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Canções, Baladas e relatos no Silmarillion publicado

by Eduardo Stark

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A complexidade do legendarium de J.R.R. Tolkien não está relacionada apenas com o seu conteúdo, mas também com os detalhes que o autor colocou nas obras. As camadas e referências em suas histórias tornam o seu mundo imaginário mais realista e mais dinâmico.

A autoria ficcional e a técnica da Narrativa em Abismo são formas de deixar com um tom de veracidade. Mesmo tendo editado uma série de partes que tratam da ideia da autoria ficcional, Christopher Tolkien manteve alguns deles.

Existem cerca de vinte e dois escritos que podem ser divididos em três espécies: 1 – Relatos, 2- Baladas ou Grandes Contos, 3- Canções.

Relatos: São as narrações em prosa que tratam das principais histórias desde a criação até o fim da terceira Era. No Silmarillion publicado são encontrados na seguinte ordem: Ainulindalë, Valaquenta, Quenta Silmarillion, Akallabêth,Dos Anéis de poder e da Terceira Era

Baladas ou Grandes Contos: Balada de Leithian, Narn i Hîn Húrin, A Queda de Gondolin, Balada de Eärendil.

Canções: Narsilion, Aldudénië, Noldolantë, Laer Cú Beleg, As Trombetas de Ulmo, Canção da despedida, Nurtalë Valinóreva, Uma canção de Valinor, Uma canção de Lúthien, Hino em louvor às Sete Estrelas, Uma canção de beleza de Lúthien, Canção de Lúthien diante de Mandos, Canção sobre a Pedra dos Infelizes.

RELATOS

1. Ainulindalë, a música dos Ainur

Conteúdo: A criação dos Ainur e do Universo por Ilúvatar.

Autor ficcional: Rúmil de Tirion, conforme afirma Christopher Tolkien no Silmarillion publicado[1]. Enquanto que no “Ainulindalë D” publicado em “Morgoth’s Ring” contém abaixo do título a seguinte informação “Feito por Rúmil de Túna nos Dias Antigos. Aqui está escrito como dito por Pengoloð, o sábio para Ælfwine em Eressëa. A isso se adicionam as outras palavras que Pengoloð falou naquela época sobre os Valar, os Eldar e os Atani; dos quais é dito a seguir”[2]. Interessante notar que, embora não considerado por Christopher Tolkien, Pengolod também pode ser considerado um co-autor, como está escrito no “Ainulindalë D” a partir do 29º parágrafo.[3].

Localização: Publicado em versão editada por Christopher Tolkien em O Silmarillion, p.3-12. Com referência no capítulo VIII “Do Ocaso de Valinor” [4]

Etimologia: Ainulindalë é composto de “Ainu” (“Sagrado, divino”) e “lindalë” (“música, canção”). Ainu é o singular de Ainur (os sagrados, divinos), que são os Valar e os Maiar, criados antes de Eä. Portanto, se traduz a palavra como “música dos Ainur”.

2. Valaquenta, o relato dos Valar

Conteúdo: Sobre os Ainur e suas características, divisões e espécies.

Autor ficcional: anônimo. Porém logo abaixo do título está escrito “Relato dos Valar e dos Maiar, segundo o conhecimento dos eldar” (O Silmarillion, p.15). Especula-se que tenha sido escrito por Rúmil de Valinor.

Localização: Publicado em versão editada por Christopher Tolkien em O Silmarillion, p.15-24.

Etimologia: Valaquenta é composto de “Vala” (“autoridade divina, potestade”) e “Quenta” (“relato, conto, história”). Vala é o singular de Valar, que é uma espécie dos Ainur, criados antes de Eä. Portanto, se traduz a palavra como o “relato dos Valar”.

3. Quenta Silmarillion, a história das Silmarils

Conteúdo: A criação das pedras brilhantes, seu roubo por Morgoth, a busca dos elfos e a guerra contra as forças do mal em Valinor e na Terra-média.

