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A lenda de Hy-Brasil e a origem do legendarium de J.R.R.Tolkien

by Eduardo Stark

A palavra “Earendel” encontrada nos escritos de Cynewulf trouxe ao jovem Tolkien uma verdadeira aventura por significados e histórias. Quanto mais procurava entender a palavra ele desenvolvia ideias para seus escritos, que se tornariam o seu Legendarium.

Foi assim que, logo após escrever o poema “A Viagem de Earendel, a estrela vespertina”, começou a deixar pequenas notas de palavras escritas à mão em páginas avulsas, em que buscava interligar os significados para formar uma história coerente. Infelizmente boa parte desses primeiros escritos não foram datados, o que dificulta saber com precisão o que se passava nesse período específico.

A nota mais antiga é um pouco posterior ao poema “A Viagem de Earendel, a estrela vespertina”, que Christopher Tolkien o publicou no segundo volume da série História da Terra-média, conhecido como The Book of Lost Tales parte 2 (p.261). Segue abaixo a nota feita por Tolkien, separada por tópicos para evidenciar as ideias que estavam sendo desenvolvidas:

• O barco de Eärendel passa pelo norte.
• Islândia. [Adicionado na margem: volta do vento norte]
• Groenlândia e as ilhas selvagens: um poderoso vento e uma crista de grandes ondas o levam a climas mais quentes, de volta ao vento oeste.
• Terra de homens estranhos,
• terra da magia.
• A casa da Noite.
A Aranha.
• Ele escapa das redes da Noite com alguns camaradas, vê uma grande ilha montanhosa e uma cidade dourada [adicionada na margem: Kôr]
• o vento o sopra para o sul.
Homens-Árvore,
• moradores do sol,
• especiarias,
montanhas de fogo,
• mar vermelho: Mediterrâneo (perde seu barco [viaja a pé pelas selvas da Europa?]) Ou do Atlântico.
• Casa.
• Os anos passam.
• Tem um novo barco construído.
• Dá adeus à sua terra do norte.
• Veleja para o oeste novamente para a borda do mundo, assim como o sol mergulha no mar.
• Ele navega no céu e não retorna mais para a terra.

Vemos nessas notas alguns termos destacados por se manterem desde o início dos rascunhos até alcançar as versões mais antigas do legendarium de Tolkien, embora tenham sofrido severas modificações ou incremento de informação.

Os comentários a seguir tem o objetivo de esclarecer a importância desses termos e mostrar o seu contexto, possibilitando uma maior amplitude de informação sobre como Tolkien estava desenvolvendo gradualmente a sua mitologia.

A Viagem de São Brandão, o navegante

Primeiramente Earendel, que é o personagem protagonista das aventuras. O nome do personagem derivado do poema anglo-saxão Christ de Cynewulf e sua relação com Orendel, herói marinheiro das lendas germânicas. Uma vez que os manuscritos mais antigos que narram a história de Orendel são do século XII, tendo sobrevivido até nosso tempo apenas cópias do ano de 1512, se tratando de uma lenda registrada tardiamente, o que não significa necessariamente que sejam desvinculadas de sua época e autoria, mas tendo em vista que se busca as histórias relacionadas a Inglaterra, verifica-se que Tolkien tenha começado a procurar outras lendas relacionadas a viagens marítimas daquela região.

O fato de Tolkien ter sido um católico reforça ainda mais o fato dele ter contato com a literatura dos santos da idade média. A literatura católica era uma constância em sua vida, sobretudo pelas indicações de livros por seu tutor, o Padre Francis Morgan. Foi assim que teve contato com as lendas relacionadas às viagens de São Brandão, que podem ser consideradas como possíveis fontes para o desenvolvimento inicial da personagem Earendil.

Na nota citada acima a viagem inicialmente passa pela Islândia e a Groelândia que se situam ao norte das ilhas britânicas, e logo depois Earendel encontra uma “terra da magia”.Esse foi o mesmo trajeto feito por São Brandão até descobrir uma terra maravilhosa e mágica.

Manuscrito medieval que ilustra a viagem de São Brandão e sua parada em cima da baleia

O São Brandão ou Brandão de Ardfert e Clonfert, também Barandão ou Borondão, foi um monge beneditino irlandês que viveu entre 484 a 577 d.c, conhecido por ter realizado diversas viagens pelo norte e noroeste das ilhas britânicas. Ele é o protagonista de uma lendária viagem a uma terra jamais explorada, que era chamada de terra prometida.

