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Contos do Bardo por Sandro França – Parte 15

Após uma jornada pela Terra Média, apresentamos o último capítulo da incrível história feita por Sandro França (Anárion), contando suas belas histórias ambientadas na terra média. Você pode ler as partes anteriores na seção dos contos do Bardo AQUI.

 

15 – NAMÁRIË

 

Todas as coisas na terra um dia encontram o seu fim. Tudo tem sua alvorada. Tudo tem seu crepúsculo.

Por longo tempo acompanhamos as aventuras do destemido Anárion, Príncipe de Belfalas, muito mais conhecido como O Bardo. Caminhamos com ele por entre florestas sombrias, contemplamos a bela noite e nos enamoramos pela lua e as estrelas. Ouvimos suas canções e sonhamos, cavalgamos por campos a perder de vista. Sentimos a dor, sentimos o medo, e também o calor da batalhas. Choramos, sorrimos, lutamos, vencemos. Mas como tudo na vida, também aqui nos alcançou o crepúsculo, e sobre a história do jovem Bardo, venho lhes contar o fim. Entretanto, não devemos nos entristecer, pois o fim que proclamo é apenas o desta história, mas não o fim do nosso amado príncipe. Até onde pude enxergar, registrei sua saga, mas para além de meus olhos ele ainda existiu, em algum lugar no tempo e no espaço, mas mesmo além disso, eternamente em nossos corações.

“ANÁRION HYARMENDACIL! ANÁRION HYARMENDACIL!”, bradavam os soldados de Belfalas, bravos guerreiros de Gondor. O inimigo temido e feroz, havia se dobrado diante desta última e totalmente inesperada investida capitaneada por alguém que renasceu de antigas lembranças. “Vencedor do Sul”, era o que bradavam os homens, pois assim significava na antiga língua dos Eldalië. Prevalecera o príncipe. Ele realmente havia retornado. Punho em riste, ergueu honrosamente a sua espada, e com o fulgor da batalha ainda no semblante, observa aquelas pessoas diante de si, carregadores de tantas histórias pessoais a perder de vista, um mar de expectativas, anseios, sonhos e esperanças, vertidos agora num momento ímpar apenas para ele. Todos os corações e forças estavam agora em serviço de Anárion. O jovem bardo havia lhes conquistado a lealdade sob prova de fogo.

Os corações dos homens se alegraram, mas não apenas de alegria fora forjado aquele momento. Um valente capitão de Gondor, primogênito de Galdor, jazia no campo de batalha tombado. Seu corpo sem vida, mesmo em meio à vastidão de outros corpos, ainda destacava-se, pois reluzia sua armadura, e o azul de sua capa era como um reflexo do céu. Anárion foi até o irmão, e por um instante ficou de pé, olhando-o sereno. Todo um mar de sentimentos e lembranças inundou sua mente, mas por fim prevaleceu o coração e todas as mágoas que um dia haviam machucado o relacionamento deles, verteram-se em lágrimas. O amado irmão, companheiro de peripécias infantis, havia voltado à mente do jovem bardo, mas infelizmente, jazia diante de seus olhos. Dobrou-se sobre os joelhos, e tomou o irmão nos braços. Por um longo tempo chorou, amargando os tantos anos de vida roubados, amaldiçoando a ousadia do inimigo em ceifar a vida de um dos maiores capitães de Gondor, mas pela força de seu sacrifício Belfalas resistiu um pouco mais, e ainda que lamentasse a perda, ele sabia que o irmão havia partido como gostaria: lutando em nome daquilo que amava. Ergueu-se Anárion, e pediram os soldados o privilégio de carregarem o corpo inerte de seu bravo capitão. Tomaram Adriorn nos braços, e seguiram para o castelo. Infelizmente para Anárion, este não era o fim de todas as lágrimas.

