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Uma crítica à desolação de Smaug de Peter Jackson – Ronald Kyrmse

 

ronaldkyrmse

Ronald Kyrmse é professor, engenheiro, fiscal da Fazenda, tradutor e pesquisador. Participou como consultor sobre Tolkien nos livros o Hobbit, Senhor dos Anéis e Silmarillion e traduziu praticamente todos os outros livros de Tolkien no Brasil. Sua última tradução foi “Árvore e Folha” e “A queda de Artur” lançados pela editora Wmf Martins Fontes.

Se os filmes do Senhor dos Anéis deram ao espectador uma razoável ideia do conteúdo do livro, o mesmo não pode ser dito dos filmes do Hobbit. E na Desolação de Smaug isso é ainda mais verdadeiro que na Jornada Inesperada. Já foi suficientemente criticada – ao tempo do primeiro filme – a decisão de Peter Jackson, de transformar um livro curto numa trilogia cinematográfica do mesmo tamanho que O Senhor dos Anéis, obra literária bem mais volumosa.  Agora, no módulo central, fica bem mais evidente a intenção de rechear a tela de material que nada tem a ver com a obra original de Tolkien. Se a intenção real foi fazer de um negócio lucrativo um negócio ainda mais lucrativo, outros poderão dizer. Mas a suspeita é inevitável.

Justiça seja feita: o design visual de PJ continua espetacular como sempre. As paisagens – em que pese já serem naturalmente lindíssimas na Nova Zelândia – enchem os olhos. Os cenários são tão repletos de detalhes, e tão verossímeis, que nos permitem imergir na Terra Média sem qualquer esforço. A Cidade do Lago é muito coerente com o desenho feito pelo próprio Tolkien. Seu ar de cidade outrora próspera e agora decadente, dominada por um Mestre aristocrático (na pior acepção da palavra) e habitada por um povo sem esperança, convence à primeira vista. Também sentimos que estamos presentes nos próprios salões subterrâneos de Erebor, com seus vastíssimos tesouros e sua arquitetura plena de inscrições (e desenhos um pouco art déco).

smaugrosto

Smaug, no filme, é de fato “o Magnífico”: o dragão do filme tem presença, peso e volume, articulações e movimentos realistas, detalhes e texturas… e inteligência – mais ainda, esperteza. Seu diálogo com Bilbo é provavelmente o ponto alto do filme, como foi a disputa de adivinhas com Gollum no primeiro.

Temo que o espectador menos familiarizado com a obra de J.R.R. Tolkien saia da sala de projeção com uma impressão errada da narrativa do Hobbit, e por extensão da obra de Tolkien como um todo. Temo também que pense que JRRT foi o precursor do vídeo-game, especialmente no que este apresenta de movimentos fulminantes e acrobáticos, pancadaria frequente… quem viu o Legolas do Senhor dos Anéis sabe do que estou falando, mas na Desolação de Smaug ele (e Tauriel, sua parceira romântica enxertada na narrativa) elevam isso ao cubo. E sem justificativa nenhuma, já que seus adversários são bandos de orcs que tampouco aparecem no livro.

Em suma, A Desolação de Smaug deixou-me um tanto desolado. É extremamente vistoso (no verdadeiro sentido), mas sacrifica a fidelidade a JRRT diante de uma estética adolescente de violência coreográfica e da introdução de personagens e temas estranhos, em detrimento de outros que poderiam – deveriam! – ter sido mais bem explorados (penso especialmente no episódio de Beorn). Quase se perdeu uma ideia importante, que é o crescimento de Bilbo ao longo da demanda (em espírito e mentalidade, não em estatura). Se o terceiro filme da série trouxer um final digno – penso na negociação engendrada por Bilbo antes da batalha, na morte de Thorin, no inesperado retorno a Bolsão – Peter Jackson poderá redimir-se deste filme, menos maduro que o livro infanto-juvenil que o originou.

