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Resenha do filme O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos, de Peter Jackson

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Por Sérgio Ramos

“Os cânones da arte narrativa em qualquer mídia não podem ser completamente diferentes; e o fracasso de filmes ruins com frequência está precisamente no exagero e na intrusão de material injustificado que se deve a não-percepção de onde o núcleo do original se situa”.J.R.R. TOLKIEN

            Impossível falar do último (e principalmente do penúltimo, diga-se de passagem) filme de Peter Jackson sobre a Terra-média sem citar as palavras acima, ditas por J. R. R. Tolkien em junho de 1958, em uma carta para Forrest J. Ackerman. Como fã do autor de O Hobbit, possuindo uma pequena biblioteca de algumas dezenas de livros de sua autoria e sendo estudioso de sua vida, não tem como este resenhista deixar de concordar com Tolkien.

         Não é excesso de preciosismo nem preconceito, muito menos aversão a “modinhas”, como os jovens falam hoje em dia. Uma adaptação, por mais que não precise ser fiel em todos os seus aspectos a uma obra literária, deve sim manter coerência com a espinha dorsal do livro. Não é possível que, sob o argumento de “liberdade poética”, ou que “quem não gostou do filme, é só não assistir”, um diretor de cinema possa tomar a liberdade de desconstruir a obra original. Se assim fosse, seria melhor então inventar uma nova saga, novos personagens e assim dar asas a sua própria imaginação, sem macular aquilo que já é clássico há mais de 75 anos.

         Após o controverso “A Desolação de Smaug”, minha única esperança era que o seu sucessor, “A Batalha dos Cinco Exércitos”, pelo menos constituísse um filme divertido de se assistir no cinema, mesmo que não fosse fiel ao livro original. Nesse ponto, após o que muitos fãs viram como o maior fracasso de Peter Jackson com o segundo filme (não apenas em adaptação, mas também em roteiro), só me restava esperar que o filme não fosse chato.

            E não é! Pelo contrário, o filme que fecha a trilogia hobbit de Peter Jackson é uma boa diversão, com alguns pontos fortes, mas com muitas falhas.

          A cena inicial do dragão Smaug destruindo Esgaroth, a Cidade do Lago, é estupenda. O desespero dos moradores, a aflição do herói Bard em honrar o nome de sua família na tentativa de matar a terrível fera e o diálogo entre a besta e seu nêmesis são de encher os olhos (e os ouvidos). Uma cena realmente digna, mas com a sensação de pressa. Parecia que havia uma necessidade de mostrar logo o fim do dragão para que se adiantasse a história.

      Já no “núcleo Dol Guldur”, outro ponto forte do filme: ver os Sábios e membros do Conselho Branco medindo forças com o Necromante/Sauron e seus lacaios Espectros do Anel é pura tensão. Não é fiel ao livro, já que os acontecimentos neste foram diferentes, mas como falei antes, o importante era que o filme fosse bom. Uma discrepância em relação à primeira trilogia de Peter Jackson, O Senhor dos Anéis: não é explicado por quê os Nazgûl têm formas diferentes daquelas dos filmes antigos (tanto a forma visível, quanto aquela que só um portador do Anel conseguia ver – as formas reais dos espíritos no mundo invisível). Pelo menos, aqui, vejo uma redenção do diretor: mostrar Sauron em forma humanoide, como ele era realmente ao final da Terceira Era de acordo com o Legendarium de Tolkien, e não um olhão gigante que remetia mais a um episódio do desenho animado dos anos 80, Caverna do Dragão.

Gandalfe  thranduil

     Os efeitos especiais do filme estão bem críveis, e o trabalho em computação gráfica não deixou a desejar. Isso é um ponto positivo quando da batalha que dá nome ao filme. Não fica claro para quem assiste o filme quais são os cinco exércitos: vemos alguns poucos homens do Lago tentando sobreviver aos ataques de trolls e orcs nas ruínas da cidade de Dale, o exército élfico em todo seu perfeccionismo militar, morcegos enormes, águias, uma aparição de menos de 05 segundos do troca-peles Beorn, orcs vindos do norte trazidos por criaturas em formato de vermes gigantes e os anões das Colinas de Ferro chefiados por Dáin Pé-de-Ferro, um grande destaque deste filme e o anão que “redimiu” os outros anões. Interessante também a posição de Azog, o Profano, como um líder militar competente. Não há sinal do exército de wargs (lobos selvagens).

