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Entrevista com a roteirista do Hobbit: Phillipa Boyens

 

O site  da Nova Zelândia stuff, apresenta uma rápida entrevista inédita com a roteirista do Senhor dos Anéis e agora do filme O Hobbit: Philippa Boyens.

Phillipa Boyens iniciou sua carreira como escritora e dramaturga, até que foi chamada por Peter Jackson para atuar como co roteirista da trilogia O senhor dos Anéis.

Em 2004, juntamente com Peter Jackson e Fran Walsh ganhou o Oscar de melhor roteiro pelo filme O senhor dos Anéis. Desde então passou a trabalhar com Jackson em outros filmes como King Kong em 2005 e  The Lovely Bones, lançado em 2009.

 

Sobre Guilherme Del Toro

 

Até pouco tempo o diretor dos novos filmes da terra média seria o Guilheme Del Toro e não o Peter Jackson. Phillipa conta como foi trabalhar rapidamente com esse diretor mexicano:

(Então) nós estávamos escrevendo um filme que teria sido um Hobbit diferente do que é. Eu adoraria ter visto aquele filme porque acho que ele (Del Toro) é um cineasta incrível. Mas, uma vez que Guilhermo tomou a decisão que ele não poderia fazê-lo e Pete decidiu que incrementaria e o faria, nós tivemos que começar de novo. Você precisa escrever para o diretor, ou neste caso, uma visão que o diretor tem.”

Boyens afirma que teve uma boa experiência com Guilherme Del Toro e que em parte ele contribuiu para os escritos do roteiro do Hobbit.

Foi ótimo trabalhar com ele… olhar para ele com olhos frescos. Ele certamente me ajudou a tornar-me pessoalmente animada de novo porque ele estava tão animado em ir para lá. Aquilo era realmente positivo.”

Perguntada sobre como os trabalhos foram prosseguidos após a saída de Del Toro ela diz que: “Assim, uma vez que nós três estávamos escrevendo novamente,nós voltamos a fazer o que sabíamos. Portanto, é um filme que o Pete vai filmar.”

 

 

 

 

Sobre a adaptação do filme O Hobbit

 

Após trabalhar na trilogia do Senhor dos Anéis e em mais dois filmes depois desse Phillipa Boyens acredita estar mais madura e mais experiente em termos de processo de adaptação e roteiro dos filmes.

Sem nem antes começar a escrever a adaptação, ela já sabia que obviamente havia mudanças em relação ao que estava escrito nos livros. Dentre essas várias mudanças estão os 13 anões e o fato de que Bilbo, o herói da história, não derrota o vilão o Dragão Smaug ( No livro o dragão é morto por um personagem coadjuvantes chamado Bard, que nos filmes será interpretado pelo ator Luke Evans).

No livro o Smaug morre de uma forma,mas a história não termina.“O que é tudo isso! Você não quer reiniciar a história. A morte do dragão tem que fazer parte de um todo maior” diz Boyens. “E a história muda e se transforma. Ela começa como um livro divertido para crianças. Então se você olha para os últimos capítulos dessa história, ela fica mais sombria e a se move em direção ao mundo de O Senhor dos Anéis. O qual sempre foi um desafio – que muda de tom.”

Boyens diz que nenhum dos roteiristas considerou reduzir o número de anões, tendo o Bilbo matado Smaug e mudado a parte da morte do dragão.“Existem certas coisas que são sacrossantas e aqueles anões são uma delas. E no fim foi relativamente fácil de resolver. Foi no contar da história. Eu meio que tive um momento eureka um dia e descobri que não é sobre ter muitos anões, mas por existir muito poucos. Uma vez que eu moldei a história e entendi que existem apenas 13 dos anões e que eles irão tentar recuperar a montanha de um dragão que você esta fora.”

Os filmes originariamente seriam dois filmes, mas após um tempo foi decidido que seria uma trilogia.A respeito da mudança de roteiro diz: “Ouso dizer que, foi ‘um processo orgânico’.” A respeito de novamente  trazer a vida novos personagens ela diz que é “surpreendemente emocional, mesmo que seja uma aventura mais cômica.”

Sobre a personagem Tauriel

 

Boyens sabe que no livro do hobbit, Tolkien não deu uma atenção maior a personagens femininas. Galadriel –  interpretada novamente por Cate Blanchett –  tem uma participação na história, mesmo não estando no livro, ela ao menos é uma personagem criada por Tolkien. Mas quanto a elfa guerreira Tauriel,  interpretada pela atriz Canadense Evangeline Lilly, é fruto da imaginação de Boyens, Jackson and Walsh. A respeito ela diz: “Esta é uma decisão, a qual você fica longe de ser um fã de Tolkien e você tem que ser um fã do filme.”

Foi uma decisão fácil, mas também porque fica um pouco demais – o peso dessa energia masculina é bastante implacável.  Foi uma boa decisão, já que os anões lembram-me um time de Rugby. Eles são muito firmes, anões duros .”

Poderíamos ter introduzido uma personagem feminina humana. Mas nós decidimos por uma elfa. Existe um pequeno fio de história em O Senhor dos Anéis que quisemos pegar e desenvolver e envolver em uma energia feminina, então decidimos usá-lo e a personagem Tauriel nasceu.

Para Boyens o seu trabalho não termina enquanto os filmes ainda não são lançados no cinema, a respeito ela diz: “Você nos conhece, nós nunca paramos.”

O primeiro filme da trilogia do Hobbit, estréia no Brasil em 14 de dezembro de 2012, tendo uma legião de fãs desesperados para ver novamente a terra média.

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Tradução para o Português: Susane Soares

Fonte: http://www.stuff.co.nz/entertainment/film/7958977/Philippa-Boyens-film-powerplayer

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  • Gu1lh3rm3Kun

    Como que é? Bilbo vai matar o Smaug?