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Sobre ‘continuações’ do Senhor dos Anéis em novos livros e filmes

by Eduardo Stark

Frequentemente é questionado se alguém poderia fazer uma “continuação” do legendarium de J.R.R. Tolkien, considerando como possível e legitimo outra pessoa além do próprio Tolkien escrever sobre esse mundo.

A resposta parece ser clara e obvia: Não. Ninguém pode fazer uma continuação (considerada válida), do Senhor dos Anéis ou outras histórias desse mundo, pois o seu autor faleceu e com ele foi embora todos os segredos de sua criação. A singularidade do escritor é algo que não pode ser violado pelo simples fato de só ter existido UM J.R.R. Tolkien na história da humanidade e jamais haverá outro.

Essa singularidade do autor reflete no campo do que seria considerado como válido (canônico) e por tanto existente no mundo subcriado por ele. Considera-se que somente é aceito aquilo que foi proferido diretamente pelo escritor, seja por meio de escrita, áudio ou ilustração. Tudo aquilo que é feito por terceiros, que não se leva em consideração para análises, a não ser em relação ao seu próprio contexto ou como fundo de argumentos plausíveis.

Essa ideia da possibilidade de outra pessoa escrever histórias e serem consideradas válidas como parte do mundo se baseia no conceito de franquia, que é muito comum atualmente em grandes produções.

Como exemplo, as histórias do universo de Star Wars, em que existe o chamado Universo Expandido, que são livros, histórias em quadrinhos, jogos de videogame, filmes oficiais, séries de televisão, brinquedos e outros. Embora seja produto da criatividade de vários escritores e roteiristas, são consideradas histórias oficiais (e, portanto canônicas) dentro do que forma aquele mundo.

Em relação a Tolkien existe a exclusividade do autor em criar suas histórias. Isso se dá não apenas pela própria ideia de autoria, mas também por razões históricas.

 

O legendarium e a criatividade pessoal de Tolkien

 

O professor Tolkien começou a escrever seu mundo mitológico como um tipo de divertimento pessoal, sem nenhuma pretensão imediata de publicação ou lucro. As primeiras linhas do seu legendarium datam do ano de 1914 e somente em 1937, com O Hobbit, é que seu primeiro livro relacionado a esse mundo foi criado (e mesmo assim ele não tinha intenção consciente que o Hobbit fosse parte do mesmo mundo do Silmarillion).

A publicação do Hobbit não foi uma iniciativa do Tolkien inicialmente. Ele não enviou diretamente seus manuscritos para uma editora como todo escritor faz. Ele havia escrito como muitas outras histórias dedicadas ao divertimento de seus filhos.

Talvez por obra do destino, os manuscritos vieram para as mãos de Elaine Griffiths que conhecia a estudante Susan Dagnall, estagiária em uma editora, que teve o esforço de convencer o Tolkien a terminar os últimos capítulos do livro e enviar para a editora George Allen & Unwin. Enfim, se não fosse essas gentis damas provavelmente o mundo não conheceria as obras desse grande escritor do século XX.

Em entrevista ao Telegraph em 1966, o professor Tolkien chegou a afirmar:

“Eu nunca esperei um sucesso financeiro. De fato, eu nunca nem mesmo pensei em uma publicação comercial quando escrevi O Hobbit nos anos trinta”.

A escrita do professor Tolkien não se pautava por busca financeira como os escritores vivem atualmente em sua maioria. A sua criação era parte de seu gosto pessoal para histórias. No próprio prefácio da segunda edição de O Senhor dos Anéis é descrito o seu gosto pessoal como parâmetro para formação de seu mundo:

Como parâmetro eu tinha apenas meus próprios sentimentos a respeito do que seria atraente ou comovente…”.

As obras refletem pensamentos de seu autor e até mesmo teve influências muito pessoais, basta ver o túmulo do Tolkien, em que se pode ler abaixo de seu nome “Beren” e abaixo do nome de sua esposa “Luthien”. Isso não significa que as histórias de seu mundo fossem uma espécie de biografia (uma alegoria de sua vida), mas que eram tão intensas em seu coração que havia certos pontos de influência fortes.

Assim, o universo criado por Tolkien reflete seus sentimentos, sua percepção da realidade e isso é obviamente algo individual e intransferível, sendo impossível outra pessoa escrever de forma equivalente ao professor Tolkien a ponto de ser considerado legitimo.