            Necessário falar aqui da ambição comercial de Peter Jackson ao pensar no roteiro e na edição do filme em relação a versão que vemos no cinema. Parece que o lema do diretor PJ é “versões estendidas ontem, versões estendidas hoje, versões estendidas sempre”. Com isso, quero dizer que ele deliberadamente deixa lacunas e histórias inexplicadas com o óbvio intuito de lançar para o home vídeo sua “versão do diretor”, ou versão estendida.

            Para não falar algo mais baixo e impróprio neste texto, afirmo que isso é um desrespeito do idealizador do filme para com o espectador que paga o ingresso do cinema para ver como as coisas são explicadas, razões e desfechos de personagens. O que vemos em “A Batalha dos Cinco Exércitos” é uma série de espaços em branco que foram propositalmente deixados para que os fãs, ávidos órfãos de adaptações da obra de Tolkien, corram para comprar dvd´s e blurays com versões estendidas, boxes e tantos outros penduricalhos quanto Peter Jackson conseguir inventar para sanar sua gana comercial e extrair o suado dinheiro dos consumidores.

            Afinal de contas, todos os espectadores, sem exceção, esperavam um emocionante funeral para Thorin Escudo-de-Carvalho e seus sobrinhos Fili e Kili. Tauriel, a propósito, que fim levou? E Sauron – fugiu de Dol Guldur e simplesmente se transformou num olho gigante no topo da Torre Escura? E o tesouro dos trolls do primeiro filme, que a Comitiva deixou enterrado na caverna? O que aconteceu com o Bard, o matador do dragão? E a população sem-teto de Esgaroth? Quem se tornou o Rei Sob A Montanha após a morte de Thorin? Por que não mostrar Dáin sendo coroado rei de Erebor?

            Para algumas destas perguntas, sabemos o que houve de acordo com os livros de Tolkien, mas esses não podem servir de fonte para explicar o filme, até porque a escolha do diretor foi pela não concordância entre ambos, onde ele deixou bem livre sua imaginação criativa.

            A resposta a todos esses questionamentos, afirmo com quase 100% de certeza, virão em uma futura versão estendida do filme. Peter Jackson só esqueceu que, além disso não respeitar quem se prepara para assistir no cinema, versões de dvd/bluray não ganham Oscar. Ele realmente deveria ter tido mais consideração em relação a isso.

            Poderia continuar apontando ainda diversos pontos tanto positivos quanto negativos do filme (a doença do ouro de Thorin, o pouco tempo de tela de Bilbo – o personagem principal-, a cena “Super Nintendo” de Legolas pulando bloquinhos que caem, as lutas finais…), mas os já apontados são suficientes por enquanto. Em resumo, é um bom filme, que diverte, mas com altos e baixos, irregular.

            Fica aqui a mensagem para aquele que se aventurar em futuras adaptações da Obra Tolkieniana: por mais que o processo adaptativo dê ou necessite de alguma liberdade em relação à obra original, não se deve fugir de sua essência, deturpando princípios basilares que desfigurem a graça e simpatia da fonte primordial. Caso contrário, aos que prezam pelo lindo legado literário de J. R. R. Tolkien, só restará tomar a mesma atitude que seu filho Christopher quanto às adaptações: “virar o rosto para o outro lado”.

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  • Marcia M.

    Não conheço a fundo a obra de Tolkien. Dos livros só tenho o Senhor dos Anéis, que já li incontáveis vezes, incluindo aí os apêndices. Embora não tendo lido O Hobbit, concordo com os pontos deixados para trás, ou para versões estendidas, mas uma coisa simples que eu gostaria de pontuar é que sempre acham fantástico as acrobacias do Legolas, entretanto, no livro OSDA, essa capacidade é levemente apontada quando estão todos soterrados pela neve da montanha Caradhras, apenas ele permanece tranquilo e quando corre ‘sobre a neve’, seus pés quase não deixavam marcas. Não me é impossível portanto, acreditar que ele ou os outros elfos pudessem realizar aquelas acrobacias mirabolantes.

    Me lembro quando assistia O retorno do rei no cinema uns rapazes ao meu lado exclamaram _Que mentirada!!! quando ele mata aquele olifante e eu pensei: _Sério?!! Estamos vendo um filme fantasia e o pessoal esperando veracidade! rsrs

    Sobre A Batalha, o que achei mais incrível na realidade é a rapidez com que os personagens se movimentam, da Montanha solitária até os confins onde os orcs estão e vice versa. Abraços.