As silenciosas senhoras das Casas Funerais passaram a velar o corpo de Adriorn. Cabia agora a elas os preparativos para o sepultamento. Anárion, em companhia de Illidan e Elmmeth, seguiu para as Casas de Cura, onde um triste e muito ferido Senhor de Gondor respirava com dificuldade. Era Galdor, Valente de Belfalas, que no instante final de uma retirada honrosa, fora acertado pela negra seta emplumada de um dos Corsários. Sem conhecimento do fato, Anárion o havia vingado, pois por uma investida sua com lança, o arqueiro inimigo havia tombado. O chefe da casa cumprimentou quase em prantos o príncipe quando o avistou. Ouvira os brados de dentro das muralhas e o murmurar veloz das notícias, mas vê-lo vivo, e com saúde, diante de seus olhos, era imensamente mais tranqüilizador. Lembrava da infância do segundo filho de Galdor, e com muita emoção lhe dava boas vindas, embora, também tivesse de lhe dar más notícias. Pois a flecha que atingira Galdor era mortal. Poderoso veneno carregava em si, e pelo local onde havia se alojado, nenhuma das artes de cura ali presentes e conhecidas seria suficiente para inibir seus efeitos. O Senhor de Belfalas, lentamente, estava morrendo.

Todos saíram do quarto onde repousava o senhor, e então Anárion entrou, acompanhado por Ilidan e Elmmeth. O primeiro, sereno e calmo, era a perfeita imagem dos antigos senhores do oeste. Elmmeth, a expressão da tristeza. Tinha o coração forte e valoroso, típico dos bravos senhores de Rohan, mas ver a dor e o sofrimento daqueles que prezava lhes martirizava. Elmmeth e Illidan ficaram de pé próximo à porta. Anárion caminhou até o pai, sentando-se ao lado do leito. Nesse momento, os olhos de Galdor encontraram o rosto do filho, e por um instante ele parecia perdido…mas logo a consciência voltou à sua mente, e então ele lembrou.

– Anárion, meu filho. Então realmente já parti e além lhe encontro?

– Não meu pai. Não morreu o Senhor de Belfalas. É seu filho quem voltou dos mortos, e diante dos seus olhos agora está.

Galdor o contemplou por um longo tempo, sem nada falar. Seus olhos estavam carregados de emoções, umas boas, outras ruins, e seu coração lutava em meio a tudo isso. Mas a proximidade da morte muda os homens, e mesmo os de dura servis, maleavam-se ante a proximidade do fim. Estendeu então a destra, e chamou o nome do filho.

– Anárion.

O jovem bardo tomou a mão do pai na sua, e livre as lágrimas rolaram em seu semblante. Amava o pai de forma muito intensa, e nada, absolutamente nada do que havia acontecido, teria força suficiente de mudar isso. Beijou-lhe a destra, e lhe afagou o rosto.

– Perdoe-me Senhor de Belfalas, meu pai, pela infantilidade deste seu filho. Fiz o que meu coração quis, e segui meus próprios caminhos. Quisera eu poder não ter assim feito, e ter cavalgado ao seu lado para defender os portões de nossa cidade. Talvez assim o senhor não tivesse sido…

– Pare meu filho, pare. Pois se alguém tem de proferir pedidos de perdão, este alguém sou eu. Pela dureza de meu coração, e minha incapacidade de expressar amor, levei-o a voar para longe de mim. Duros e longos foram os dias em que não o tive aqui. Adriorn sempre esteve ao meu lado, mas eu não estava completo. Faltava você. Perdoe então seu velho pai, pela rudeza de suas ações, pois apenas em nome de fazer o melhor para o feudo, sob sempre a melhor das intenções, fiz tudo o que fiz, e se me faltou esmero no trato com meus herdeiros, peço que me perdoes.

Estas últimas palavras proferidas por Galdor foram acompanhadas por lágrimas. Antigas lágrimas que há muito lutavam para sair dos olhos. Anárion nada falou, mas debruçou-se sobre o pai, beijando sua testa, e sussurrando-lhe: – Eu o amo, e sempre amei. Não há o que se desculpar, meu pai.