  • Ronald Kyrmse

    Não estou sozinho!

    http://ondolindello.blogspot.com.br/ – postagem de 2014-01-09

  • Gui Vidal

    Bom aqui vai um testemunho de quem conheceu a obra através dos filmes,
    penso eu que 80 % não conheceria Tolkien se não fosse P.J. e como
    são meios diferentes de se expressar/ilustrar a obra .. Lógico que um não
    corresponderia ao outro…

    Pois bem,
    alguma dúvidas concernente ao filme … na cena das aranhas Bilbo coloca o anel
    e daí em diante passa a “ouvir” as aranhas, pelo que entendi ele só
    conseguiu ouvi-las por causa do anel, contudo ele tira o anel e continua a
    ouvir .. isso foi um erro? outro ponto é que antes de entrar nos salões Bilbo
    escuta um pedido para que não acordasse o dragão.. ( foi meio cômico mas parece
    que teve um fundo de verdade) pois bem no dialogo do Hobbit com Smaug ..
    o dragão menciona O escudo de Carvalho… o ocorrido de Torin com o Orc Profano
    foi posterior a invasão de smaug ?? se sim como ele sabe da existência desse
    nome se ele estava dormindo sobre o tesouro?? ainda se ele estava dormindo como
    ele se relacionou com Sauron .. levando em consideração que ele de forma
    indireta o citou

  • Gui Vidal

    Bom aqui vai um testemunho de quem conheceu a obra através dos filmes,
    penso eu que 80 % não conheceria Tolkien se não fosse P.J. e como
    são meios diferentes de se expressar/ilustrar a obra .. Lógico que um não
    corresponderia ao outro…

    Pois bem,
    alguma dúvidas concernente ao filme … na cena das aranhas Bilbo coloca o anel
    e daí em diante passa a “ouvir” as aranhas, pelo que entendi ele só
    conseguiu ouvi-las por causa do anel, contudo ele tira o anel e continua a
    ouvir .. isso foi um erro? outro ponto é que antes de entrar nos salões Bilbo
    escuta um pedido para que não acordasse o dragão.. ( foi meio cômico mas parece
    que teve um fundo de verdade) pois bem no dialogo do Hobbit com Smaug ..
    o dragão menciona O escudo de Carvalho… o ocorrido de Thorin com o Orc
    Profano foi posterior a invasão de smaug ?? se sim como ele sabe da existência
    desse nome se ele estava dormindo sobre o tesouro?? Ainda se ele estava
    dormindo como ele se relacionou com Sauron .. levando em consideração que ele
    de forma indireta o citou

  • anão sincero

    motherfucker! pode criticar a vontade concordo com tudo que você disse! mas dar spoilers sobre o filme é d+! pensou no fã que leu o livro mas não pensou em quem não leu!!!

    • Ronald Kyrmse

      Meu caro anão: É fácil ser ofensivo quando se é anônimo. Difícil é motivar suas opiniões.
      E os spoilers… foram exatamente quais?

  • João Urbano

    Assisti ontem, e também saí “desolado”, o diretor mudou/inventou/acrescentou/tirou mais do que no primeiro filme. Concordo com Ronald Kyrmse que Peter Jackson fugiu da verdadeira essência de O Hobbit ao ponto de deixar os “menos avisados” com uma impressão errada acerca da obra de J.R.R. Tolkien. É sempre legal ver a Terra Média na telona, mas a verdade é que o diretor parece estar muito mais preocupado em dar uma espécie de “continuidade” ao filme O Senhor dos Anéis do que realmente ser fiel à obra de Tolkien.

  • Ronald Kyrmse

    Luan Aukar, os diálogos élficos e anânicos não eram mesmo para ser traduzidos. Notei que em certo ponto Tauriel chama Legolas de “mellon”.

    E meus conhecimentos de anânico são insuficientes para saber o que Thorin quis dizer nos dois trechos seguintes. ;-)

    Você deu as costas ao sofrimento do meu povo. E ao inferno que nos destruiu. Imird amrad ursul.

    E eu disse que ele podia ish kakhfê ai-‘d dûr-rugnu. Ele e toda a família dele.

    • Luan Aukar

      Muito obrigado, eu ri na parte que ela chama o Legolas de “mellon”, acho que foi mais uma piadinha do Jackson.

    • Giovanni Pimenta

      Hm… O que significa “mellon” quando a Tauriel se referiu ao Legolas no filme?
      Desculpe-me, mas sou novo na questão “Tolkien”. Vi os filmes, porém eles não me deram conhecimento suficiente para poder entender a “piada” feita por PJ, como sugerido pelo Luan Aukar.
      Obrigado.