Foi nessa ideia de exclusividade criativa que, ao tratar sobre traduções e reescrita de sua obra que Tolkien afirmou:

“O fato de este ser um mundo “imaginário” não lhe dá qualquer direito de remodelá-lo de acordo com seu gosto, mesmo que ele pudesse em poucos meses criar uma nova estrutura coerente que levei anos para desenvolver”. (Carta 190, para Rayner Unwin 3 de julho de 1956)

A obra está enraizada na vida de Tolkien de uma forma tão intensa a ponto dele afirmar o seguinte: “[O Senhor dos Anéis] está escrito com o sangue da minha vida, tal como ele é, espesso ou ralo, e não posso fazer diferente.” (Carta 109, 31 de julho de 1947).

 

Os ‘continuadores’ de Tolkien durante sua vida

 

Mas, muito embora isso pareça ser claro, durante a própria vida do professor Tolkien surgiram pessoas que diziam ‘saber mais’ sobre o seu universo criado. Algumas ditavam significados e interpretações que o autor negava terem sido sua intenção.

Como exemplo estão palavras das línguas criadas, que muitos atribuíam significado, origem e razões do seu uso pelo autor no livro, mas que muitas vezes se contradizia com o que o próprio Tolkien escreveu. Em resposta a isso Tolkien respondeu: “Lamento-o, mas não há substituto para mim, enquanto eu for vivo” (Carta 297).

Eram comuns também múltiplas interpretações dizendo que o autor havia feito alegorias em sua obra, o que particularmente deixava Tolkien irritado, já que ele não gostava de alegorias desde que desenvolveu uma capacidade critica literária ainda jovem.

Com o sucesso de O Senhor dos Anéis, diversas cartas lhe eram enviadas diariamente. Vários leitores apresentavam propostas de possíveis “continuações” do Senhor dos Anéis.  Em um exemplo disso ocorreu em 1966 quando um leitor enviou uma carta com amostras de uma continuação de O Senhor dos Anéis. A resposta do professor parece expressar um pouco de sua revolta a esse tipo de atitude:

Não sei qual é a posição legal; uma vez que não é possível reivindicar a propriedade na invenção de nomes próprios, suponho que não haja obstáculo legal para este jovem asno publicar sua continuação caso pudesse encontrar algum editor, respeitável ou mal-afamado, que aceitasse tal bobagem” (Carta 292).

Nessa mesma carta, Tolkien se lembra de outro caso semelhante: “Certa vez recebi uma proposta similar de uma moça, expressada nos termos mais obsequiosos e, quando respondi em negativa, recebi uma carta deveras injuriosa” (Carta 292).

Se na época que o Tolkien ainda estava vivo esse tipo de situação acontecia, pode se imaginar quantas pessoas no mundo tentaram ou ainda tentam escrever uma ‘continuação’ de O Senhor dos Anéis, sem muito sucesso evidente.

The New Shadow

“A Nova Sombra”, a continuação inacabada de O Senhor dos Anéis

 

O professor Tolkien havia pensado em escrever uma história após O Senhor dos Anéis, mas acabou desistindo da ideia. Em carta datada de 13 de maio de 1964 ele escreveu o seguinte:

“Iniciei uma história situada cerca de 100 anos após a Queda [de Mordor], mas provou ser tanto sinistra como deprimente. Visto que estamos lidando com Homens, é inevitável que devemos preocupar-nos com a característica mais lamentável de sua natureza: sua rápida saciedade com o bem. De modo que o povo de Gondor, em tempos de paz, justiça e prosperidade, ficaria descontente e inquieto — enquanto os monarcas descendentes de Aragorn tornar-se-iam apenas reis e governadores — como Denethor ou pior. Julguei que até mesmo em tão pouco tempo havia um afloramento de conspirações revolucionárias, ao redor de um centro de religião satânica secreta, enquanto meninos Gondorianos estivessem brincando de ser Orcs e andando por aí causando danos. Eu poderia ter escrito um “thriller” sobre a conspiração e sua descoberta e destruição — mas seria apenas isso. Não valeria a pena fazer” (carta 256).