  • Bruno Rodrigo

    Sérgio, venho expôr minha opinião á você.

    Bom, como fã da literatura de Tolkien, eu posso afirmar que na trilogia “O Senhor dos Anéis” foi um ótimo trabalho de PJ pelo fato da obra ser imensamente grande e ele conseguir fazer a adaptação do livro, sendo muito fiel tanto como imagem, batalhas, personagens quanto a narrativa por si.

    No trabalho da trilogia “O Hobbit” isso não se viu nos filmes sucessores ao primeiro, porém no meu ver, o trabalho de Jackson ficou extremamente bom por ter conseguido trazer aos fãs de J.R.R.T mais ou menos o esperado (não foi integralmente fiel ao livro como deveria, de fato), mas para os leitores de Tolkien que leram antes de ir ao cinema, o filme basicamente deveria estar perfeitamente bom, pelo fato de que, lendo o livro você saberia o desfecho de cada personagem, o Senhor Dáin pé-de-ferro por exemplo, para você saber o desfecho desse ilustre personagem não basta ser o fã n° 1 de Tolkien, como nos Eastter Eggs deixados no segundo filme, quando eles embarcam da Cidade do Lago partindo para Ereborn, Thorin mesmo diz ao Killi para não ficar com seu irmão, que está doente por ter sido atingido por uma flecha Orc, (já dá para se ter uma ideia óbvia que quando ele cita que Killi um dia será o Rei Sob a Montanha que eles são parentes de Thorin) e no terceiro filme, quando o exército de ferro chega perto da montanha solitária que Bilbo pergunta ao Gandalf sobre o Dáin, e Gandalf responde que é primo de Thorin e você vendo a linhagem de Dhurin sendo morta um á um, primeiro Killi depois Filli depois Thorin, quem sobraria da linhagem para governar? Obviamente que será Dáin, não se precisa ser um gênio para entender isso basta apenas atenção.

    Quanto ao segundo filme, eu como um extremo fã de Tolkien concordo que ficou um “enche linguiça” muito forçado, muita matéria pra pouco conteúdo. O romance de Filli e Tauriel eu simplesmente achei tosco, Légolas muito idolatrado entre outras coisas.

    No restante, para mim, foi um filme muito bom, não sei se é pelo apreço que tenho com a terra média, ou por que sou apegado por magias, batalhas, e histórias de como o filme mesmo as trazem.

    Não nego que o filme poderia ser mais fiel ao livro, de fato. Porém, eu gostei muito do filme e da história toda que se passa, e apenas um detalhe é que na produção cinematográfica, a história tem em volta o Bilbo, que o personagem principal e que foi aproveitado de ótima forma e todos os personagens secundários estão ali para sustentar a história de Bilbo Bolseiro.

    att, Bruno Rodrigo!

  • Pingback: Livros De Romance Q Viraram Filmes | PDF Finder()

  • Sérgio Ramos

    Obrigado, Cesar.
    Por incrível que pareça, agora já vejo os fãs de Peter Jackson numa contradição: ao mesmo tempo que criticam quem preferia uma trilogia mais fiel ao livro, nos dão razão em reclamar dos furos de roteiro e pontas soltas.

    • Cesar Augusto Machado

      Definitivamente Sérgio… PJ é um grande diretor, disto não há dúvidas. Seu trabalho em SdA é incrível, além de outros filmes bons. Mas outra coisa inegável é que ele fez um trabalho muito ruim neste roteiro e por consequência, nos filmes. Uma Jornada Inesperada foi ótimo! Mesma atmosfera… ajustes mais “adultos”, misturou um pouco dos apêndices e tudo bem arrumadinho (mesmo tendo o Azog como vilão… pois eu faria o Bolg somente). Em a Desolação de Smaug é que o caldo começou a entornar… mas ainda acho BOM. Mas a Batalha dos Cinco Exércitos ele escorregou total.