A sua biografia, a Vita Sancti Brendani, escrita pela primeira vez por volta do século X, se tornou um dos manuscritos mais lidos, traduzidos e copiados durante a alta Idade Média. Foi a partir desses manuscritos que nasceram diversas lendas sobre viagens marítimas para o Oeste que aparecem na maioria dos povos da costa ocidental europeia.

As viagens de São Brandão estão cheias de aventuras em diversos lugares, onde encontra criaturas exóticas. Confunde uma baleia com uma ilha e junto com os outros monges faz uma fogueira. Depois de dessas aventuras o santo finalmente consegue chegar a terra prometida. A descrição do momento remete em muitos pontos a ideia de Tolkien em relação a escuridão que se enfrenta antes de chegar a ilha iluminada:

Levaram consigo provisões por quarenta dias, pois seu curso se direcionava para o oeste naquele período. O procurador zelou por eles orientando o caminho. No final dos quarenta dias, no final da tarde, uma nuvem densa os ofuscou e era tão escura que não podiam ver um ao outro. Então o procurador disse para São Brandão: “Padre, você sabe que escuridão é essa?” E o santo respondeu que não sabia. “Esta escuridão”, disse ele, “envolve a ilha que você procurou por sete anos. Você verá em breve que a entrada dela”. Após ter se passado uma hora, uma grande luz brilhou ao redor deles, e o barco estava perto da costa. Quando desembarcaram, viram uma terra, extensa e espessa, com árvores, carregadas de frutas, como na estação do outono. Todo o tempo que atravessavam aquela terra, durante a sua permanência, não havia noite, pois havia uma luz que sempre brilhava, como a luz do sol no meridiano. E durante os quarenta dias eles observaram a terra de várias direções e não conseguiram encontrar os seus limites. (MORAN, p.101).

A ideia de uma terra a oeste e que após enfrentar uma escuridão se encontra a iluminação, permaneceram como fontes na primeira nota relacionada a história de Earendel. É nesse sentido que Tolkien coloca como tendo a ilha uma “cidade dourada”, que mais tarde ele chamaria de Kôr.

Destacam-se quatro elementos que são comuns entre a história de São Brandão e o primeiro rascunho de Tolkien sobre a viagem de Earendel:

1 – Viagem marítima inicia em direção ao norte
2 – Passa pela Islândia e a Groelândia
3 – A direção da viagem passa para o oeste
4 – Encontra uma escuridão intensa
5 – Acha uma cidade que é iluminada
6 – A terra é abençoada

Há diversos registros do contato de Tolkien com a história de São Brandão. Inicialmente o santo é mencionado no poema “The Nameless Land” (A Terra Inominada) que foi escrito em 1924 e publicado em 1927 (‘Such loveliness to look upon /Nor Bran nor Brendan ever won’). Em notas para “The Lost Road” (A Estrada Perdida) escrito por volta de 1936 (‘the holy Brendan’).

Por volta dos anos de 1945 ou 1946, Tolkien escreveu um poema intitulado “The Ballad of St Brendan’s Death” (A Balada da Morte de São Brandão) que depois foi renomada como “The Death of St. Brendan” (A Morte de São Brandão), posteriormente alterou diversas vezes e escreveu quatro versões finalizadas, sendo a última versão intitulado “Imram” que foi publicada em 3 de dezembro de 1955 no Time and Tide.

Imram apresenta influências em relação a mitologia de Tolkien, especialmente quanto a ideia da estrada perdida que se direciona ao terras abençoadas. (HAMMOND, SCULL. p.480). Nesse aspecto, a concepção de terra sagrada do oeste permaneceram, chegando a sua forma conhecida como o continente Aman, onde habitavam os Valar e os elfos.

Até mesmo em relação ao título do poema “A Viagem de Earendel, a estrela vespertina” traz a palavra “Viagem” que remete a ideia de viagens marítimas e também ao próprio título das histórias de São Brandão, chamadas de Nauigatio sancti Brendani abbatis “A Viagem de São Brandão, o abade”.