Nessa época Tolkien estava mais preocupado em terminar O Silmarillion do que escrever uma continuação para O Senhor dos Anéis. Além disso, as histórias que acontecem após a queda de Sauron dizem respeito aos interesses dos homens e como eles dominaram a terra, o que culminaria com o nosso tempo com o passar do tempo.

Essa nova história teria o nome de “New Shadow” ou “A Nova Sombra”. Seus manuscritos foram guardados até que foram publicados no volume 12 da série História da Terra Média, editado por Christopher Tolkien.

Assim, o próprio Tolkien não pretendia que existisse uma continuação do Senhor dos Anéis, tanto por suas razões pessoais quanto pela lógica interna de sua história.

 

Fanfiction e direitos autorais da Tolkien Estate

 

Embora não totalmente relacionado ao tópico discutido, é interessante ressaltar a opinião da Tolkien Estate (herdeiros de Tolkien) sobre trabalhos feitos por fãs (fanfiction), o que inclui pretensiosas continuações.

No site oficial da Tolkien Estate (www.tolkienestate.com) pode ser lido o seguinte:

Eu posso(ou alguém pode)  escrever, completar ou desenvolver   minha  própria versão de um dos contos inacabados (ou qualquer outros) ?

A resposta simples é NÃO. Você está livre, é claro, para fazer o que quer para seu divertimento privado, mas não há razão para qualquer exploração comercial desse tipo de “fan-fiction”. Também, nessa época de internet, e produtores de coleções privadas com itens a venda no eBay, nós devemos deixar claro o quanto possível que a Tolkien Estate nunca e jamais irá autorizar a comercialização ou distribuição de qualquer trabalho desse tipo. A Estate existe para defender a integridade dos escritos de J.R.R. Tolkien. O trabalho de Christopher Tolkien, como executor literário de seu pai, sempre foi em publicar o mais fiel e honestamente quanto possível os trabalhos completos e incompletos de seu pai, sem adaptação ou embelezamento.

Embora seja evidente que a criação comercial dessas histórias sejam consideradas ilegais pela família Tolkien, alguns fãs não se importam com esse tipo de aviso e publicam livros com histórias que dizem se passar no mesmo mundo do Tolkien.

indo alem senhor dos aneis

Livro Indo Além do Senhor dos Anéis

Um exemplo disso é o livro “Indo Além do Senhor dos Anéis e continuando até o fim” do brasileiro P.H.R. Nascimento, publicado em 2006. Mesmo ignorando os direitos autorais do Tolkien, nesse livro o escritor narra o que “aconteceu” com os hobbits Bilbo, Frodo, Merry, Pippin e Sam, após os acontecimentos do livro O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei.

Há também livros publicados na Rússia com uma finalidade parecida. O exemplo de maior sucesso são os livros de Nick Perumov, uma trilogia chamada “The Ring of Darkness”, publicado pela editora Severo-Zapad que vendeu mais de 100 mil cópias. A história se passa na Terra-média mas cerca de 300 anos após os acontecimentos da Guerra do Anel. Com esse sucesso o autor iniciou sua carreira como escritor profissional e tem um relativo sucesso na Rússia.

As atividades de Christopher Tolkien como Executor Literário

 

Como visto, legalmente não é possível alguém escrever um livro com os personagens e o mundo criado por Tolkien. Contudo, Tolkien deixou um testamento em 1973 e nele pode ser lido o seguinte:

“Eu dou minha biblioteca e todos os meus manuscritos, datilografias, notas e todos os outros artigos conectados com meu trabalho como escritor (abaixo mencionado como “meu espólio literário”) aos meus herdeiros, sob as seguintes condições a seguir ditas:

a) Na condição de permitir ao meu filho Christopher total acesso aos mesmos para que ele possa atuar como meu Executor Literário com poderes totais para publicar, editar, alterar, reescrever ou completar qualquer trabalho meu que poderá ser não publicado até minha morte ou os destruir por completo ou alguma parte ou partes de qualquer trabalho não publicado como ele possa considerar em sua absoluta discrição adequado e sujeito ao mesmo”.

Note que o testamento não falar em continuação da obra, mas apenas complementar, que seria um instrumento para a edição de um livro, preenchendo as lacunas e inconsistências de uma determinada história.

