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Jornalista Jorge Pontual recita poema de J.R.R. Tolkien na Globo News

Na seção “Poema em pauta” do programa “Em Pauta” do Globo News, o jornalista Jorge Pontual recita sua própria tradução do poema “O Gato” de J.R.R. Tolkien.

 

Jorge Pontual diz que quando seu filho ainda era criança ele, como pai, costumava ler e traduzir o Hobbit. Explica que o poema O Gato é parte do livro As Aventuras de Tom Bombadil e que foi escrito por Sam Gamgee, o protagonista  e amigo do Frodo em O Senhor dos Anéis. O poema traduzido é o seguinte:

 

GATO de J.R.R. Tolkien (Tradução Jorge Pontual)

 

Gatão, gordão, no chão
ronrona e sonha
com ratinho gordinho
sonho risonho,
ora lá fora outrora,
ele andou veloz, feroz atroz
bufou, lutou
fera, pantera era
no oriente viveu, correu, mordeu
com dente em gente.

O leão grandão durão,
garra na marra
presa , tesa, acesa
a garra rasca
e a pantera a espera
bem de pé,
com gula, ulula e pula
pega o filé no véu do breu da selva
são como a onça,
altiva e livre
e o gato é manso,
mas o gatão, gordão de estimação,
não esquece não.

 

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  • Eddie

    Traduzir poema para fazer a rima bater em idiomas diferentes a mim soa bizarro. Na verdade, existe aí uma nova obra, baseada em uma de outro idioma. Eis a verdade.

  • Pingback: Fabio Porchat: "Eu li O Senhor dos Anéis ainda adolescente" - Tolkien Brasil | Tolkien Brasil()

  • Ronald Kyrmse

    Na versão publicada pela Martins Fontes, traduzi como está abaixo este mesmo poema. Interessante como tradutores diferentes podem ter abordagens diversas e ainda assim manter o espírito do original.

    O gato pacato com rato
    sonha, sem vergonha, que mata
    e arrasta o que lhe basta
    comer, ou nata;
    mas no que fez, talvez,
    está pensando
    quando lesivos, altivos, nocivos,
    rugindo e lutando,
    seus antepassados delgados
    das tocas e nichos
    no Oriente agrediam gente
    e outros bichos.

    O leão então, cuja mão
    dá abraço de aço,
    de enorme dente inclemente
    que arranca pedaço;
    a pantera, que fera,
    da pata que mata
    e num salto do alto em assalto
    a carne arrebata,
    onde se eleva a relva na selva –
    distantes estão
    pantera e leão
    e o gato é poltrão;
    mas cordato, pacato de fato,
    de estimação,
    não se esquece não.