– Filho querido, como um rapaz ousado partistes de meus domínios, e agora como um valoroso e provado capitão de armas voltastes. Como fico feliz em vê-lo bem. Estão cumpridos os meus dias, e agora que o vi, posso morrer em paz.

– Não meu senhor, não deves partir. Há muito a se fazer na província e teu povo precisa de tua força. Eis aqui Illidan, grande amigo e irmão que por graça recebi, do povo dos Eldar. Os conhecimentos de cura dos seus são infinitamente superiores aos nossos. Ele cuidará do senhor, e lhe restituirá o vigor.

– Saudações Illidan. – Sorriu. – O fim me tem sido generoso além do que mereço. Um filho regresso, e a visão de um senhor dos elfos. Jamais em minha vida contemplei aqueles sobre os quais tanto ouvi. Sinto-me honrado.

– A honra é minha, nobre senhor! – Curvou-se Illidan em profunda reverência.

– Pai, deixe que lhe apresente Elmmeth, filho de Eliefren, capitão de tropas de Rohan. Por muitos perigos passei em minha viagem, e assim como Illidan, sempre que Elmmeth esteve comigo sua força e vontade não vacilaram.

– É uma honra conhecê-lo senhor! – Curvou-se em reverência igualmente à Illidan.

Galdor o olhou com admiração, com um leve sorriso nos lábios. – Dos bravos guerreiros de Rohan sempre ouvi falar, e com muitos deles já tive o prazer de cruzar armas. Sinto-me honrado em recebê-lo nesta bela terra fiel Elmmeth, lamento que sob condições tão precárias. Elmmeth…Illidan…bravos amigos de meu filho. A amizade é o laço mais poderoso do mundo. Enquanto perdurar, tempestades serão contidas. Sinto-me ainda mais feliz em ver que ficarás em boas mãos Anárion, pois agradeço os préstimos do mestre élfico, mas é chegado o meu tempo. Cansado dos dias estou, com honra lutei, e parto em vitória por muitos motivos. Você está pronto para governar Belfalas, não tenho mais lições a lhe dar. Devo agora seguir para Adriorn, meu primogênito que tombou. Ele mais que nunca, precisará de mim nessa nova jornada. Adeus!

Abriu um dos braços a Anárion, que o abraçou, e em seus braços partiu seu espírito. Assim morreu Galdor, Valente de Gondor, poderoso Senhor de Belfalas. Feliz se foi, como talvez não tenha sido feliz em vida, principalmente nos últimos anos. Seu espírito estava em paz e ele se juntou a Adriorn nos salões de seus antepassados.

Os funerais aconteceram em três dias, e por mais vinte e um esteve a província de luto. De Minas Tirith emissários vieram em nome do Regente prestar as devidas condolências à Anárion, e reforçar por certificado emitido pelo ministro das províncias, que reconheciam a aceitavam sua elevação ao cargo de Senhor de Belfalas por hereditariedade, em substituição a seu pai. Além das famílias mais próximas do governante de Belfalas, Illidan e Elmmeth também ficaram com Anárion. Mas nem todas as famílias estavam lá representadas. Foi somente após o funeral do pai, último a ser feito, que Anárion notou a ausência de Lodegard e Calithil. Onde estaria o fiel companheiro do pai? Onde estaria aquela que Anárion havia amado com o mais profundo de sua alma? Certa noite enquanto contemplava, como lhe aprazia, os longínquos montes setentrionais de Belfalas, a partir de um dos terraços do castelo, Anárion recebeu a visita do Senhor das Casas de Cura, e entre assuntos que iam e vinham, tocou na questão de Lodegard e Calithil.

– Então meu senhor não sabe o que se sucedeu a Lodegard e sua filha? Eu lhe contarei.

