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Contos do Bardo por Sandro França – Parte 10

Temos o prazer de anunciar a publicação de mais um texto de nosso amigo o escritor Pernambucano Sandro França (Anárion), contando suas belas histórias ambientadas na terra média. Você pode ver as partes anteriores clicando nos links:

Parte 01 -A Floresta das trevas

Parte 02 – Caminho pelo Rio

Parte 03 – Rio Abaixo

Parte 04 -Cativo

Parte 05 – Ainda há esperança

Parte 06 – Sonhos

Parte 07 -Baruk khazad! Khazad Ai-Mênu!

 Parte 08 – Para as colinas de Ferro

Parte 09 – Filhos de Mahal

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PARTE 10 – MONTANHAS NEBULOSAS FRIAS

 

– Adeus Colinas de Ferro!

Anárion partia para o oeste. Longos e agradáveis foram os dias em que passou junto aos anões, mas seu coração ansiou pelo ponente, e ele resolveu voltar a viajar. Despediu-se de todos com muito carinho. Bravos companheiros de tantas aventuras naqueles dias no nordeste da Terra-Média. Razgul e Gildede foram os primeiros. Depois até ao próprio Dáin, a convite deste, foi o Bardo para despedir-se, e recebeu um grande presente.

– As Colinas de Ferro jamais esquecerão de sua passagem por aqui jovem mestre. Nos anais de nossa história sempre estará gravado o dia em que o jovem príncipe de Gondor nos honrou com sua presença. Agradeço pela atenção e por nossas conversas. Boas conversas por sinal. Como forma de expressar nossa felicidade, peço que aceite esse presente, feito a meu pedido por nossos melhores armeiros. – Entregou ao Bardo uma espada, belíssimo trabalho da arte dos anões. O aço bem polido brilhava como prata pura. No cruzamento acima do cabo foram encrustadas três pedras, representando os Homens, os Anões e os Elfos, o que, em se tratando dos elfos, foi uma grande cortesia dos anões. Segundo eles, Anárion era amigos de ambos, e por isso, deveria carregar esse sinal em sua espada.

– Que esta espada lhe seja cara e que nunca precise ser usada, mas se a necessidade vier, que lhe seja útil e precisa, abatendo os inimigos com a ferocidade dos anões. – Dáin sorriu, entregando o presente ao jovem Bardo.

– Não tenho palavras para expressar minha enorme gratidão por tantas gentilezas senhor das Colinas. Em meu coração e em meus contos, sempre estará presente a lendária hospitalidade dos anões, bem como os grande feitos desse bravo povo que aprendi a admirar ainda mais. Agradeço por tão grande presente, e comigo a levarei sempre como símbolo de força e amizade. Mas o maior de todos os bens que levo, são o conhecimento que adquiri, e acima de tudo, as amizades que fiz. – Prestou aqui uma profunda reverência – Até mais senhor Dáin, que sua barba nunca fique rala. Até nosso próximo encontro, se assim os desígnios desses tempos permitirem.

– Adeus Anárion, filho de Galdor, O Bardo. Que sua viagem seja tranquila e que a paz esteja de mãos dadas contigo durante o caminho.

Haviam se passado três dias desde que deixara as Colinas de Ferro, e agora chegava em Esgaroth novamente. Sua viagem foi por terra, junto com uma comitiva de anões capitaneadas por Gildron. Utilizaram carroções tracionados por pôneis para o trajeto, e Anárion pode assim conhecer as terras que separavam as Colinas, da Cidade do Lago. Uma imensidão, sem alma viva, que o fez lembrar, em parte, das Terras Castanhas onde fora, por um tempo, prisioneiro dos orientais, num passado não tão distante, mas que a todo custo queria esquecer.

– Ah! Gildron, como é bom estar novamente aqui, onde nos conhecemos, provando mais uma vez dessa boa cerveja em paz. – Sorriu Anárion, brindando com o amigo. – Quem poderia imaginar os perigos e as bem-aventuranças pelas quais passaríamos até estarmos aqui novamente?

