Saiba mais sobre O Hobbit, Senhor dos Anéis…

Os quarenta anos após J.R.R.Tolkien

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Tolkien é considerado um dos maiores escritores da atualidade. Hoje completaram se exatos 40 anos do seu falecimento. Mas além de obras fantásticas, ele é um exemplo de vida. Alguém que embora humano e falho, apresenta virtudes que devem servir como exemplo.

Seu mundo fantástico foi criado ainda na juventude, quando ainda era um estudante entre os estudos e a primeira guerra mundial. Ao retornar da guerra seu mundo foi aos poucos tendo novos contornos e novas histórias.

Depois do período de guerra a vida parece ter voltado ao normal. Sua família crescia tendo filhos nos próximos anos e com eles o professor teve muitas alegrias e aprendeu a escrever histórias para diverti-los.

Mas um momento simples, porém importante é que mudou tudo. Em um simples papel, em um momento singular, único na história da humanidade. Um homem que corria costumeiramente provas de alunos teve a ideia de escrever algo diferente… Em uma toca vivia um hobbit:

De seus livros, milhares de pessoas por todo o mundo mudaram suas vidas. Tiveram sonhos, alegrias e aprendizados importantes. Completando sua tarefa mais árdua ao publicar o Senhor dos Anéis, o sucesso veio quase que imediatamente. Alcançando o mundo e até hoje não enfrentando barreiras.

Milhares de pessoas ao redor do mundo leram ou estão lendo seus livros, a ponto de o The Sunday Times dizer que “O mundo está dividido entre aqueles que leram O Senhor dos anéis e aqueles que ainda não leram”.

A morte de J.R.R.Tolkien

A biografia de Humphrey Carpenter  é considera a biografia mais respeitada sobre o professor Tolkien, e quando se trata do falecimento dele é bem objetiva. Nessa época o professor estava preocupado em terminar as histórias do Silmarillion, mesmo contando com o auxílio de seu filho ele não achava que pudesse terminar sua grande obra:

“Quanto ao Silmarillion, mais uma vez os meses passaram sem muitos resultados concretos. Houve um atraso inevitável enquanto Tolkien reorganizava seus livros e papéis após mudar-se de Bournemouth; e, quando finalmente retomou o trabalho, encontrou-se de novo enredado em problemas técnicos Alguns anos antes decidira que, caso morresse antes de terminar o livro, Christopher (que naturalmente conhecia bem a obra) deveria completá-lo. Ele e Christopher frequentemente discutiam o livro, considerando os inúmeros problemas que precisam ser resolvidos. Os avanços, porém, foram poucos”.

A morte de Tolkien foi repentina. Nem ele mesmo acreditava que pudesse partir tão cedo, já que com exceção de seus pais que faleceram cedo em razão de doenças, os seus outros parentes costumavam falecer com idade bem avançada. Carpenter narra essa segurança do professor, mas a descoberta de algo pelos médicos:

“É quase certo que Tolkien não esperava morrer tão cedo. Ele disse à sua ex-aluna Mary Salu que havia uma tradição de longevidade entre seus antepassados, e que acreditava que viveria por muitos anos mais. Contudo, no final de 1972, houve sinais premonitórios. Começou a sofrer de grave indigestão e, apesar de um raio X não revelar qualquer causa mais específica que “dispepsia”, foi posto em dieta e proibido de beber vinho. E, a despeito de suas obras inacabadas, parecia que não lhe agradava a perspectiva de continuar morando na Merton Street”.

Carpenter continua dizendo que :

“O fim foi repentino. Na quinta-feira participou da festa de aniversário da sra. Toljurst, mas não se sentiu bem e não quis comer muito, se bem que tivesse bebido um pouco de champanhe. Durante a noite sentiu dores, e na manhã seguinte foi levado a um hospital particular onde foi diagnosticada uma úlcera gástrica com hemorragia aguda”.

“Inicialmente os relatórios sobre o seu estado foram otimistas, mas, no sábado, manifestou-se uma infecção no peito, e, na manhã de domingo, 2 de setembro de 1973, ele faleceu com oitenta e um anos.”

Tolkien jamais será esquecido. Não apenas pelo fato de ser um escritor de sucesso internacional e histórico, mas especialmente por ter sido um homem cheio de valores: pai, avô, marido, escritor, professor, católico, estudioso de grandes sagas e línguas antigas, soldado na primeira guerra mundial e acima de tudo… um homem simples que amava a vida e a natureza, de fato um hobbit.

 

Hoje é um dia em que se sente um misto de alegria e tristeza. Alegria por termos tido a oportunidade de conseguir entender e conhecer um pouco dos escritos do professor e o que ele deixou e tristeza por não podermos mais ter a sua presença entre nós. Várias pessoas visitam hoje em Oxford o túmulo do professor, a fim de prestar sua homenagem  e lembranças.

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  • Pingback: Viva John R. R. Tolkien! « História e crítica cultural()

  • evelize volpi

    Adorei a reportagem, parabéns a este MARAVILHOSO site!

  • Daniel Santos

    Nosso cordial até logo a um dos maiores nomes da literatura de fantasia fantástica de todo o mundo;

    Sem dúvidas iremos nos lembrar de seu ser, com as suas memórias que nos
    foram deixadas, uma terra que a muito me encanta com sua beleza e
    riqueza imortais;

    Obrigado por seu trabalho!
    “Não direi não chorem pois, nem todas as lágrimas são ruins”

  • raul victor

    Acho que eu visitase o tumulo de tolkien eu ia chorar porque ele passou na sua vida e ter consguido ser um otimo escrito e mestre da literatula moderna

  • Rafael Dutra

    simplesmente o maior escritor de todos os tempos!