Autor ficcional: O Silmarillion publicado teve edições de Christopher Tolkien que omitiram a autoria ficcional. Contudo, nos manuscritos utilizados para formar essa parte do livro o próprio Tolkien menciona os autores ficcionais como sendo Rúmil de Valinor nos Anais de Aman[5] e Pengolod nos Anais Cinzentos[6]. Dessa forma, é colocado como sendo os primeiros dez capítulos de autoria de Rúmil, enquanto que os seguintes são de autoria de Pengolod, exceto pela parte que trata de Beren e Lúthien e Os Filhos de Húrin.

Localização: Publicado em versão editada por Christopher Tolkien em O Silmarillion, p.25-325. Tendo usado como fontes principais para a edição os “Anais de Aman”, “Later Quenta Silmarillion” publicados em “Morgoth’s Ring” e os “Anais Cinzentos” e a segunda parte do “Later Quenta Silmarillion” publicados em “The War of the Jewels”.

Etimologia: “Quenta Silmarillion” é a combinação de “Quenta” (“conto”, “história”) e o genitivo plural de Silmaril, que vem da raiz √RIL (“brilhante”) com elementos “Silima” (“cristal”) e “rillë” (“brilhante”). Assim, o significado é “a história das Silmarils”

4. Akallabêth, a queda de Númenor

Conteúdo: Sobre a ascensão dos Númenorianos e sua queda.

Autor ficcional: O Silmarillion publicado teve edições de Christopher Tolkien que omitiram a autoria ficcional. Contudo, “Dos feitos de Ar-Pharazôn, de sua glória e sua loucura, conta-se mais na história da Queda de Númenor, que foi escrita por Elendil, e que foi preservada em Gondor”. (Contos Inacabados, p. 254).

Localização: Publicado em versão editada por Christopher Tolkien em O Silmarillion, p.327-359.

Etimologia: “Akallabêth” é um termo adûnaico (númenoriano), que significa “A Queda”.[7]

5. Dos Anéis de poder e da Terceira Era

Conteúdo: sobre as guerras dos homens e elfos contra Sauron e a guerra do anel.

Autor ficcional: anônimo. Especula-se que seja Elrond de Valfenda, pois ao que parece Tolkien pretendia colocar essa parte dentro do capítulo “O Conselho de Elrond” em O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel.

Localização: Publicado em versão editada por Christopher Tolkien em O Silmarillion, p.363-388.

Etimologia: não existente.

BALADAS OU GRANDES CONTOS

6. Balada de Leithian

Conteúdo: O longo poema que descreve as vidas de Beren e Lúthien, do qual derivou o relato em prosa incluído em O Silmarillion.

Autor ficcional: anônimo.

Localização: É mencionado no Silmarillion publicado diversas vezes no Capítulo XIX De Beren e Lúthien[8]. No livro “The Lays of Beleriand” contém a “Balada de Leithian” em diversas formas[9].

Etimologia: Segundo Christopher Tolkien “Meu pai nunca explicou o nome Leithian ‘Libertação do cativeiro’, e somos deixados para escolher, se podemos, entre diversas aplicações que podem ser vistas no poema. Nem deixou nenhum comentário sobre o significado, se houver significado, da semelhança de Leithian com Leithien ‘England’” (The Lays of Beleriand, p.154).[10]. Contudo, o Christopher percebeu mais tarde que existia uma explicação do Tolkien sobre a palavra, em The Etymologies do livro The Lost Road and Other Writings, em que pode ser lido o seguinte: “LEK- soltar, perder, libertar. N “lhein”, “lhain” livre (d); “lheitho” libertar, ficar livre; “lheithian” libertar, libertação. Q “leuka”, “lehta” soltar, liberar. Ilk. “Legol” ágil, ativo,  corrida livre; Cf. “Legolin”, um nome de rio.[Uma nota riscada acompanha estas etimologias diz: “”Leth-”  ficar livre (ver led); EN “leithia”  liberar, “leithian” liberação; Ver. ‘A ‘Balada de Leithian.’ Eu me referi a esta nota no III. 154, em que eu negligenciei o presente verbete]” (The Lost Road and Other Writings p.368)[11]

7. Narn i Chín Húrin, a história dos filhos de Húrin

Conteúdo: a história de Túrin Turambar e sua irmã Nienor.