      • Angelo

        “mellon” se nao estou enganado, significa amigo

  • Luan Aukar

    O filme é maravilhoso, o mestre Peter Jackson nunca mais repetirá os erros técnicos que ele tanto cometeu em Um Olhar do Paraíso. Como diretor ele conseguiu renovar seus tempos de glória que duraram dos filmes trash até King Kong. O filme foi repleto de truques de fotografia sensitiva (como naquelas cenas do diálogo ente Bilbo e Smaug onde ele simula a visão do espectador como se ele estivesse dentro do salão em Erebor) combinados com o 3d magnífico só visto em Avatar e efeitos visuais tão realistas e inéditos – totalmente o oposto de Uma Jornada Inesperada. Houveram alguns erros de fotografia que me fizeram pensar que Jackson estava menos inspirado ao dirigir (um deles foi numa cena da invasão dos orcs em Esgaroth em que o Legolas mata um orc e na hora da facada ele simplesmente foi empurrado para fora da tela), mas esses aconteceram em um período tão curto de tempo que nem mesmo eu sei como reparei. O roteiro foi maravilhoso, aquela discussão do Bilbo e do Smaug foi uma obra prima do Peter Jackson, assim como vários diálogos vistos em As Duas Torres e o episódio Adivinhas no Escuro.
    No aspecto técnico o filme sai quase perfeito (não quero deixar muitos spoilers sobre a emboscada armada pelos anões nas minas da montanha, mas aquelas partículas líquidas de ouro e água foram um avanço enorme para efeitos especiais), mas para um fã de Tolkien as muitas alterações foram o bastante pra te deixar cheio de pensamentos mistos sobre o filme.
    Eu achei a ideia de cobrir as missões do Gandalf maravilhosa! Uma alteração que não feriu a história, pois seria muito importante anos após o arco que cobre o romance e ao mesmo tempo era algo que todos os fãs desejavam ver como aconteceu. SPOILER: Ver o Sauron dialogando chegou a ser assustador, na história do Anel ele não teve muita participação em primeiro plano, como eu digo: “ele estava lá, não aqui, mas ao mesmo tempo estava aqui e lá”. Vamos ver que rumo essa “adição” terá ano que vem.
    Sobre a inclusão da Tauriel, não fui um daqueles que ficaram de birra com a adição dela na história, mas o papel que ela teve foi o que marcou o filme todo, PJ infelizmente quis colocar uma pitada de romance adolescente e enfiou isso guela abaixo no plot, isso foi uma blasfêmia à obra de Tolkien, que desejava sempre que a história fosse mais racional possível. O filme atingia um certo clímax e ele era cortado pra cara de sonsa dela (não que a atriz seja ruim, mas o papel)… sério, até as cenas de Dol Goldur e Erebor eram cortadas pra cara dela.
    Parece que os episódios da casa de Beorn e da Floresta das Trevas foram cortados pela metade só pra mostrar o romance meia boca “Kiliel” ou “Taurikili” que mais parece uma fanfic de Harry Potter. (My Immortal diz: Oi)
    Resolvi ignorar cada cena que aparecia a Tauriel pra pensar na forma de como ela morreria no próximo filme, o que é óbvio – ELA TEM QUE MORRER PRA DEIXAR UM AR DE DRAMA ADOLESCENTE.
    Me senti neutro quanto a inclusão dos Orcs antes da batalha, pra mim Azog já estava morto há anos, mas rendeu muitos risos com as cenas do Bombur esmagando eles.
    Para a maioria dos fãs a adição de personalidade aos anões só serviu para um complemento, a obra é infantil como qualquer outra, em todas os personagens são meio unidimensionais pra não confundir a cabeça das crianças e isso num filme foi de grande ajuda.
    Se eu pudesse me aprofundar numa crítica seria mais completo, mas isso aqui é só um comentário extenso e amador sobre o que eu vi hoje.
    O filme estava bom, nada mais. Poderia ser perfeito, mas PJ cometeu muitos erros com a história que eu não espero ver ano que vem.

    Kyrmse, vi que você ajudou a revisar as legendas, quando eu vi Jornada no cinema as línguas não estavam traduzidas; não sei se você revisou, mas na minha cidade eu não vi nada. Parabéns, isso foi muito bom, as falas passam muito rápido.
    Já deixo a minha pergunta, quais foram as maldições que Thorin lançou pra Thranduil? Se for de um linguajar mais pesado me fala por e-mail, kk.
    Ezequiel, ele está aqui pra fazer o seu review, se não concordou com tudo o que ele disse debata aqui, ver um filme e não gostar de tudo o que aconteceu nele não é um crime hediondo, isso se chama senso crítico.

    • André Vilhora

      Cara, a inserção dela na obra só foi feita pra ter mais impacto e dramaticidade no terceiro filme quando o Kili morre.