– Nem os mais sábios meu amigo, nem os mais sábios como os homens dizem. Aproveitemos então esse momento, pois aqui onde começou nossa história, agora nos despedimos por um bom tempo. Os negócios requerem minha atenção novamente, e você tem suas próprias aventuras a viver. Espero que nossos caminhos se cruzem um dia, e que estejamos em paz para desfrutar deste momento que virá, assim como estamos hoje enquanto apreciamos essa boa cerveja. – Gildron estava mais feliz, conforme os infortúnios do ataque dos Easterlings ficava no passado. Nunca mais seria o mesmo, é fato, mas era um bom rapaz. A maturidade dos anões o estava alcançando e logo ele seria o senhor de sua casa.

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– Tomei providências para sua partida Anárion. Os mesmos homens que o trouxeram até aqui, o levarão de volta pelo rio, já que você insiste em visitar os Orelhas Pontudas antes de voltar para o oeste. Meu conselho, se me cabe falar, é que não tome esse caminho. Seguiria direto pela velha estrada da floresta. Seriam cinco dias de cavalgada até chegar à margem leste do Grande Rio. De lá poderias tomar teu caminho mais tranquilamente. – Gildron fitava o Bardo enquanto bebia.

– Agradeço pelos seus conselhos meu amigo, mas meu coração me diz que devo retornar aos Salões de Thranduil. Algo tem me inquietado desde que parti, e quando penso nos rumos a tomar, este caminho sempre me parece o mais correto e urgente. Será bom para mim afinal, ainda que eu esteja enganado. Voltar a estar com os amigos que lá deixei me alegra. Penso que ficariam felizes em saber que estou regressando em paz, e gostariam de ouvir sobre minhas aventuras se bem conheço aquele alegre povo.  Música, bom vinho, lareiras e histórias. Nisso está muito do prazer deles. – Anárion ficou de pé.

– Agora preciso dormir um pouco meu amigo, pois com o sol  nascente, eu partirei. Obrigado por tudo que fez por mim nestes tempos, mas principalmente por sua amizade. Minha fidelidade sempre será sua caro amigo, e na tempestade ou na bonança, conte comigo para o que precisares. – O Bardo prestou uma profunda reverência.

– Difícil vai ser lhe encontrar quando a necessidade chegar, já que você não para de bater perna pela Terra-Média! – Riu Gildron de forma gutural, como nos velhos tempos quando se conheceram. – Adeus jovem Bardo, e que teus caminhos sejam suaves e pacíficos. Tens a amizade de meu povo e de minha casa, e jamais esqueceremos de tais laços. Muito nos honrou com sua presença, e nossos pequenos ouvirão sobre isto por muitas gerações. Eu o saúdo mestre Anárion! – Gildron curvou-se, e ambos se cumprimentaram após com um vigoroso aperto de mão. Assim partiu o mestre anão, enquanto o Bardo dirigia-se para seus aposentos.

Quando o sol finalmente rompeu o horizonte muito ao leste e apareceu aos viajantes, estes já se encontravam no rio, subindo as águas lentamente em direção aos bancos onde os barris de vinho eram negociados com os elfos silvestres. Anárion colocou uma das mãos nas águas, e sentiu seu toque entre seus dedos, enquanto contemplava aquela singular  vista. Sentiu falta de sua harpa, e das canções que poderia entoar. Um pensamento triste passou em seu coração, quando lembrou de como a havia perdido. Nesse momento, seus olhos divagaram lentamente ao norte o solitário pico de Erebor, a Montanha Solitária, onde outrora os anões haviam reinado. Lembrou então Anárion da história que Dáin havia lhe contado, e seu semblante ficou pesado quando imaginou que em algum lugar no interior da montanha, dormia Smaug, a maior das calamidades daqueles dias. O grande dragão de Erebor.

– Um lugar para se conhecer com certeza, mas apenas quando a maldade que lá se assenta for destronada. – Sussurrou o Bardo.