  • Luiz Miguel

    Excelente análise Sérgio Ramos. Concordo plenamente com você. Minha esposa e eu assistimos as versões estendidas de “Uma Jornada Inesperada” e de “A desolação de Smaug” e concluímos que o primeiro filme é “quase” uma adaptação adequada e que o segundo, com as cenas estendidas de Beorn, em especial da apresentação dos anões para ele ficou MUITO melhor que o original contudo, assim como a maioria dos fãs, o excesso de atenção a Legolas, a Tauriel e o romance ridículo, bem como os desfechos fracos, diminuíram, em muito, a qualidade da trilogia. É uma pena… Por isso, voltamos ao livro para relembrar a história como de verdade é. Abraço!

  • Valéria

    Não sou leitora de Tolkien, só assisti os filmes. Entrei nesse espaço pra ver se encontrava algum comentário histórico relacionado com a obra desse autor. Seria muito interessante que fosse feito uma resenha sobre o significado da obra de Tolkien. Até onde eu sei esse escritor viveu a guerra e isso certamente está em sua obra. Foi assim que vi os filmes… gostaria de ver algo sobre isso aqui, se possível, é claro.

  • Gerson Cabral

    De fato a grande mensagem implícita na trilogia foi a pressa do diretor. Achei um tanto mal dividido o roteiro, senti falta de rompantes próximos ao do momento em que os elfos resolvem ajudar os anões, Beorn é um ser bastante charmoso merecia mais destaque, de toda forma é uma adaptação e sendo um fã da literatura de Tolkien, só me resta agradecer a PJ por ter dado vida e forma a grande parte do universo de Eru, achei muito legal, poderei ler novamente todos os livros e ter uma imagem de cada personagem.
    Adorei a resenha.

    • Sérgio Ramos

      Visualmente, o filme é bonito e os cenários deslumbrantes. Alguns visuais são fiéis à obra, outros nem tanto (ainda que sejam belos).

  • Saori LocaLoca

    Assisti o filme sem muitas expectativas até porque só faltava uma pequena parte para acabar. Foi bonzinho sim, mas faltou muita coisa, principalmente o desfecho dos personagens que foi o maior dos pecados… Parece proposital por parte do diretor deixar essas pontas soltas só para depois lançar suas versões extendidas???? aff…

  • sebastiaoarm

    Uma coisa me causou confusão no filme: os trolls da Terra Média não se transformam em pedra quando expostos à luz do sol? Que história é aquela deles na batalha dos cinco exércitos durante o dia?

    • Sérgio Ramos

      sebastiamarm, no livro O Hobbit não há trolls na Batalha dos Cinco Exércitos, e os orcs que participam dessa batalha só conseguem lutar durante o dia porque há uma enorme nuvem de morcegos sobrevoando que encobre a luz (isso não foi mostrado no filme também).

  • Luiz Alberto Dos Santos

    Eu que também li os livros e vi todos os filmes só tenho a dizer: filme chato pra mais de metro, cansativo, redundante, fora de foco. Poderia até ser condescendente com o que o filme tem de bom, mas detestei. Talvez daqui a uns anos, quando resolver rever (ou quando for lançada a “versão estendida…”) eu mude de idéia. Mas por ora, tá difícil.

  • Filipe Neves

    Caros amigos fãs de Tolkien, aqui segue um desabafo…

    Confesso que relutava em concordar com um suposto extremismo da Tolkien Brasil, pois eu achei o primeiro filme do do Hobbit quase impecável, e embora a aparência de Thorin seja muito diferente do que deveria, a atuação do Richard Armitage me convenceu, e me fez gostar muito do personagem, transmitiu muita imponência e alma de rei anão e o filme ficou no nível dos filmes do Senhor dos Anéis.

    Embora muito desapontado com a Desolação de Smaug esperava um desfecho digno… mas sou obrigado a assinar embaixo essa perfeita crítica.

    Como fã das obras de Tolkien, me senti desrespeitado pelo excesso de cenas de efeitos especiais, e se já não gostava do exagero que era dado ao Legolas no Senhor dos Anéis, onde eles estava de fato, o que dizer de ver ele matando o general dos Orcs no livro e pulando sobre pedras no ar? e TAURIEL beijando Kili?

    No segundo filme ainda tolerei a relação entre ele porque até então parecia que a atração/paixão era apenas da parte do Kili(esse sim,não tinha nada de anão em nada, diferente do Thorin), e ela possuia apenas uma simpatia por ele, como ocorreu entre Galadriel e Gimli. Mas terminar daquela forma foi ridículo.
    Infelizmente passei a odiar o Legolas dos filmes, pois ele sendo no máximo um guerreiro no altíssimo do Gimli (o que é de fato muito alto, pois Gimli é um badass), foi transformado num super-herói fajuto que vôa por cima de pedras e faz um orc dez vezes seu tamanho tremer de medo.