Autor ficcional: Os livros O Silmarillion e Os Filhos de Húrin tiveram edições de Christopher Tolkien que omitiram a autoria ficcional. Porém, Tolkien deixa claro que a autoria é de Dírhaval, um homem que viveu na época de Eärendil, conforme publicada as duas versões de uma introdução ao conto dos Filhos de Húrin, em “The War of the Jewels”, p.311-315.

Localização: Mencionado em O Silmarillion editado por Christopher Tolkien.[12] E foi publicado o livro próprio “Os Filhos de Húrin” também editado por Christopher Tolkien. E foi publicado no livro Contos Inacabados[13].Uma versão antiga está publicada como “Turambar and the Foalókë” no livro The Book of Lost Tales, part 2, p.69-143. E uma versão em balada “The Lay of the Children of Húrin” foi publicada no livro “The Lay of Beleriand”, p.3-130.

Etimologia: No Silmarillion publicado consta “Narn i Hîn Húrin”, porém Christopher Tolkien entendeu que de forma inapropriada alterou a terceira palavra para evitar que as pessoas pronunciassem “chin” e admitiu o erro no livro The Lost Road[14]. No livro “Os Filhos de Húrin” consta o título corrigido “Narn i Chín Húrin”, frase em élfico Sindarin “Narn” (conto, história), “i” (os, dos), “chin” (filhos), e “Húrin” o nome de um personagem. Uma variante é “Húrinien” (os Filhos de Húrin). É também chamado de “Narn e’Rach Morgoth” (Conto da maldição de Morgoth).

8. A Queda de Gondolin

Conteúdo: relato da vinda de Tuor à Gondolin, o saque de Morgoth e a defesa heroica da cidade.

Autor ficcional: anônimo.

Localização: Publicado em versão editada por Christopher Tolkien em O Silmarillion.[15] No livro “The Book of Lost Tales”, part 2 (p.144-220), foi publicada a primeira versão em prosa do  “The Fall of Gondolin”, p.144-220. E é mencionado que existe uma balada do conto “The Lay of the Fall of Gondolin”  no livro “The Lays of Beleriand,” p.144-149.

Etimologia: não existente. Porém Tolkien também chama esse relato de “Narn e-Dant Gondolin ar Orthad en Êl” (Conto da Queda de Gondolin e ascensão da Estrela).[16] 

9. Balada de Eärendil:

Conteúdo: a jornada de Eärendil pelo mar e terras desconhecidas.

Autor ficcional: anônimo.

Localização: Publicado em versão editada por Christopher Tolkien em O Silmarillion[17]. O início da Balada de Eärendil e os poemas escritos por Tolkien foram publicados em The Book of Lost Tales, part 2, p.252-277.

Etimologia: não existente.

 

 

CANÇÕES:

10. Narsilion, o Cântico do Sol e da Lua

Conteúdo: a origem do Sol e da Lua.

Autor ficcional: anônimo. É do conhecimento de Rúmil de Tirion por ser mencionado nos Anais de Aman[18]. Especula-se que talvez possa ter sido escrito por Elemmírë dos Vanyar, pela proximidade do conteúdo do Aldudénie.