    • Renan Castello

      Sinceramente, não gostei do corte do Beorn e das aranhas. Algo q esperei mt foi a cena das aranhas, que no livro é sensacional (a completa escuridão da floresta e os olhos vermelhos aracnídeos nos dão uma sensação angustiante ao ler), mas gostei do fato de se estender a cena com o Smaug. Pudemos curti-lo mt mais. No todo, gostei do filme, e acho uma pequena demorar tanto pra o final: esperamos um ano pra ver a continuação e esperaremos mais outro pra terceira parte. Isso é algo que me chateia, pois vi mts pessoas saindo da sala reclamando. Entendo totalmente que é uma adaptação (o livro é uma obra e a trilogia é outra). Acredito que, no fim de tudo, preferirei a Jornada Inesperada e o Lá e de Volta Outra vez, pois o meio sempre é meio estranho e o próprio Duas Torres tbm foi assim. É minha opinião. E pela praticidade, pela simplicidade e pureza, e tbm pelo acesso mais fácil ao final, prefiro o livro (acho q é a primeira vez em que acho mais rápido ler um livro do q a adaptação cinematográfica), mas é claro que o filme não foi um lixo qualquer! Longe disso, claro. Mas, caso alguem tenha odiado o filme, que, pelo que vejo nas críticas, foram muitos, tenho uma simples sugestão: ignore os filmes e leia o livro. Amo cinema, mas é óbvio que ler faz mt mais bem a mente. Fora isso, não defenderei mais o filme, pois vi mts por aí que odiaram tanto o filme que estão dispostos a discutir vigorosamente e agressivamente pra detoná-lo. Calma, calma… tbm prefiro livros, sempre…

      • Sabrina

        Até que parte vai o filme? Ainda não pude ir ao cinema para assistir, mas estou curiosa em saber até onde ele vai e se chega a acontecer a “luta” com o Smaug (confesso estar mais curiosa nessa parte, já que no livro achei que passou muito rápido.)

        • Angelo

          concordo com vc q no livro a luta contra Smaug ocorreu de uma forma simples e repentina. O filme vai ate a parte que Smaug deixa a Montanha Solitária e vai em direção à Cidade do Lago

  • Eruanno O Anão

    Eu entendo que defender o livro é importante, mas se você reclama que três filmes é demais, que Beorn foi pouco explorado, imagina se fosse um só filme ou dois.
    E que a inserção de uma personagem feminina era quase que obrigatória no mundo de hoje, Kili e sua paixonite “incompreendida” por Tauriel é mais um drama para intensificar dor pela morte do personagem no terceiro filme.
    Sei também que o filme foi muito adaptada, mais discordo quanto ao fato de o filme ser mais infantil que o livro, penso que estão ambos no mesmo tom, só que temos que entender que são mídias totalmente diferentes, e que uma adaptação é quase inevitável.
    Mas adorei o filme, assisti ele duas vezes no mesmo dia, não fiquei casado, só muito animado, e penso que ele manteve o nível do primeiro filme.

    • PK Master

      Que loucura cara! Isso ai que você disse, é tudo besteira!

      Provavelmente você nem o livro leu, pois nem entendeu, que o filme foi totalmente divergente da história original. Quando li o livro, eu imaginei cada cena, cada lugar, cada episódio, e quando assisti o filme, por mera intuição logo senti que nada tinha haver com o que foi relatado na obra escrita.

      Outra: Ter inserido o Legolas no filme, foi um nada com nada. Gosto muito dele, mas o que ele fez no filme, não teve nenhuma lógica, e além disso, no filme, Legolas transforma-se em um Deus ex-machina que sozinho acaba com todo mundo. Nunca vi isso no senhor dos anéis.

  • Daniel Machado

    Dois antagonismos ficam muito claros ao se assistir a adaptação de Peter Jackson para a obra homônima de J.R.R. Tolkien. A primeira é o serviço que ele faz à própria obra do autor, pois parece que nasceu destinado a esta missão e cobre lacunas que caberiam perfeitamente ao romance, como a sequência dos barris na correnteza, que devido à nova contextualização totalmente condizente à narrativa surpreende, entretém e dá fôlego à trama (assim como nos tira por conta dos efeitos surreais). Entretanto, paradoxalmente Jackson presta um desserviço ao próprio texto por contextualizá-lo além da conta e criar subtramas que acabam confundindo o espectador ou até de certo modo fatigando-o. É o caso das ligações que a toda hora vem à tona com a trilogia “O Senhor dos Anéis”, que em “Uma Jornada Inesperada” deixava a estória relevante mas que agora a deixa mais pesada. A introdução do personagem Bard (importantíssimo no livro), a bruxaria do Necromante (inexistente na obra original) e as situações inventadas (e até redundantes) com o dragão alongam o filme na tentativa clara de fazer dele uma trilogia, no típico oportunismo hollywoodiano para se fazerem grandes bilheterias. Enquanto isso, partes deliciosas (como a subida à montanha e a travessia pela Floresta Negra) foram suprimidas ou pouco desenvolvidas. O livro em si já é um roteiro de primeira, desnecessárias tantas modificações. Lógico que se trata de uma superprodução e tecnicamente impecável, mas desta vez não conseguiram superar a magia da escrita de Tolkien, uma vez que faltou humor e leveza, já que preferiram empregar o tom sombrio de forma ininterrupta – sendo que tudo que é demasiado acaba enjoando ou perdendo o efeito almejado. E ainda saí da sala de exibição me perguntando se Bilbo é de fato o protagonista: não pelas situações, mas sim pelo fato de o ator ainda não ter conseguido dado o carisma necessário ao personagem.

