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Presidente da Hungria, fã de Tolkien, morre aos 93 anos

Arpad Goncz

Foi anunciado nessa terça-feira (6 de outubro de 2015) a morte de Árpád Göncz, primeiro presidente eleito democraticamente na Hungria após o fim do regime ditatorial comunista.

Árpád Göncz nasceu em 10 de Fevereiro 1922 em Budapeste e foi um político liberal que se tornou presidente da Hungria após o fim da ditadura comunista. Ele se manteve presidente com dois mandatos entre os anos de 2 de Maio de 1990 a 4 de Agosto de 2000.

Árpád Göncz durante a repressão comunista lutou contra esse regime e participou da chamada Revolução Húngara de 1956, mas que foi derrotada pela ditadura comunista.

Após esse período, Göncz havia conhecido as obras de J. R. R. Tolkien, que faziam um grande sucesso na Europa e no mundo na década de 60, especialmente os jovens.

Na década de 80 passou a trabalhar como tradutor de livero. Árpád decidiu fazer a tradução de O Senhor dos Anéis para a língua de seu país. Em 1981 foi publicado A Gyűrűk Ura (O Senhor dos Anéis), tendo uma vendagem considerável na época.

A_Gyuruk_Ura_1981

A Gyuruk Ura – O Senhor dos Anéis

 

Mas durante a época da Guerra Fria, em 1982 o presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan comparou a U.R.R.S com a terra negra de Mordor. Isso implicou na proibição da leitura ou porte de qualquer livro do autor J. R. R. Tolkien na União Soviética e consequentemente um aconselhamento para que todos os países comunistas fizessem o mesmo.

Apesar disso, como uma forma de se impor contra o regime vigente, Árpád Göncz realizou mais uma tradução de autoria de Tolkien, em 1988 publicou A Sonkádi Egyed gazda (Mestre Gil de Ham), pela editora Mora de Budapeste, com ilustrações de Kelemen Istvan.

Em 1991, já presidente da Hungria, escreveu o ensaio “J.R.R. Tolkien: O Senhor dos Anéis” publicado no livro “Gyaluforgács: esszék, jegyzetek, interjúk”.

Durante a comemoração do centenário de J. R. R. Tolkien, em 1992, Göncz fez declarações do quanto gostava da obra desse escritor e lembrando do que aprendeu lendo os livros. Essas memórias foram publicadas no “Tolkien Centenary Conference 1992”.

Segundo Árpád Göncz as obras de Tolkien ”servem como um modelo positivo em nosso mundo desumanizado e também é uma leitura excitante. Ajudou a transformar o nosso mundo em uma sorridente vila global”.

Depois que deixou a presidência, Árpád Göncz passou a trabalhar com instituições de caridade. Era conhecido em seu país com o apelido de “Tio Arpi”. Göncz recebeu vários prêmios e homenagens ao longo da vida e era membro da Fundação Memorial de Vitimas do Comunismo (Victims of Communism Memorial Foundation), uma organização educacional sem fins lucrativos nos Estados Unidos, que teve como resultado um ato de lembrar “a morte de mais de 100 milhões de pessoas vitimas do holocausto comunista”.

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