Localização: Há uma breve referência no Silmarillion publicado[19] que usou como fonte os Anais de Aman do livro “Morgoth’s Ring”[20]. Segundo Christopher Tolkien “se existe um ‘cãntico do Sol e da Lua’ (chamado em O Silmarillion  p.116 por um nome élfico, Narsilion) ele desapareceu” (The Shapping of Middle-earth, p.170).[21]

Etimologia: O significado da palavra “Narsilion” não é definido por Tolkien e passa por especulações. Assim como o nome “Narsil”, provavelmente é uma combinação das raízes “√NAR” (fogo, chama vermelha) e “√THIL” (brilho, prata, luz branca) das quais as palavras Sol (Anar) e Lua (Isil) são derivadas. A palavra contém o sufixo “-ion” que indica o genitivo plural (“do, de ou da”), mas não existe elemento que corresponda a “Cântico” ou “música”. Dessa forma, a tradução mais apropriada seria “Do Sol e da Lua”, similar ao que Christopher Tolkien colocou no Silmarillion publicado no título do capítulo XI: “Do Sol, da Lua e da ocultação de Valinor”.

11. Aldudénië, o lamento pelas árvores

Conteúdo: o lamento pela destruição das árvores.

Autor ficcional: Elemmírë, um elfo dos Vanyar. É do conhecimento de Rúmil de Tirion por ser mencionado nos Anais de Aman.[22] È um conto tão popular entre os elfos que é dito que ser “conhecido de todos os eldar”[23].

Localização: Há uma breve referência no Silmarillion publicado[24] que usou como fonte os Anais de Aman[25] e The Later Quenta Silmarillion[26] do livro “Morgoth’s Ring”. Segundo Christopher Tolkien “Não existe rastro da obra Aldudénië entre os escritos do meu pai” (Morgoth’s Ring, p.105)[27]

Etimologia: O significado da palavra “Aldudénië” não é definido por Tolkien e passa por especulações. Em Quenya “Alda” significa “árvore”, enquanto que Aldúya (Dia das duas árvores), dessa forma infere-se que “Aldu” seja o mesmo que “Duas árvores”. Enquanto que “nainië” significa “lamento”. Então, ao que parece a palavra é uma junção das duas palavras “Aldu” com “nainië”. Interessante notar que, de acordo com as regras de fonologia, no Quenya Noldorin não é possível o usar o “d” como uma consoante isolada (existe apenas “ld” “nd” and “rd”), o que pode se afirmar que essa palavra seja algum dialeto do Quenya ou uma palavra atípica.

12. Noldolantë, a Queda dos Noldor

Conteúdo: sobre o fratricídio de Alqualondë.

Autor ficcional: Maglor, o segundo filho de Fëanor, grande cantor e menestrel.[28]

Localização: Há uma breve referência no Silmarillion publicado[29] que teve como base os Anais de Aman[30]. Christopher Tolkien acredita que seja uma referência ao poema inacabado “The Flight of the Noldoli from Valinor”[31] (The Lays of Beleriand, p. 132-136), mas não encontrou rastros disso.[32]

Etimologia: A palavra “Noldolantë” parece ser formada por “Noldo” e “Lantë”. O primeiro elemento “Noldo” é o nome dado do grupo de elfos que foram para a viagem a oeste de Cuiviénen, liderados por Finwë. Da palavra atalantë (colapso, ruína) pode se extrair “-lantë” (queda, caír) derivada da raiz √DAT. Dessa forma, o nome se traduz como no título a “Queda dos Noldor”.

 

13. Laer Cú Beleg, a canção do grande arco

Conteúdo: Túrin Turambar lamenta a morte de Beleg.

Autor ficcional: Túrin Turambar.[33]

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado[34]

Etimologia: O título está em élfico Sindarin “Laer” (canção) “Cú” (arco) “Beleg” (grande).

14. As Trombetas de Ulmo

Conteúdo: da vinda de Ulmo, o Senhor das Águas, às praias de Nevrast, num passado remoto.

Autor ficcional: Tuor Eladar

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado.[35] O poema “The Horns of Ylmir” (As Trombetas de Ylmir) foi publicado na integra no livro The Shapping of Middle-earth, o quarto volume da série História da Terra-média. (ver p.215-217).