A lenda de São Brandão também influenciou as histórias do amigo de Tolkien, o C.S. Lewis em um de seus livros da série Crônicas de Nárnia, chamado ‘A Viagem do Peregrino da Alvorada’ (The Voyage of the Dawn Treader), embora a viagem seja em direção ao Oriente ao invés do Oeste. Em um de seus caderno Lewis descreve seu livro como uma viagem em que “várias ilhas ([da] Odisseia e Santo Brandão) podem se alcançar” (HOOPER, p. 403).

São brandão em direção a terra sagrada

A lenda de Hy-Breasil ou Hy-Brasil

A lenda de São Brandão ficou conhecida por toda a Europa. Diversos outros escritos foram feitos recontando as mesmas histórias. Outros foram modificados e até ampliados. Fato é que a lenda surgiu e encantou milhares de pessoas, que agora buscavam saber onde a misteriosa ilha de São Brandão estava.

A ilha parecia estar oculta para os mortais, apresentando uma semelhança com as histórias de Aman e Valinor em O Silmarillion, onde os homens não podiam encontrar as terras abençoadas:

As ilhas, invisíveis para a maioria dos mortais, que se encontram no oceano distante, ou nos mares e canais próximos da Irlanda, costumam ser vistas por heróis que partiram em algumas expedições erráticas. Magos, ou pessoas encantadas, são encontradas, e seus feitiços às vezes prevalecem contra intrusos terrestres. Em certos casos, as pessoas encantadas são derrotadas pela habilidade e bravura mortal. Nesse caso, o aventureiro não pode rever a Irlanda. (O’HANLON. p. 114)

Na nota escrita por Tolkien pode-se ler “Mar vermelho: Mediterrâneo (perde seu barco [viaja a pé pelas selvas da Europa?]) Ou do Atlântico”. A conexão pode ser também feita com a lenda de Hy-Breasil, em que John O’Hanlon menciona um lago vermelho como sendo parte da Ilha Hy-Breasil:

Assim é chamada a rica “Ilha do Lago Vermelho”, onde os pássaros cantam melodiosamente, e ela é até mesmo celebrada em alguns dos nossos romances antigos ou medievais. Este Lago Vermelho é suposto por muitos ter sido o atual Mar Mediterrâneo. Uma ilha estava dentro dele, na qual um palácio foi construído. Aqui, as árvores frutíferas também cresceram, e os imortais ali viviam alimentados com seus produtos deliciosos. (O’HANLON, John, p. 114) 

O dito “lago vermelho” pode ter alguma relação com o nome do Brasil, que se acreditava ter vinculo com a madeira Pau Brasil, que tem uma tintura vermelha. Sobre essa conexão entre a origem do nome do país e a lenda Tolkien apresenta comentários em seu ensaio “On Fairy Stories” (Sobre Contos de Fadas), publicado no livro Tree and Leaf (1964). 

O ensaio foi escrito originalmente no ano de 1938, mas em 1943 foi revisado e ampliado por Tolkien. Nessa revisão o autor incluiu um breve parágrafo, com uma nota de rodapé, conforme o seguinte:

Parece ter entrado em moda logo depois que começaram as grandes viagens que tornariam o mundo estreito demais para conter ao mesmo tempo homens e elfos; quando a terra mágica de Hy Breasail no Oeste se tornara meros Brasis, a terra da madeira da tintura vermelha. (Nota 2: Sobre a probabilidade de que o Hy Breasail irlandês tenha desempenhado um papel no nome do Brasil, ver Nansen, In Northern Mists, ii, pp. 223-30).

Tolkien critica as mudanças que aconteceram na época do renascimento com a ampliação do racionalismo em detrimento das lendas antigas. Anteriormente havia uma imensa expectativa do que se encontrava além dos mares do oeste e com isso surgiam lendas e o mundo parecia ser mágico. Com as descobertas esse encanto parece ter desaparecido e as lendas antigas não se encaixavam mais no contexto. O mundo que antes não tinha bordas agora se torna fechado e estreito.

É nesse processo de desmitificar o mundo que o nome Hy Breasail deixou de ser uma das lendas mais contadas entre os europeus e passou a ser utilizada como referencia a apenas a uma terra com o nome relacionado a madeira vermelha Brasil.