    Mais o que mais me irritou como dito perfeitamente na crítica foi a ausência de cenas FUNDAMENTAIS, como o emocionante funeral de Thorin Escudo de Carvalho, Bard sendo ”coroado” Senhor de Vale e sobretudo Dáin como o rei de Erebor, já que os três filmes falavam sobre a volta do rei dos anões a Montanha Solitária.

    Foi lamentável assistir determinadas cenas sem sentido de efeitos especias do. Gostei da ideia de colocá-lo no filme pois faz sentido que como filho de do rei élfico ele estivesse ali,(e no conselho de Elrond na sociedade do anel, houve uma pequena richa entre ele e Glóin,quando o elfo falava sobre o tratamento dado a gollum, quando eles o mantinham na Floresta das Trevas) mas esperava o elfo em um diálogo ou outro e NÃO MATANDO BOLG E VOANDO EM CIMA DE PEDRAS!

    O que dizer dos cinco segundos de Beorn?

    O que dizer da provavel disponibilização de cenas FUNDAMENTAIS apenas na versão estendida

    Eu cheguei a sair do grupo do facebook por achar determinadas críticas desnecessárias como disse, pois o 1 foi mais do que emocionante pra mim e achei q no 3 fosse possível corrigir os absurdos do 2, mas ao sair do cinema vendo a batalha dos cinco exércitos estramamente desapontado sou obrigado a admitir que aqueles que criticavam o PJ estavam cobertos de razão, embora eu descorde deles quanto ao personaghem Thorin no filme, que pra mim se tivesse barbas longas e fosse mais envelhecido ( um cabelo ao menos acizentado) consolidaria-o como perfeito.

    Acho que Dwalin foi um dos pontos positivos dos 3 filmes, e nesse nao foi diferente. Junto de Dáin foi o melhor anão dos filmes, junto com o Thorin.

    • Sérgio Ramos

      Obrigado pela participação nesse espaço, Filipe Neves.
      Nós somos exigentes com o que se refere a Tolkien, e esperamos que adaptações não se desvirtuem da essência da Obra.

  • Thiago Ferreira

    Não entendi foi sauron derrota e aprisiona o gandalf um Istari pertencente à raça dos Maiar e depois mostra a galadriel sozinha expulsando sauron de Dol Guldur sem saruman ou elrond fazer nada diretamente contra o sauron.

    • João G

      Gandalf não veio com todos os seus poderes para a terra media;e eles focaram na Galadriel por que hoje em dia (só para avisar,eu não sou machista) para se ter credibilidade em um filme tem que ter mulheres fortes;mesmo motivo pelo qual eles inventaram a Tauriel

  • Letícia

    Nossa! Concordo! Vc expressou vem o que eu senti ontem, ao ver o filme.

    • Sérgio Ramos

      Bom que você se identificou, Letícia.
      Obrigado.

  • Alisson Seraggioto

    Também acho errado culpa o Peter Jackson por deixar brechas propositais para futuras versões estendidas, afinal essas decisões financeiras não são do diretor, mas sim a WB.

    • Sérgio Ramos

      Olá, Alisson. No caso da trilogia O Hobbit, sabemos que Peter Jackson teve ampla liberdade para fazer o que bem entendesse com os filmes; não houve exigências por parte da Warner.

  • Alisson Seraggioto

    Acho muito forçado essas críticas, o povo parece que se sente obrigado a reclamar das adaptações de Tolkien no cinema por pura birra. Li todos os livros e assisti aos 3 filmes e não concordo com as críticas.

  • Fernando Avellino

    Diferente dos livros, os filmes contam apenas uma estória, pois o tempo é curto, o propósito do hobbit foi contar a aventura do Bilbo, do momento em que ele sáiu de casa até voltar e PONTO. Não é a história do rei da montanha, do dragão, Beorn e de bard, esses são peças secundárias na trama apenas para sustentar a aventura do Hobbit. Não há a necessidade de ficar enrolando com explicações extras, senão o filme perde o timing e fica chato.

    • dsam

      Perfeitas colocações! O Hobbit foi contratado para ser ladrão. Não é uma guerreiro. Ninguém alem do Mago dava-lhe valor e apesar de ter tido ajuda da sorte encontrando o anel que o favoreceu ajudando os anões e tentando evitar a guerra .