Etimologia: não existente.

15. Canção da despedida

Conteúdo: louvor a Lúthien e às luzes do firmamento.

Autor ficcional: Beren

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado com alguns versos.[36]

Etimologia: não existente.

16. Nurtalë Valinóreva, a Ocultação de Valinor

Conteúdo: sobre a ocultação de Valinor.

Autor ficcional: anônimo.

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado.[37]

Etimologia: “Nurtalë Valinóreva” composto por “Nurtalë” (ocultação) e “Valinóreva” (Terra dos Valar).

17. Uma canção de Valinor[38]

Conteúdo: desconhecido.

Autor ficcional: anônimo. Mas cantada por Finrod, cujos os noldor haviam composto nos velhos tempos, antes que surgisse a discórdia entre os filhos de Finwë.

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado.[39]

Etimologia: não existente.

18. Uma canção de Lúthien[40]

Conteúdo: desconhecido.

Autor ficcional: Lúthien Tinúviel.

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado.[41]

Etimologia: não existente.

19. Hino em louvor às Sete Estrelas[42]

Conteúdo: em louvor às Sete Estrelas.

Autor ficcional: Beren.

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado.[43]

Etimologia: não existente.

20. Uma canção de poder de Lúthien[44]

Conteúdo: desconhecido.

Autor ficcional: Lúthien Tinúviel.

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado.[45]

Etimologia: não existente.

21. Canção de Lúthien diante de Mandos[46]

Conteúdo: dois temas de palavras, a tristeza dos eldar e o pesar dos homens, das Duas Famílias criadas por Ilúvatar para habitar em Arda, o Reino da Terra, em meio às estrelas incontáveis.

Autor ficcional: Lúthien Tinúviel.

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado.[47]

Etimologia: não existente.

22. Canção sobre a Pedra dos Infelizes[48]

Conteúdo: a Pedra dos Infelizes não deveria ser profanada por Morgoth, nem jamais ser derrubada. Nem mesmo que o mar inundasse toda a Terra, como mais tarde com efeito ocorreu

Autor ficcional: Glirhin, um vidente e tocador de harpa de Brethil.

Localização: É mencionado uma vez no Silmarillion publicado.[49]

Etimologia: não existente.

Lúthien (arte de Esmira).

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NOTAS: 

