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Star Wars é parecido com O Senhor dos Anéis?

Michael Martinez é um dos mais conhecidos Tolkienistas (escritor de Tolkien). Michael é autor de Visualizing Middle-earth, Parma Endorion: Essays on Middle-earth, 3rd Edition, and Understanding Middle-earth: Essays on J.R.R. Tolkien’s Middle-earth.Suas colunas são conhecidas por todo o mundo, pois já foram traduzidas para o português, espanhol, grego, italiano, húngaro, finlandês, hebraico, e outros idiomas.

Michael Martinez é um dos mais conhecidos Tolkienistas (escritor de Tolkien). Michael é autor de Visualizing Middle-earth, Parma Endorion: Essays on Middle-earth, 3rd Edition, and Understanding Middle-earth: Essays on J.R.R. Tolkien’s Middle-earth.Suas colunas são conhecidas por todo o mundo, pois já foram traduzidas para o português, espanhol, grego, italiano, húngaro, finlandês, hebraico, e outros idiomas.

 

Tradução: Sérgio Ramos.

Pergunta: Star Wars é parecido com O Senhor dos Anéis?

Resposta: É virtualmente impossível discutir Star Wars sem adentrar no reino de “fontes para a visão de George Lucas”. Mas agora que George Lucas não é mais a luz que guia o cânon de Star Wars, resta uma incógnita sobre o quanto as futuras histórias de Star Wars se parecerão com o clássico de ficção científica do século XX e literatura de fantasia. Nós provavelmente teremos que diferenciar entre Star Wars Clássico e Star Wars Disney, ou algo assim. Nós já ouvimos pontos e pedaços sobre “o novo cânon de Star Wars” e antigos fãs de Star Wars podem não gostar que seu amado Universo Expandido esteja para desvanecer nas dobras do reboot da franquia. Provavelmente, não foi um erro ter trazido J. J. Abrams para dirigir o primeiro filme pós-Lucas de Star Wars, “O Despertar da Força”.

Mas nós começamos com uma pergunta simples: “Star Wars é parecido com O Senhor dos Anéis?” Você encontrará mil respostas diferentes na internet e eu debati longa e duramente antes de decidir entrar nessa questão. Mas vamos ver se posso encontrar algo mais ou menos novo a dizer.

 Frodo Luke

Ambas as histórias são sobre uma família. George Lucas tem sido citado na mídia como tendo falado que o Star Wars Clássico era como uma novela. É sobre as aventuras e turbulências da família Skywalker. Ele não acha que a Disney permanecerá fiel a essa visão. Eles podem fazer com que Star Wars se pareça mais com uma história em quadrinhos como o universo dos super-heróis Marvel. Isso é o que a Disney faz de melhor.

Mas como O Senhor dos Anéis pode ser um drama familiar? Você está pensando sobre Bilbo partindo do Condado e deixando o Um Anel para Frodo, mas eu tenho uma família diferente em mente. A família de George Lucas concerne mais a uma família misturada de Noldor com Sindar. Realmente, eram duas famílias: os descendentes de Finwë e Elwë. Mais especificamente, ela concernia mais aos descendentes de Lúthien Tinúviel, a filha de Elwë. Lúthien, como Anakin Skywalker, tinha apenas um genitor “normal”. Mas, enquanto Anakin é um filho da Força (e é frequentemente comparado à concepção espontânea de Jesus), Lúthien é meramente a filha de um elfo (Elwë) e um anjo (Melian).

Tanto Lúthien quando Anakin possuem poder incrível comparado a outras pessoas como eles. Mas esta comparação é, eu acho, mais coincidente do que intencional. Afinal de contas, George Lucas escreveu o roteiro para “Star Wars” antes de 1977 e este foi o ano em que O Silmarillion foi publicado pela primeira vez. De fato, “Star Wars” foi lançado nos cinemas em maio de 1977 e O Silmarillion foi publicado em outubro de 1977.

É claro que as pessoas rapidamente percebem que não sabemos realmente muito de Anakin Skywalker até o lançamento de “Star Wars”. Havia alguma informação na novelização que acompanhou o filme, mas certos detalhes foram mantidos longe do público por anos. Ademais, Lúthien nunca se converteu ao Lado Negro de nada. Ela sempre permaneceu boa, e nunca trouxe qualquer tipo de equilíbrio à Terra-média.