– É a Desolação de Smaug senhor. – Falou um dos homens condutores da embarcação. – Além da floresta, nesta parte do rio que ainda vemos, começa uma longa faixa de terra seca e desabitada. Nada bom é visto por lá, nem mesmo pássaros, com a exceção de corvos, que caçam na floresta mas habitam aquelas regiões. Lar de cobras e lagartos, de escorpiões e aranhas tornou-se aquela terra. Aventurar-se por ela é estar louco. E além, muito além, na montanha, reina o Dragão, e contra o seu fogo não há poder. Ele dorme sobre a riqueza da montanha, e que lá fique até que seus ossos se tornem dourados e a vida fuja de suas narinas ardentes. – Tocou a testa e pronunciou algo, como quem se protege do mal invocando algum poder oculto.

 Algumas milhas depois, pegaram o braço esquerdo do rio, e seguiram para dentro da floresta. Mal chegaram aos bancos de areia, uma comitiva composta por três elfos aproximou-se. – Senhor Anárion, senhor Anárion. Temos uma mensagem urgente para o senhor.

 O Bardo pulou da embarcação rapidamente, aproximando-se dos elfos. – Eu sou Anárion. Qual a mensagem que os trouxe aqui?

 – Trazemos mensagem de Thranduil, nosso senhor. Três dias atrás elfos vieram do oeste, de Valfenda, e procuraram nosso senhor a seu respeito. Fomos enviados então, assim como outros, a procurar notícias suas e lhe encontrar com a maior brevidade possível. Deve nos acompanhar até os Salões de Thranduil. É tudo que nos foi instruído a informar.

Por alguns instantes Anárion ficou pensativo quanto ao que poderia ter acontecido. Que assunto lhe seria tão urgente a ponto de mobilizar os elfos de tão longe a virem lhe procurar. Valfenda ficava apenas em suas histórias e jamais havia sequer pensado demais neste lugar, e agora, ele se descortinada diante de suas aventuras. – Que seja. Eu os seguirei até Thranduil. – Despediu-se dos homens que o haviam levado até lá, deixando-lhes algumas moedas, e então partiu com os três elfos.

Após algumas hora de caminhada, Anárion chegou no Reino dos Elfos Silvestres. Após um banho e uma rápida refeição, foi levado à presença de Thranduil, que o recebeu em uma sala particular. Além de Anárion e do Rei dos Elfos, os três batedores que encontraram o Bardo nos bancos de areia também estavam presentes.

– Saudações Anárion, filho de Galdor. Fico feliz em vê-lo bem, embora a urgência seja a nossa mestra neste momento. Elrond, senhor de Valfenda, enviou-me elfos à sua procura, trazendo-lhe uma mensagem. Ele tem assuntos que gostaria de compartilhar convosco e requer sua presença em Imladris. Estes três, Ilidan, Lestor e Thardon, irão lhe acompanhar nessa empreitada. Peço que não me julgue rude por quase o obrigar a ir, com minhas palavras, mas de todo o coração sugiro que assim proceda. Não recebo mensageiros do senhor Elrond com frequência, então o assunto que o aguarda deve ser extremamente importante. – Thranduil estava sério e com o semblante pesado. Anárion imaginou que talvez ele soubesse do que se tratava, mas por seus próprios motivos, achou melhor ocultar, seguindo as determinações do senhor de Valfenda.

– Agradeço por seus esforços em me encontrar e transmitir o recado majestade. Peço sua autorização para pernoitar em seus domínios por uma noite, e partir com o amanhecer. Careço de provisões, e toda arma que possuo é esta espada, dada a mim de presente por Dáin, Senhor das Colinas de Ferro. – Anárion prestou uma reverência ao rei.

– Vejo que suas aventuras o levaram longe, e mais ainda, que ganhastes a mercê dos desconfiados naugrins para destes receber tão belo presente. Meus salões adorariam ouvir tal história, e a tomo como pagamento pela pernoite em meus domínios, se o preço lhe parecer justo. – Sorriu Thranduil pela primeira vez, sentindo-se satisfeito em ver que valeu apena seus esforços no sentido de encontrar Anárion e orientá-lo em sua missão.