[1] Como comentado por Christopher Tolkien sobre o Ainulindalë “Também o nome do relato da criação que teria sido composto por Rúmil de Tirion, nos Dias Antigos” (O Silmarillion, p.398) e “a ele é atribuído também o Ainulindalë” (O Silmarillion, p.438).
[2]  “This was made by Rúmil of Túna in the Elder Days. It is here written as it was spoken in Eressëato Ælfwine by Pengoloð the Sage. To it are added the further words that Pengoloð spoke at that time concerning the Valar, the Eldar and the Atani, of which more is Said hereafter” (Morgoth’s Ring, p.30)
[3]  Morgoth’s Ring, p.17.
[4] O Silmarillion, p.83.
[5] Morgoth’s Ring, p.48.
[6] The War of the Jewels, p.5
[7]  O Silmarillion, p.399.
[8] “Entre os relatos de dor e destruição que nos chegaram das trevas daquele tempo, existem ainda assim alguns nos quais, em meio ao pranto, há alegria e, sob a sombra da morte, luz duradoura. E dessas histórias a que ainda parece mais bela aos ouvidos dos elfos é a de Beren e Lúthien. De suas vidas foi criada a Balada de Leithian (Libertação do Cativeiro), que é a segunda mais longa de todas as canções a respeito do mundo de outrora”. O Silmarillion, p. 203. Veja também em O Silmarillion pp.207,211,215,217,235.
[9] The Lays of Beleriand, p.150-367.
[10] “My father never explained the name Leithian ‘Release from Bondage’, and we are left to choose, if we will, among various applications that can be seen in the poem. Nor did he leave any comment on the significance – if there is a significance – of the likeness of Leithian to Leithien ‘England’”. (The Lays of Beleriand, p.154).
[11] LEK- loose, let loose, release. N lhein, lhain free(d); lheitho to release, set free; lheithian release, freeing. Q leuka, lehta loose, slacken. Ilk. legol nimble, active, running free; cf. Legolin, a river-name. [A note on a slip accompanying these etymologies gives: ‘Leth- set free (cf. led); EN leithia to release, leithian release; cf. Lay of Leithian.’ I have referred to this note in III. 154, at which time I overlooked the present entry.] (The Lost Road and Other Writings, p.368)
[12] Desse modo, traçou-se o destino de Túrin, que é relatado plenamente na balada intitulada Narn i Hîn Húrin, A História dos Filhos de Húrin, a mais longa das baladas que falam dessa época. XXI
[13] Contos Inacabados, p.49-181.
[14]  The Lost Road, p.322.
[15] Dos atos de bravura desesperada ali realizados pelos comandantes das Casas nobres e seus guerreiros, não sendo os de Tuor os menos importantes, muito está relatado em A Queda de Gondolin: do combate de Ecthelion da Fonte com Gothmog, Senhor dos balrogs, na própria praça do Rei, no qual cada um matou o outro; da defesa da torre de Turgon por integrantes da própria família, até a torre ser derrubada; e tremendas foram sua queda e a queda de Turgon, em suas ruínas. XXII
[16] Morgoth’s Ring, p.373.
[17] Na Balada de Eärendil são relatadas muitas de suas aventuras no oceano e em terras desconhecidas, em muitos mares e muitas ilhas; XXIV
[18]  Morgoth’s Ring, p.48.
[19] “Aulë e seu povo criaram naves para contê-los e conservar seu brilho, como está relatado no Narsilion, o Cântico do Sol e da Lua”. (O Silmarillion, p.116)
[20] Morgoth’s Ring p.130.
[21] “If there ever was a ‘song of the Sun and Moon’ (called in The Silmarillion p.99 by an Elvish name, Narsilion) it has disappeared”. (The Shapping of Middle-earth, p.170).
[22]  Morgoth’s Ring, p.100.
[23] O Silmarillion, p.85.
[24] “Abateu-se assim sobre Valinor a grande escuridão. Dos feitos daquele dia, muito está relatado no Aldudénië, que Elemmíre dos vanyar compôs e é conhecido de todos os eldar. No entanto; nenhuma canção ou história poderia conter toda a dor e o terror que se sucederam”. (O Silmarillion, p.85).
[25] Morgoth’s Ring, p.100.
[26] Morgoth’s Ring, p.289.
[27] “There is no trace of the work Aldudénië among my father’s papers” (Morgoth’s Ring, p.105).
[28] O Silmarillion, p.99 e 428.
[29] “Sobre o Fratricídio de Alqualondë, mais é dito no lamento conhecido como Noldolantë, a Queda dos Noldor, que Maglor compôs antes de se perder” (O Silmarillion, p.99).
[30]  Morgoth’s Ring, p. 117. Christopher Tolkien nota que o nome “Noldolantë” foi uma adição feita na margem, não aparece no texto datilografado (Morgoth’s Ring, p. 121)