O Silmarillion que conhecemos publicado é resultado de uma edição feita por Christopher Tolkien. Posteriormente, entre os anos de 1983 e 1996 ele publicou grande parte dos manuscritos e textos do Tolkien em uma coleção que ficou conhecida como A História da Terra-média.

Embora fosse a pessoa mais recomendada para escrever no mundo de Tolkien, como uma espécie de sucessor, Christopher Tolkien preferiu editar o que já havia sido escrito, tentando formar os textos de uma maneira aproximada ao intento final do seu pai. A produção propriamente do filho de Tolkien consistiu apenas em comentar e evidenciar o que já havia sido escrito.

Assim, evidentemente Christopher Tolkien compartilha da mesma ideia que seu pai, de que a criação é algo próprio de seu autor e por isso insubstituível e nem mesmo o seu filho pode escrever uma continuação de sua obra.

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Christopher Tolkien, atual diretor da Tolkien Estate

‘Continuações’ e novos filmes no mundo de O Senhor dos Anéis

 

Em 1969 Tolkien assinou um contrato com a empresa United Artists, e vendeu os direitos para produção de filmes, series de televisão, áudio etc.

Nesse contrato pode ser lido claramente (não apenas uma vez) o seguinte:

“13. Os direitos garantidos nesse contrato ao adquirente que dizem respeito ao trabalho e A Trilogia, incluem o direito de fazer um ilimitado número de “remakes” e “sequências” dos mencionados filmes, como dito nos termos estão comumente entendido na indústria cinematográfica” (página 23).

Uma rápida leitura desse parágrafo nos faz ter a ideia de que a empresa que adquiriu os direitos dos filmes pode fazer novos filmes, com histórias que se passam após os acontecimentos de O Senhor dos Anéis: Retorno do Rei, ou seja, história da 4ª era do sol e seguintes.

Mas em um parágrafo posterior, para evitar interpretações diversas, o contrato esclarece o termo “sequência”:

“O vendedor reserva o direito de autorizar e licenciar outros a escrever e publicar sequências (como o termo definido adiante) sujeitas aos termos e condições contidos no Parágrafo 13. O termo “sequência” deverá ser interpretado com o significado de atuação, novela, pequena história, romance, ou outro trabalho literário, escrito ou publicado subsequente a data desse contrato, contendo qualquer personagem ou personagens que foram representados no Trabalho, e na sequência em que eles são representados ou participam de forma similar ou diferentes incidentes, situações, cenários e eventos para ou naquele trabalho” (página 25).

O parágrafo ressalta que somente o professor Tolkien poderia autorizar que outra pessoa escrevesse e publicasse alguma sequência de suas histórias. Mas como dito anteriormente, isso jamais iria acontecer enquanto estivesse vivo.

Com o falecimento do Tolkien esse direito de autorização passou para seus herdeiros, em especial o Christopher Tolkien como seu executor literário e como dito ele não autorizaria uma continuação em respeito aos desejos de seu pai.

Dentro dessa conceituação de “sequência” poderia estar incluído as criações de histórias para os jogos. Como exemplo os jogos “Shadow of Mordor” e o “War in the North” apresentam histórias que não foram escritas por Tolkien, mas que se declaram ocorridas na mesma época dos acontecimentos do Senhor dos Anéis, mas em locais diferentes da Terra Média. Contudo, a questão do licenciamento para produção de jogos está sendo discutida judicialmente desde 2012, em que a Tolkien Estate processou por quebra de contrato as empresas que realizam os jogos derivados dos filmes, uma vez que não está claro no contrato assinado por Tolkien a possibilidade de exploração comercial para jogos.

Evidentemente que nada impede a empresa detentora dos direitos dos filmes de realizar novas filmagens de histórias que estão nos apêndices de O Senhor dos Anéis: o Retorno do rei. Tanto é que algumas poucas citações foram utilizadas para embasar cenas dos filmes de O Hobbit.

Assim, em termos de produções cinematográficas nos próximos anos pode-se esperar que surjam novas adaptações (talvez animações, seriados ou até remakes) com as histórias do Senhor dos Anéis, os apêndices ou o Hobbit, mas ninguém poderá ainda criar uma ‘continuação’ legalmente admitida até que os direitos autorais se tornem domínio público em 01 de janeiro de 2044.