  • Jan Santos

    Não sei se to sendo chato, mas pensei que um dos motivos de Sauron temer Lórien e Valfenda é justamente o fato de não saber com que reis élficos estavam os anéis de poder. Galadriel se revelou abertamente, o que a tornaria um alvo primário na Guerra do Anel. A atmosfera de dúvida e medo de ambos os lados é uma coisa que considero muito forte em O Senhor dos Anéis, algo que, na minha opinião, não foi bem preparado em O Hobbit, não houve transição entre o clima leve (ou ao menos deveria ser) da prequel e o melancólico dos dias de Frodo.

    • Fernando Avellino

      Sauron precisaria do Um anél pra fazer o que você falou, até então estava perdido.

  • Gabriel Pinheiro Gois

    Sua resenha é sensata e bem clara em relação aos pontos positivos e negativos dessa adaptação tão “agridoce” aos fãs da literatura de Tolkien. Concordo em grau e número a respeito da relação da epígrafe com o fato da “tradução” de gêneros, neste caso, da literatura para o cinema. Como professor de literatura e um aficionado por cinema, confesso que posso ter um olhar mais severo sobre adaptações de obras literárias para o cinema. Devemos saber respeitar os dois formatos, afinal, os dois gêneros se diferem de forma grandiosa em sua estrutura e, por isso, é necessário ter cautela quanto ao julgamento de uma produção cinematográfica baseada em uma obra. Dito isso, posso comentar sobre as minhas impressões em relação às produções de Peter Jackson (e sua “assinatura” de filmes extensos e com roteiros cheios de camadas narrativas que muitas vezes não se amarram muito bem ao longo da trama). Como você muito explicou, um filme baseado nas épicas aventuras de Tolkien teria de ser no mínimo “divertido” e, por esse princípio mesmo, nós, fãs literários, despimos-nos de nosso “xiitismo fanboyista” e procuramos nos divertir com o filme. Não assisti ao filme ainda e assim como os outros só o farei quando lançarem em DVD, mesmo sabendo muito bem do quão épico deve ser assistir essas produções grandiosas no cinema, mas eu tenho um certo problema quando se trata de história as quais atribuo um valor “sentimental”, eu possuo a tendência de ficar realmente desapontado, algo que não consigo evitar.

    • Sérgio Ramos

      O segredo, Gabriel, é preparar a mente para não criar muitas expectativas, embora seja difícil às vezes. Uma obra amada como essa, queremos que seja perfeita…

  • Sérgio Oliveira

    Realmente, há algumas falhas no roteiro que não deveriam ser preenchidas em uma versão estendida, até pq, o filme tem só 2:20, poderiam ter sido colocados 20min de conclusões que o filme ainda seria pequeno se comparado com a conclusão de LOTR, que pra mim, é uma das melhores que eu já vi (exceto o fato de terem cortado o final no Condado, mas tenho que reconhecer que não caberia no filme).

  • Wesley

    Seria digno mostrar A pedra “Arkenstone ” sendo enterrada junto ao Thorin … 😀

  • Daniel Santos

    Excelente resenha, Sérgio Ramos, é sempre muito relevante ver que ao menos alguns possuem impressões e entendimentos semelhantes aos meus com relação a obra cinematográfica de O Hobbit; Certamente notei as lacunas e algumas cenas não necessárias e claro, essa questão de não manter um elo realmente fiel nem em teoria sobre a essência da obra original de Tolkien.
    Mas ainda destaco pontos positivos, os óbvios visuais muito bons, a doença de Thorin quanto ao ouro de Erebor, particularmente gostei da cena em Dol Guldur (visualmente falando), mas também há um ponto:
    Por que dar atenção aquele “servo” do mestre da cidade de Esgaroth, tipo se travestindo de mulher e com ouro no soutien, e a fala do Bard ” – o soutien ta aparecendo” e aí ele some pra depois aparecer em uma versão estendida?? Irrelevante, acredito que poderia ser melhor utilizado esse tempo em uma cena melhor que acrescentasse ao filme e não umas cenas de humor pastelão… Esse servo poderia ter morrido com o mestre, ou somente ele morria e depois em uma cena de segundos o mestre é mostrado saindo da cidade mas se perdendo com a ouro…
    Isso tudo só pra mencionar algo que é apenas uma coisa ruim entre outras que poderiam ser melhor pensadas, afinal está tudo ali no próprio livro O Hobbit.