  • Ezequiel Guilherme

    Meu caro, se você já sabe que Peter Jackson tem uma visão diferente da sua a respeito das obras de Tolkien, por que diabos você perde seu tempo indo ao cinema? É muito simples, coma os livros e não assista aos filmes! Não esqueça que, graças aos filmes, por mais infiéis que sejam, muitos jovens vieram a conhecer os livros. Boa leitura!

    • Daniel Machado

      Não é nessa radicalidade toda que as coisas funcionam… Ademais, os filmes não são infiéis ao livro ou ao contexto criado por Tolkien, muito pelo contrário. O oportunismo que acabou prejudicando. E essa visão é dividida por muitos, por quem leu ou não a obra…

  • Ronald Kyrmse

    Em tempo! (já que não consigo parar de escrever): o Thranduil do filme mais parecia um Fëanor…

    • Luan Aukar

      Uma mistura de Fëanor com Barbie, mas as performances do ator foram maravilhosas, nem conhecia ele.

    • Vinicius Paiva

      Caro Ronald, o que achou da aparição/revelação do Necromante da forma como foi feita nessa segunda parte da trilogia? Foi o ponto que realmente me incomodou…

      • Angelo

        Engraçado que na obra não há nenhuma relação entre o Necromante e Sauron, o que me deixou aturdido com o fato de essa associação infligir
        muito na continuação da estória( O Senhor dos Anéis).Mas penso que o Livro poderia ter se estendido com mais detalhes da expulsão do Necromante de Dul Guldur.

  • Ronald Kyrmse

    Gostaria de ser o primeiro a falar sobre minha própria resenha. Mas aqui, na área dos comentários, para que fique “extra-texto”. Confesso que me diverti muito assistindo ao filme. Mas seria simples e fácil demais dizer – como tantos que tenho lido – “Curti imensamente, o filme é um barato”. Acho que as falhas têm de ser apontadas.
    Meu amigo Claudio Quintino diz que Tolkien era um Bardo, e PJ é outro, e cada um conta a mesma história a seu modo. Mas PJ exagerou. Não é mais o “Hobbit” de JRRT.

    • Reginaldo Fernandes

      As comparações com a obra original não são razoáveis. O longa foi elaborado na perspectiva comercial cinematográfica. Não estou na defesa do filme em detrimento da obra, mas são ambientes distintos e que se integram, já que a essência do enredo permanece. A saber, ambas as situações tem teor fictício e como tais, sem compromisso fidedigno. Para mim, o filme (a fora o teor de ação) é um primor estético, bem caprichado. Espetacular filme.

    • Regina Gomes

      Eu concordo com o seu ponto de vista. Senti a mesma coisa.
      Tive certeza que PJ não leu o mesmo Hobbit que eu no final quando a música dos créditos quebrou toda a ambientação do filme. Saí do cinema desolada.

    • carol_lony

      Kyrmse vc é muitooo legal *–* adorei sua crítica! Olha, eu sou apaixonada tanto nos filmes quanto no livro, e me diverti bastante. Mas eu não sou cega, sei que o filme tem defeitos, só que mesmo assim eu gosto. Acho interessante ter duas obras para comparar, e também gosto quando o filme faz coisas diferentes, já que não gosto de ir no cinema e saber como vai terminar a história.

      Achei que exagerou em muitas coisas, aqueles cortes no final para a trama “Kiliel” que não influenciava em nada a sequência em Erebor, diferente dos cortes para a trama do Gandalf, que seguia a mesma linha. Elfos malabaristas cansaram bastante no final, Legolas x Bolg… eu esperava que o Legolas fosse atrapalhar a missão dos anões, não ter o showzinho próprio dele. De qualquer forma, adorei o filme, já fui 3 vezes no cinema e achei pouco, hasuahuahusa :)