 

Conclusões

 

1 – Somente o que foi criado por Tolkien é considerado válido em seu mundo, pois a forma de pensar do autor é o exclusivo parâmetro para se entender o mundo que ele mesmo criou.

2 – J.R.R. Tolkien odiava fãs audaciosos que diziam saber mais que ele sobre seu próprio mundo ou que pretendia fazer uma ‘continuação’ de seus livros.

3 – Christopher Tolkien é a única pessoa que legalmente poderia criar algo relacionado ao mundo de seu pai em termos literários. Mas prefere atuar como editor e comentarista dessas obras em respeito ao pensamento de seu pai.

 

BIBLIOGRAFIA UTILIZADA

 

1 – Testamento de J.R.R.Tolkien, Tribunal de Justiça de Oxford, 1973 – No arquivo pessoal Eduardo Stark

2  – Contrato de 1969 – United Artists, George Allen & Unwin e J.R.R. Tolkien –  Venda dos direitos para produção de filmes do Senhor dos Anéis e O Hobbit. No arquivo pessoal Eduardo Stark

3 – As Cartas de J.R.R. Tolkien [The Letters of J.R.R. Tolkien] (Softcover), edited by Humphrey Carpenter  with assistance of Christopher Tolkien, translated by Gabriel Oliva Blum, 1 edition, Arte e Letra, Curitiba-PR (Brazil), 2006, p.460.

4 – NASCIMENTO, Paulo Henrique Rabelo. Indo além do Senhor dos Anéis e continuando até o fim. Ottoni editora, Itu (Brazil), 2006. 282 p.

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11 comentários

  1. Diego roberto /

    O pessoal d meio intolerante com opinião do proprio autor e o executor do seu espolio!

  2. O problema é que a família já odeia a indústria de filmes, porque pós o lançamento da trilogia os estudios tentaram dar um cano de mais de 400 milhões de dólares em royalties. O qual perderam a causa na justiça e tiveram que pagar uma quantia não divulgada para acabar com o processo.
    Depois disso a chance de novos filmes que fazem parte do legendário, só quando o Christopher Tolkien morrer, se algum dos filhos dele mudar de idéia. Isso se, ele, no seu testamento não proibir expressamente esse tipo de obra.
    É bem triste, eu ia amar ver um filme de Children of Hurin ou o conto de Beren E Luthien, pois são os roteiros menos complicados de se redigir. A quest dos silmarils encompassa uns milhares de anos e seria bem complicado, apesar de eu até arrepiar o que um time de artistas profissionais como os da WETA fariam com os Elfos no auge de sua glória, se o que já fizeram com os elfos quase esgotados de mágica já é impressionante, imagina ver Feanor em carne e osso, Fingolfin x Morgoth…putz. Dá até um aperto no coração.
    Tomara que os netos do Tolkien sejam mais tolerantes, iria beneficiar todo mundo.

    • Forum /

      O problema é que se fizerem um filme/seriado dessas obras, vão enfiar um monte de personagem politicamente correto, e vai estregar.

    • Os herdeiros de Tolkien ,deveriam deixar nós mortais participar deste mundo fantástico e maravilhoso e não enterra-lo a final de conta porque não dividir a magia

  3. Anasofia Silva /

    claro

  4. Anasofia Silva /

    poderia continuar pois daria muito lucro e tambem daria mais fas do senhor dos aneis serias tambem seria bom series mas acho que a continuação do filme seria uma grande chance de lucro e de fas mas tambem eu como fas dos senhores dos aneis gustaria de saber o acontece ao frodo e a sociedade do anel mas decerteza que as pessoas tambem adorariam a continuação espero que possam realizar a continuação da trilogia do senhor dos aneis

  5. Rafael Alves /

    uma série com episodios limitados por ano como GOT seria fantastico.

  6. Luiz Gustavo Pereira /

    ele tá só adiando o inevitável não permitindo novos filmes

  7. Sávio Machado /

    Então quer dizer que só teremos uma possível adaptação do Silmarillion para o cinema em 2044 ou em anos posteriores? :O

    • Provavelmente quando o Chris vier a falecer, dependendo do herdeiro – que talvez não teria o mesmo respeito pelas obras do criador – , teremos uma adaptação de O Silmarillion :p

      • Thiago Tavares /

        Putz, eu quase não aguento ler o livro imagine assistir um filme de silmarillion

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