação a C.S. Lewis, provavelmente por conta dos diversos comentários que relacionavam sua obra a do Lewis:

Na verdade eu não li muita fantasia, e o mais engraçado é que mesmo que tenha lido os livros de Nárnia, eu nunca terminei a série, nunca li o último livro. Talvez eu devesse voltar e completar a minha educação nesse assunto. Mas eu li muito livros adultos, e minha mãe nunca me proibiu, nunca fui proibida de ler nada da estante, então eu lia tudo e qualquer coisa, e não apenas livros infantis. (Conferência “mirim” em Edimburgo. ITV, 16 de julho de 2005).

Contudo, evidente que mesmo assim a autora não negou sua influência das obras de C.S. Lewis, de modo que as afirmações anteriores se mantém coerentes. Em uma entrevista no dia seguinte a revista Time afirma que a autora não leu As Crônicas de Nárnia, o que contradiz as afirmações da própria autora vistas acima, e logo em seguida a mesma tece criticas quanto a obra de Lewis:

Ela nem leu as “Crônicas de Nárnia” de C.S.Lewis, aos quais seus livros são muito comparados. Existe algo na sentimentalidade de Lewis em relação a crianças que a deixa irritada. “Tem um momento lá onde Susan, a menina mais velha, se perde em Nárnia porque se interessa por batom. Ela se torna sem religião principalmente porque descobre sexo”, diz Rowling. “Eu tenho um grande problema com isso”. (Grossman, Lev. “J.K. Rowling, Hogwarts e tudo”. Revista Time, 17 de julho de 2005).

Com isso, podemos concluir que J.K. Rowling leu O Senhor dos Anéis de Tolkien em sua juventude provavelmente aos 19 anos e O Hobbit aos 20 anos. Ela diz não ter relido o livro, mas o seu biografo diz ter relido e andava com o livro sempre, isso com base em duas testemunhas que viram ela levando o livro para portugal. Ela disse que ama O Hobbit, chama Tolkien de Gênio e acha que não seria capaz de criar uma mitologia como a dele. E, ressaltando que  J. K. Rownling leu as Crônicas de Nárnia por volta dos oito anos e se tornou uma influência em suas obras.

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Atores dos filmes e sua relação com O Senhor dos Anéis

Vários atores dos filmes se declaram fãs de O Senhor dos Anéis e outros atores tiveram papéis relacionados ao Senhor dos Anéis como dublador de Aragorn e a voz de Sam na Rádio BBC, John Vincent Hurt e William Francis Nighy.  Um outro artigo só falando sobre o elenco e o quanto eles são fãs de O Senhor dos Anéis seria necessário, já que grande parte deles são ingleses, assim como o próprio Tolkien.

Daniel parece ter um certo apresso pelos filmes do diretor Peter Jackson, já que uma vez foi assistir aos filmes de forma ‘escondida’:  “eu fui ver uma prévia de O Senhor dos Anéis em Leicester Square, que é um dos maiores cinemas do país. Estava lotado e ninguém me reconheceu. Eu faço mais coisas do que as pessoas pensam”. (novembro de 2003, DanRadcliffe.com) 

Existe uma certa tendência por parte de alguns leitores em atacar uma ou outra obra.Em “My Boy Jack” entrevista do  GQ concedida em 05 de outubro de 2007, o ator Daniel Radcliffe apresenta um exemplo de conduta com relação a essas ideias de comparação entre as obras e conflitos entre fãs:

Eu sou constantemente confundido com Elijah Wood. Eu estava no Japão e alguém me deu uma foto dele para assinar. Eu não sabia falar isso em japonês, então eu escrevi “Eu não sou Elijah Wood, mas obrigado de qualquer forma, Daniel Radcliffe.” Se eu fosse um pouco mais infantil eu teria escrito “O Senhor dos Anéis é um lixo.”

Acho que essas palavras finais de Elijah Wood… digo… Daniel Radcliffe dizem muita coisa.

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