Naquela noite, diante do fogo, Anárion contou suas histórias. Toda a sua saga depois que deixou os palácios do Rei dos Elfos Silvestres foi desnudada. Muito admirou-se Thranduil de tais feitos, e mais de uma vez levantou a voz diante de sua corte para enaltecer os feitos do jovem Bardo. Sobre a histórias dos anões nada falou Anárion, pois em seu coração entendeu que não era o tempo. De alguma forma, ele não teria como promover apenas em uma noite a paz entre os elfos e os anões, então guardou para si esta parte de suas aventuras, embora tenha falado que esteve por alguns dias nas Colinas de Ferro. Quando o dia se anunciou no canto dos pássaros, Ilidan, Lestor, Thardon e Anárion, estavam prontos para partir. Thranduil apenas veio se despedir deles, dando as últimas instruções aos três elfos. Mas antes que partissem, deu um presente para o Bardo.

– Quando você partiu daqui para o leste lhe demos um arco e flechas de presente, e nos ventos do destino, isto lhe foi tomado. Agora você parte novamente daqui, mas para o oeste, e que a sorte lhe acompanhe, e que o sol brilhe sobre o seu caminho. Novamente lhe dou um arco e flechas, e que estas não se apartem de ti jamais, embora torça para que não a precises usar. – Entregou Thranduil o presente.

– Certeiras são as flechas dos Eldar, e sou novamente grato pelo presente majestade. Estou honrado. Agradeço pelos conselhos, pela atenção e pela escolta. Que nosso caminho seja claro, e que queira o destino que eu retorne aos seus salões em outro tempo, em paz e sem pressa. – Prestou uma profunda reverência, partindo assim dos Salões dos Elfos em direção ao oeste pela Velha Estrada da Floresta.

A travessia foi tranquila, e relativamente rápida. O passo dos elfos em viagem era sempre forte, e eles não pareciam cansar. Pelo contrário. A impressão que passavam era de estarem muito satisfeitos em poder viajar pela floresta, embora a sombra sobre ela que vinha do sul estivesse agora mais forte, o que se podia perceber no próprio ar, mas principalmente quando a noite se deitava sobre aquele mar verde. Assim, exatos cinco dias após deixarem o Reino dos Elfos da Floresta, eles chegaram no finalzinho da tarde à margem leste do Anduin, e pela primeira vez em dias, viram novamente o céu cinza escuro carregado de nuvens, e mais adiante, como gigantes antigos e desafiadores, os altos picos das Montanhas Sombrias.

– Estamos muito ao norte, e não há pontos para travessia senão subindo mais ainda, o que nos levaria desnecessariamente para próximo de Gundabad. É melhor que desçamos a margem até a Carrocha, e lá, façamos a travessia do Anduin. – Sugeriu Ilidan, assim que pararam próximo à margem.

– A Passagem Leste das Montanhas Nebulosas é a mais rápida para chegarmos a Imladris, embora seja perigosa. O caminho é duro e pedregoso, e sempre há neve. – Falou Thardon enquanto observava as montanhas.

– Seja pelo norte, ou descendo mais além para tomar o Passo do Chifre Vermelho, sairemos demais de nossa rota, e acrescentaríamos muitos dias mais à nossa viagem. Entendo que dos males, rochas e neve seja o menor. Esse deve ser o nosso caminho. – Disse Lestor, olhando os outros elfos. Anárion apenas observava.

 Do caminho que sugeres Lestor, rocha e neve não me preocupam mais do que o receio em meu coração da presença de inimigos mais ferozes. Nesta montanha habitam coisas más. – Completou Ilidan.

– Nossa missão é acompanhar Anárion até Rivendell, então que ele decida que rota devemos tomar. Em suas mãos está a guia. – Falou Thardon enquanto todos olhavam agora para o jovem Bardo.

– Companheiros de viagem, tomaremos a Passagem Leste, embora meu coração também esteja pesado quanto à presença de inimigos. Mas penso que o quanto antes chegarmos a Valfenda, melhor será no final de tudo, e que eu não esteja enganado. – Os quatro agora olhavam a montanha.