[31]  O poema tem três manuscritos com títulos diferentes: A: The Flight of the Gnomes as sung in the Halls of Thingol, B: Flight of the Gnomes, C: The Flight of the Noldoli from Valinor.
[32] The Shapping of Middle-earth, p.170.
[33] O Silmarillion, p. 266.
[34] “Ali ele compôs uma canção para Beleg, e a intitulou Laer Cú Beleg, Canção do Grande Arco”.(O Silmarillion, p. 266)
[35] “Ali, Tuor compôs para Eärendil, seu filho, uma canção que falava da vinda de Ulmo, o Senhor das Águas, às praias de Nevrast, num passado remoto. E o anseio pelo Mar despertou em seu coração, e também no de seu filho”. (O Silmarillion, p. 310).
[36] “Ali dispensou o cavalo de Curufin e pediu que ele esquecesse o pavor e a servidão e corresse em liberdade pela campina verde nas terras de Sirion. Então, estando agora só e no portal do perigo final, compôs a Canção da Despedida, em louvor a Lúthien e às luzes do firmamento, pois acreditava que deveria se despedir tanto do amor quanto da luz”. (O Silmarillion, p.224)
[37] “que os poemas chamam de Nurtalë Valinóreva, a Ocultação de Valinor” (O Silmarillion, p.121).
[38]  O nome da canção não é mencionado, porém optou-se por esse título para ter diferenciação de outras canções.
[39] “Então, em desafio aos orcs, que ainda estavam acuados nos escuros vãos subterrâneos, apanhou sua harpa e entoou uma canção de Valinor que os noldor haviam composto nos velhos tempos, antes que surgisse a discórdia entre os filhos de Finwë. E sua voz ecoou nos grotões melancólicos que antes nunca tinham ouvido nada a não ser gritos de medo e aflição”. (O Silmarillion, p.132)
[40]  O nome da canção não é mencionado, porém optou-se por esse título para ter diferenciação de outras canções.
[41] “Nessa hora, chegou Lúthien e, parada sobre a ponte que levava para a ilha de Sauron, entoou uma canção que nenhuma muralha de pedra poderia encobrir. Beren ouviu, e acreditou estar sonhando, pois as estrelas brilhavam no céu e nas árvores os rouxinóis cantavam”. (O Silmarillion, p. 219).
[42]  O nome da canção não é mencionado, porém optou-se por esse título para ter diferenciação de outras canções.
[43] “E em resposta ele cantou um hino de desafio que havia composto em louvor às Sete Estrelas, a Foice dos Valar, que Varda pendurou nos céus acima do norte, como um símbolo da queda de Morgoth. Então, todas as forças o deixaram e ele caiu na escuridão”.(O Silmarillion, p. 219)
[44]  O nome da canção não é mencionado, porém optou-se por esse título para ter diferenciação de outras canções.
[45] “De repente, então, ela escapou de sua visão e, das sombras, começou uma canção de beleza tão insuperável e de tamanho poder de encantamento, que ele foi forçado a escutar. E uma cegueira se abateu sobre ele, enquanto seus olhos passavam de um lado para o outro, à procura de Lúthien”. (O Silmarillion, p. 219).
[46]  O nome da canção não é mencionado, porém optou-se por esse título para ter diferenciação de outras canções.
[47] “Á canção de Lúthien diante de Mandos foi a mais bela canção jamais criada em palavras, e a mais triste que o mundo um dia ouvirá. Inalterada, imperecível, ela ainda é cantada em Valinor, longe dos ouvidos do mundo, e, ao ouvi-la, os Valar se entristecem. Pois Lúthien reuniu dois temas de palavras, a tristeza dos eldar e o pesar dos homens, das Duas Famílias criadas por Ilúvatar para habitar em Arda, o Reino da Terra, em meio às estrelas incontáveis. E, enquanto estava ajoelhada diante dele, suas lágrimas caíram sobre os pés de Mandos como chuva sobre as pedras. E Mandos se comoveu, ele, que nunca se comovera, desse modo até então, nem depois. Beren e Lúthien”. (O Silmarillion, p. 235-236)
[48]  O nome da canção não é mencionado, porém optou-se por esse título para ter diferenciação de outras canções.
[49] “Conta-se que um vidente e tocador de harpa de Brethil chamado Glirhuin compôs uma canção, dizendo que a Pedra dos Infelizes não deveria ser profanada por Morgoth, nem jamais ser derrubada. Nem mesmo que o mar inundasse toda a Terra, como mais tarde com efeito ocorreu”.(O Silmarillion, p.293).

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