Soube então Anárion que quando partiu, caiu sobre Calithil profunda tristeza, e seu caminhar era sombrio e lento. Não inclinou-se ao mal, mas perdeu a alegria da vida, e isso consumiu Lodegard. Quando a ameaça de Umbar se apresentou, Adriorn ainda não havia se casado com ela, como haviam decidido seus respectivos pais. Assim, não consumou-se o plano de Galdor, e Calithil continuava livre. Por meses ela esperou, mas jamais teve notícia alguma de Anárion, e quando a mesma lua que estava nos céus no dia em que o Bardo partiu, voltou a reinar no firmamento, também ela fugiu de Belfalas, e nunca mais foi vista. Lodegard definhou de tristeza pelo sumiço da filha, morrendo algumas semanas depois.

Anárion muito se entristeceu com tudo que ouviu, mas antes de ir embora, o Senhor das Casas de Cura lhe confidenciou algo.

– Tenho parentes que cultivam ervas nos altos campos de Pinnath Gelin. Contam alguns deles que num antigo castelo em ruínas, na parte mais remota das terras ao norte, uma dama de branco, clara como o brilho da lua, caminha sozinha. Os homens não vão até lá, pois entendem que seja um espírito. A alma de uma mulher que ainda vaga em busca daquele que ama.

Morwen

Assim o velho senhor se foi, e por muitas noites essas palavras ecoaram na mente e no coração de Anárion, e ele meditou muito sobre tudo isso.

Mas o tempo passou e havia chegada a hora de Elmmeth e Illidan partirem. Por quatro meses eles e seus respectivos comandados estiveram hospedados em Belfalas, mas era tempo de seguirem seus próprios cursos. Illidan deveria retornar para Edhellond e guardar os antigos portos, tornando-se senhor destes, e Elmmeth deveria retornar ao serviço de seu soberano em Rohan. Honrados como heróis foram todos eles. Os jovens cantavam seus feitos, e os velhos faziam canções sobre eles. Quando perfilaram-se diante do povo com suas hostes, veio Anárion até eles. Não mais o intrépido rapaz em busca de aventuras, mas um maduro senhor pronto para guiar o seu povo.

– Hoje é chegada a hora em que estes dois irmãos partem de minha presença. Com o coração pesado me despeço, carregando já uma enorme saudade dos gloriosos dias em que estivemos juntos. Povo de Belfalas, honrem Elmmeth, o Fiel, bravo guerreiro de Rohan. Honrem Illidan, o Justo, mestre do Belo Povo e valente guerreiro. Elmmeth é como minha força, Illidan é como minha mente.

E seus soldados bradaram, e o povo como um só os aplaudiram.

– Vá em paz Elmmeth, meu irmão. Que o vigor de nossa amizade dure por mil anos, e que eu possa ser para ti o que fostes para mim, se um dia a necessidade vier ao teu encontro. – Anárion o abraçou.

– Fique em paz Anárion, irmão meu. Enquanto meu corpo carregar vida, terás minha fidelidade. Que apenas a saudade me conduza à tua presença no futuro, mas se dias negros vierem mais uma vez sobre você e os seus, estas terras voltarão a ouvir o trovejar dos Cavaleiros de Rohan. Eu o saúdo! – Elmmeth prestou uma grande reverência.

– Illidan, bravo Illidan, quem poderia ser mais sábio e prudente em conselhos? Enquanto estive contigo, vivenciei a bravura dos Eldar sobre qual havia lido tanto. Carregas o conhecimento dos séculos, e vejo em ti muito do mestre Elrond, cuja profunda sabedoria jamais vi ser rivalizada. Despeço-me como um irmão, triste pela partida, mas feliz pelos laços criados. Enquanto minha linhagem reinar nestas terras, serás sempre bem-vindo a meus domínios. – Abraçou o elfo, com carinho.

– A sabedoria dos anos está para além de nossos desígnios. Quis o tempo que eu adentrasse sua história, e se minha passagem em sua vida lhe trouxe dias melhores e sabedoria, então o propósito de minha existência foi alcançado, pois sempre trilhei o caminho do serviço ao meu próximo. Sou subalterno do mestre Elrond, e tenho dele uma honrosa missão. Não estarei longe de ti, nobre Anárion, pois em Edhellond fixarei pouso. Que seus dias de governo sejam de paz e prosperidade, e que nossos caminhos se cruzem novamente sob circunstancias melhores. – Curvou em reverência, levando a mão ao peito e a direcionando à frente e ao alto, como fazem os elfos. – Que uma estrela brilhe sobre o momento de nosso próximo encontro. Namárië!