Citando o texto de Nansen, Tolkien mostra que a realidade pode ter um certo vinculo com a antiga lenda. No livro “Tolkien On Fairy-stories” editado por Verlyn Flieger e Douglas A. Anderson, nos comentários a esse trecho sobre o Hy Breasail, destaca-se do livro de Nansen citado por Tolkien o seguinte trecho:

O mito irlandês do Hy Breasail, ou Bresail, a ilha do Atlântico [cf. vol. i. p.357], é evidentemente muito antiga, a ilha é uma das muitas terras prosperas tal como “Tír Tairngiri” [a terra prometida]. Segundo a opinião de Moltke Moe e Alf Torp o nome pode ter vindo do Irlandês “bress” [boa fortuna, prosperidade], e poderia então ser absolutamente o mesmo como o Insulae Fortunaatae. Os italianos podem facilmente ter adquirido com esse mito através dos monastérios Irlandeses no Norte da Itália, ao menos de fato eles o tinham entre seus marinheiros, e dessa forma a ilha veio para o mapa. A forma “brazil” pode ter surgido a partir da conexão cartográfica do nome com o valioso Pau Brazil, usado em tinturas. O canal dividindo a ilha do Brazil no mapa pode ser o rio que na lenda de Brandan passa através da ilha chamada “Terra Repromissionis,” e que Brandan (na navegação) foi capaz de atravessar. É provavelmente o rio da morte (Styx), e possivelmente o mesmo que se tornou o rio em Hop na saga islandesa de Wineland (see vol. I p. 359). Nós encontramos aqui de novo a possibilidade da conexão, e essa proximidade de que provavelmente o Brasil foi a Terra Prometida da Irlanda, o que de outra forma ajudou a formar Wineland”.

Se o nome da lendária ilha tem alguma conexão direta com o nome do país, isso deve ser objeto de estudos mais apurados. Contudo, é interessante analisar que diversos mapas entre os séculos XI a XV continham uma ilha a oeste apelidada de “Ilha de São Brandão” ou apenas de “Brasil”. É dito até que Cristovão Colombo tinha a referência a essa ilha em seu mapa e até visitou algumas cidades costeiras a procura de mais informações sobre as viagens antigas nessa direção.

A Aranha e a escuridão

A Aranha mencionada tecia escuridão e formava uma grande sombra que aprisionava suas presas, por isso foi chamada de “Noite”. Posteriormente os rascunhos davam o nome de Ungweliantë, Wirilómë (tecelã de escuridão).

Essa personagem é desenvolvida e se torna a aranha gigante Ungoliant em O Silmarillion. O vinculo entre a aranha e a escuridão permanecem, sendo Ungoliant uma tecelã de escuridão que nenhuma luz consegue penetrar.

Também em outras obras do Tolkien as aranhas estão presentes. Em O Hobbit, Bilbo Bolseiro enfrenta muitas aranhas na Floresta das Trevas, além de Shelob (Laracna) ter enfrentado Frodo em O Senhor dos Anéis, em meia a grande escuridão em sua toca próxima a Mordor.

Desse modo, Tolkien não mudou sua ideia quanto a associação das aranhas e a escuridão desde o início do legendarium.

Os Homens-Árvore

A presença de Árvores como símbolos é frequente na obra de Tolkien, tal como uma inspiração em outras mitologias que dão a esse símbolo grande importância. Especialmente nas lenda céltica as árvores tem um papel sagrado, tendo destaque para a chamada “Elder” (anciã) que é conhecida como “árvore das fadas”.  Também a ideia está associada a religião pagã céltica que tinha determinados cultos aos espíritos da floresta. É nesse ponto que ao longo do tempo Tolkien desenvolveu a ideia do que se tornaria os “Ents”, os pastores de árvores, criados por vontade de Yavanna e que aparecem em O Senhor dos Anéis.

A ideia das montanhas de fogo também permaneceu no imaginário de Tolkien, onde posteriormente ele formularia dois conhecidos montes que se relacionam com o fogo, a Montanha da Perdição em o Senhor dos Anéis e a Montanha Solitária em O Hobbit, além de outras vistas em O Silmarillion.

Anotações adicionais nas margens da folha

Abaixo dos tópicos da página avulsa existe ainda uma nota escrita por Tolkien: “A cidade dourada era Kôr e ele escutou a música do Solosimpë, e retornou para encontrá-la, apenas para descobrir que as fadas partiram de Eldamar. Ver o pequeno livro. Empoeirado com a poeira de diamante ele sobe pelas ruas desertas de Kôr”.