Acamparam naquele ponto durante a noite, que foi clara e de estrelas, apesar de algumas nuvens sobre a montanha. Entoaram canções antigas, até que o sono chegou, mas não para todos. Durante a vigília da noite ouviram sons estranhos, passadas pesadas e urros, mas nada viram além de sombras. Quando o novo dia raiou, estavam novamente em movimento, agora para o sul, descendo vigorosos até a enorme pedra sobre o Anduin, que conheciam como Carrocha. Por lá fizeram a travessia, e logo começaram a subir pelo vale do lado oeste do Grande Rio, adentrando as florestas de pinheiros. O cheiro era bom, e ver o céu enquanto se caminhava era reconfortante. Mas o terreno subia, subia e subia, e cansativo foi o trajeto, mesmo para os elfos. No final do dia, estavam próximos das elevações mais rochosas, e quase não haviam árvores ao redor. Estava frio, e a noite caiu pesada.

– Não podemos enfrentar a montanha a noite. Devemos manter acampamento aqui, e rumar com o nascer do sol. – Comentou Anárion. Prontamente, os elfos passaram a se ocupar de pequenos preparativos, e logo todos estavam acomodados, com uma pequena fogueira acessa numa vala curta entre duas rochas. Dessa forma, a luz não seria vista, embora a fumaça pudesse ser percebida por alguém relativamente próximo.

Aquela noite tinha tudo para ser tranquila. A vista do Anduin lá abaixo era belíssima ao luar. Haviam os pinheiros, e a montanha nas costas. Mas para o azar dos viajantes, os anseios em seus corações mostraram-se fundados e reais, pois durante a noite, um grupo de goblins atacou o acampamento. Rápidos como víboras eles se lançaram sobre eles, que assustados e pegos de surpresa pelo ataque repentino, apenas tentaram se defender da melhor forma possível. A investida teria sido fatal se não fosse a habilidade dos elfos. Ágeis e mortais, eles rapidamente se posicionaram da melhor forma possível e partiram para o contra-ataque, rechaçando as investidas ensandecidas dos Rasga-Gargantas, como eram conhecidos os goblins que atacavam à noite. Anárion brandiu sua espada, contra o gosto de Dáin que havia desejado que esse dia nunca chegasse. Mas como chegou, ela agora deveria cumprir seu papel de ser útil e precisa, voraz como os anões. E o foi.

Golpe após golpe, com a rapidez e precisão que apenas os mestres na esgrima possuem, o Bardo avançou em fúria contra seus inimigos, e um a um, eles tombaram. Quando o primeiro grupo de atacantes caiu, rapidamente Ilidan e Lestor se colocaram em lugares mais altos e de melhor visão, enquanto Thardon, com duas espadas curtas, ficou ao lado de Anárion. Dessa forma, quando a retaguarda dos goblins partiu para o ataque, foram recebidos por flechas disparadas por aqueles dois, enquanto o Bardo e Thardon se lançavam contra os poucos que resistiram aos disparos, brandindo suas espadas no ar com vigor e precisão, de modo que após algum tempo, todos os inimigos haviam novamente tombado.

– Não podemos ficar aqui. Até o sol nascer e podermos nos livrar destes pestes, toda a montanha vai se derramar em ataques sobre nós. Só nos resta enfrentar a escuridão, as rochas e a neve, e vencer a Passagem Leste durante a noite. – Gritou Ilidan aos grupo. Logo todos juntaram-se a ele, e avançaram pela trilha, correndo o mais rapidamente possível, fugindo de possíveis novas investidas dos Rasga-Gargantas. Anárion empunhou sua espada com força, e saiu no passo dos elfos, com o cenho fechado e o capuz de sua capa sobre a cabeça. Em sua mente, pensou: – Esta noite será selvagem!

Avançaram pela trilha adentro, e logo a escuridão da montanha os tomou.

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  • brudel

    Cada edisao melhor que a outra! Continua assim!

  • Luciene Rocha

    Adorei!!! 🙂 Parabéns Alemon! *-*