    • Sérgio Ramos

      Obrigado pelo cumprimento e pelas observações pertinentes, Daniel Santos.
      De fato, uma das maiores reclamações de quem acompanhou a trilogia O Hobbit nos cinemas, é que PJ poderia ter deixado de inventar tantas coisas e simplesmente mostrar mais da essência do livro e complementar mais com material dos Apêndices.

  • Denise Martins

    Ótima resenha, concordo plenamente, infelizmente não fiquei feliz com o último filme (assim como não fiquei com os anteriores). As cenas de combates foram épicas mesmo, mas essas lacunas me incomodaram muito mesmo.

    • Sérgio Ramos

      Obrigado, Denise Martins.
      O filme é divertido, mas com esses probleminhas citados.

  • pedro

    Muita gente reclama dos vários finais de o retorno do rei , mas depois de ver esse aqui onde um monte de personagem não tem desfecho , seria melhor ter feito da mesma forma.

  • pedro

    Não entendi a parte do olho . O sauron não era um olho gigante nos livros SdA ?

    • Sérgio Ramos

      Não era não, Pedro.
      Estamos justamente escrevendo um artigo explicando isso. Apenas para adiantar, na Carta 246 de Tolkien (publicada no livro As Cartas de J. R. R. Tolkien), o autor fala que Sauron tinha a forma de um homem terrível, bem alto, mas não gigantesco.

  • Ronald Kyrmse

    Sérgio, muito obrigado por expressar alguns aspectos. Há os que também notei (negativo: o crescente comercialismo de PJ, positivo: o design e o visual, como sempre, especialmente na morte de Smaug *). Há alguns que sua resenha me fez enxergar com clareza, em especial as “lacunas”, pontas soltas, não-desfechos mal explicados… certamente para puxar versões estendidas. Teria sido muito melhor, na minha opinião, prescindir da Tauriel, do duelo sobre o rio gelado, de todo o vídeo-game em Dol Guldur, e dar respostas aos pontos que ficaram em suspenso.

    * Há uma cena nesse episódio que reproduz quase exatamente uma pintura de JRRT – lápis e aquarela, se não me engano – chamada “Death of Smaug”

    Ronald Kyrmse

    • Sérgio Ramos

      Caro Ronald Kyrmse, eu que agradeço pelo excelente comentário e insight.
      É uma honra ver que uma autoridade em Tolkien como o Sr. concorda com o que foi apresentado na resenha.
      Realmente, a morte de Smaug no filme pagou um belo tributo ao desenho do Professor Tolkien.

  • José Tadeu Barros

    Assino embaixo. Só faltou mencionar que os cinco minutos finais são tão bacanas que parecem ter sido filmados há 10 anos atrás, na outra trilogia, não agora.

    • Daniel

      Essa parte realmente é bonita, até disse a fala do Gandalf no cinema “e quanto a velhos amigos?”. Mas, sendo sincero, fiquei muito decepcionado com o filme, irei levar “O retorno do rei” como o último filme da terra-media, não este.

      • Fernando Avellino

        segundo a linha cronológica RotK foi o ultimo filme da terra-média mesmo.

    • Sérgio Ramos

      Obrigado, José Tadeu.
      Bom ver que fãs antigos de Tolkien têm uma visão parecida a respeito das adaptações.

    • Sérgio Ramos

      Obrigado pelo comentário, José Tadeu.
      É uma honra ver que fãs que conhecem bem Tolkien concordam com a resenha.

    • Cesar Augusto Machado

      Faço minhas suas palavras “parecem ter sido filmados há 10 anos atrás, na outra trilogia, não agora.”

  • Ótima resenha, parabéns!

    • Sérgio Ramos

      Obrigado, Rafael!

  • rodrigo

    Não entendo a necessidade de tudo ser explicado, não vejo isso como falha.

    • Sérgio Oliveira

      Cara, você tem que imaginar que nem todo mundo que viu o filme leu o livro. Pensa se você não conhecesse o universo do Tolkien, como as coisas seriam mais confusas. Você não ia entender porque 5 exércitos, até contar no dedo quais criaturas apareceram, você ia se perguntar o que acontece com o núcleo dos anões de Erebor depois que o Bilbo vai embora, e inúmeras outras perguntas que tá me dando preguiça de escrever.