Elmmeth, Illidan e Anárion estiveram juntos muitas vezes depois desse dia. A Elmmeth foi permitido visitar Illidan nos portos, sempre que assim desejasse e seu serviço permitisse. Anárion fazia o mesmo, e longas temporadas passava as vezes naquele lugar de paz, um pedaço do mundo antigo e jovem que ainda sobrevivia naquele remoto canto. Elmmeth partiu primeiro. Já velho, tombou nas defesas do Folde Ocidental, quando o poder do mago de Orthanc começou a confrontar Rohan, numa outra história que não será contada aqui. Foi honrado em Rohan e em Belfalas, e sua memória jamais foi esquecida. Illidan nunca deixou o comando dos portos, e só se ausentava de lá quando viajava para Rivendell, ou em visita a Anárion, o que era bastante raro.

Por mais de sessenta anos governou Anárion em Belfalas, mas o peso dos anos finalmente o alcançou, e ele começou a cansar do mundo. Esteve presente em muitas batalhas, sendo a maior delas a Batalha dos Campos de Pelennor, quando Gondor, ajudada por outros povos livres, resistiu ao poder de Mordor, representado pelo vasto exército enviado de Minas Morgul sob o comando do Rei dos Bruxos de Angmar. Quando os acontecimentos daquele tempo se findaram, culminando na queda do Inominável, e na dispersão de seus enfraquecidos seguidores, retornou Anárion para sua província.

Ele se casou, e teve filhos e filhas. Ao seu primogênito chamou Earnil, em homenagem a um antigo rei de Gondor. Seu nome era esse, mas ele era aclamado entre o povo e principalmente os soldados por Aglarecthelon, que queria dizer “poderoso com a lança”, pois sua habilidade em lutar com esta arma era incomum, fruto dos muitos anos em que foi pupilo de Illidan. Sob a bandeira do Rei Elessar cavalgou em muitas batalhas, e seu governo sobre Belfalas, após o seu pai, foi longo, pacífico e sábio.

A esposa de Anárion viveu bem, embora a convivência com seu marido tenha sido sempre atrapalhada por muitos períodos de intensos combates em Gondor, para os quais ele sempre era convocado. Morreu tranquilamente em seu leito, enquanto dormia, aos setenta anos. Anárion a amou e respeitou, e foi feliz ao seu lado, mas nunca esqueceu de Calithil, e do intenso e profundo amor que jamais deixou de sentir por ela. Foi assim que certa noite, após passar o comando da província para seu primogênito, partiu sozinho de seu castelo, sem que ninguém o visse. No céu, navegava a mesma lua que havia presenciado sua partida, bem como a de Calithil, muitos anos atrás.

Assim ele se foi, e nenhum dos homens jamais voltou a ter notícias sobre seu paradeiro ou fim. Eu, na qualidade de seu neto, conheço a sua história apenas até aqui. Porém gosto de lembrar das antigas lendas das Pinnath Gelin, que chegam com as ervas, para as Casas de Cura. Dizem que uma dama vestida de branco, clara como a lua, caminhava nas antigas ruínas de um castelo, mas que não mais caminha, pois rumou na garupa de um corcel prateado, cavalgado por um intrépido cavaleiro de porte alto e cabelos brancos. Dizem que seguiram para Edhellond, e que, agora que a era dos elfos passou, e todos eles se foram pelo Grande Mar, cabe ao Filho do Sol e à Luz da Lua, guardarem o antigo porto. Eu jamais fui lá, mas gosto de pensar nele sentado diante de uma fogueira, tocando sua harpa ao lado daquela que sempre amou.

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