Ao analisar os manuscritos de seu pai, Christopher Tolkien descobriu que o trecho final “foi adicionado mais tarde, e que o resto do esboço pertence à escrita mais adiantada do poema, no inverno de 1914” (p. 262). Isso se justifica também pelo fato de que as palavras “Kôr”, “Solosimpë” e “Eldamar” serem parte do “Qenya Lexicon” em que muitas ideias já estavam sendo desenvolvidas em relação à criação do idioma dos elfos. Assim, esse trecho adicionado parece estar associado com o poema ‘The Bidding of the Minstrel” que foi escrito no final de 1914.

No final de 1914 e inicio de 1915, enquanto ainda era estudante em Oxford, Tolkien começou a desenvolver seu idioma inventado “Qenya”. Ele começou realizando listas de nomes e dando suas etimologias, significados e regras gramaticais.

É desse período o “Qenya Lexicon”, um conjunto de palavras na antiga língua dos seres que seriam mais tarde chamados de Elfos. Essas anotações foram reunidas e publicadas no periódico Parma Eldalamberon 12, com edição de Christopher Gilson, Carl F. Hostetter, Patrick H. Wynne e Arden R. Smith.

Ea,earen(-d):águia.
Earendl o vagante, o grande marinheiro que navegou no céu em seu navio Vingelot, que agora é a estrela da manhã ou vespertina. Voronwe era sua companheira fiel na terra, também Elwenillo, filho de Voronwe. (PE 12, p.33) 

Kor (kōr-), a antiga cidade construída sobre as rochas de Eldamar. De onde as fadas marcharam para o mundo. (PE 12, p.48)

Eldamar, a praia rochosa da ocidental Inwinóre (Faëry), de onde os Solosimpeli dançaram nas praias do mundo. Sobre esta pedra foi construída a cidade branca, chamada Kor, de onde as fadas vieram ensinar canção e santidade aos homens. (PE 12, p.45)

Solosimpe = Flautistas costeiros. “As fadas [tribo dos Eldar] viviam entre as rochas e as alturas de Eldamar, os quais dançavam nas praias do mundo – e agora dançam e tocam flautas para as ondas ou fazem melodia nas cavernas finas das margens de Tol Eressea.” (PE 12, p.83).

Os primeiros nomes começam a se formar e os elementos de suas histórias vão a cada momento se desenvolvendo. Agora a estrutura passa por um processo de maturação linguística. Tolkien busca se preocupar com as origens das palavras, seus significados dentro de seu universo e como elas podem ser encaixadas em histórias. Contudo, até esse momento (início de 1915)

Tolkien não havia começado suas primeiras histórias em prosa, apenas poemas viriam a se desenvolver antes que começasse a escrever uma história mais longa e em prosa.

BIBLIOGRAFIA UTILIZADA:

HAMMOND, Wayne G. SCULL, Christina., The J.R.R. Tolkien Companion and Guide: I. Chronology, HarperCollins, Londres, 2006.

HOOPER, Walter. C.S. Lewis: The Companion & Guide. HarperCollins, Londres, 1996.

MCKILLOP,James. A Dictionary of Celtic Mythology. Oxford University Press, Oxford, 1998.

MORAN, P.F. Editor. Nauigatio sancti Brendani abbatis [the Voyage of St Brendan the Abbot], traduzido por Denis O’Donoghue, Brendaniana, 1893.

TOLKIEN, J.R.R. Tolkien On Fairy-stories. Editado por Verlyn Flieger e Douglas A. Anderson, HarperCollins, Londres, 2006.

_______________ Parma Eldalamberon Vol. 12, editado por  Christopher Gilson, Patrick Wynne, Arden R. Smith, Carl F. Hostetter, publicação independente, 1998.

______________. Sauron Defeated, Editado por Christopher Tolkien, HarperCollins, Londres, 1995.

O’HANLON, John. Irish folk lore: traditions and superstitions of the country, with humorous tales. Cameron e Fergunson, Londres, 1840.

O‟MEARA, John, WOODING, Jonathan. The Voyage of Saint Brendan: Representative Versions of the Legend in English Translation, ed. W.R.J. Barron e Glyn S. Burgess, Exeter, 2002.

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