Então, quando dizemos que O Senhor dos Anéis é um drama familiar (ou saga), temos que ver realmente o contexto do drama maior com o qual J. R. R. Tolkien estava preocupado: as dificuldades dos Noldor com sua curiosidade inata e arrogância. Isso foi algo que não veio com Lúthien; ela era mais como Shmi Skywalker no temperamento.

Tanto “Star Wars” quanto O Senhor dos Anéis são Capítulos. Este é um ponto importante em qualquer comparação entre as duas sagas. Assim como O Silmarillion veio depois de O Senhor dos Anéis, portanto, explicando toda a história de fundo que apenas era mencionada, também a Trilogia Prequel de Lucas só veio após a Trilogia Original. E, apesar do que os autoproclamados guardiões do fanatismo por Star Wars querem fazer as pessoas crerem, “A Ameaça Fantasma” permanece como o mais popular de todos os seis filmes de Star Wars de George Lucas. Agora que Lucas saiu do palco do Star Wars, não há esperança de outro filme de Lucas derrubar “A Ameaça Fantasma” do posto de melhor dos seis filmes.

O Silmarillion, por outro lado, não se compara tão favoravelmente com O Senhor dos Anéis como a Trilogia Prequel faz com a Trilogia Original. O Silmarillion é difícil de entender e é escrito em estilo bem diferente daquele de O Senhor dos Anéis. Muito menos cópias de O Silmarillion foram vendidas do que de O Senhor dos Anéis. Embora Tolkien mesmo pensasse que O Silmarillion era sua obra-prima, esta honra é dada pelos críticos para O Senhor dos Anéis.

Ainda assim, tanto a Trilogia Prequel quando O Silmarillion ultrapassam seus predecessores de diversas maneiras. Com a Trilogia Prequel, George Lucas finalmente conseguia contar a história de Anakin Skywalker do jeito que ele queria. Nós não necessariamente aprovamos suas escolhas, mas essa era a história dele para contar e é bom que ele tenha contado. Do mesmo modo, O Silmarillion era a história que J. R. R. Tolkien queria contar. O Senhor dos Anéis era uma distração para ele, escrito para as massas, simplesmente porque seu editor o avisou em 1937 que seus leitores queriam saber mais sobre Hobbits.

Bem, aprendemos sobre Hobbits brevemente, mas esta digressão atrasou (enquanto era possível fazer) a publicação de O Silmarillion por várias décadas.

Darth Vader LoTR

Tanto “Star Wars” quanto O Senhor dos Anéis tinham que ser contados primeiro. Não é mera coincidência que ambos os contos terminam suas sagas, embora Lucas não estivesse necessariamente seguindo o mesmo caminho que Tolkien. É verdade que, quando George Lucas mostrou a seu agente a história original que se tornou Star Wars, ele foi alertado para baixar o tom, porque era “confuso demais”. Quando J. R. R. Tolkien apresentou um esboço preliminar de O Silmarillion a seu editor (George Allen & Unwin), que alegremente o procurou para que eles pudessem publicar O Hobbit (o qual, originariamente, foi feito apenas para o lazer da família e amigos), ele disse que era “celta demais”.

Tolkien foi tocado pela aplicação do rótulo “celta” a seu trabalho, pois ele considerava que havia sido escrito numa tradição experimental anglo-saxã. Mas ninguém realmente entendeu o que O Silmarillion deveria ser. Era algo como a “Rainha Fada” de Spencer (e não – como muitos equivocadamente falam hoje – “uma mitologia para a Inglaterra”), uma fantasia feita para almas nobres que queriam pensar sobre sua literatura. O Silmarillion pode ter sido uma experiência catártica para Tolkien, que, tendo testemunhado os horrores da Primeira Guerra Mundial de perto (e tendo perdido muitos amigos para a guerra), castigou seus Noldor rebeldes com matança e devastação espalhada.

A submersão de Beleriand é bem parecida com a destruição do norte da França, a qual se tornou um enlameado agitado, terra de ninguém sem vida. Em “Star Wars”, vemos algo similar com a destruição de Alderaan. A Estrela da Morte é onde culmina a busca do Imperador pelo controle total da galáxia. Sua grande arma ameaça tornar a galáxia um oceano sem vida de estrelas.

Mas Lucas não era veterano de guerra. Ele começou sua carreira de cineasta na era dos protestos da Guerra do Vietnã, para ser preciso, mas ele não estava tentando cooperar com os horrores de ver quase toda uma geração aniquilada nos campos de batalha. Lucas tinha seus próprios demônios, mas eles eram, de algum modo, menores.

E ainda, J. R. R. Tolkien tinha que publicar O Senhor dos Anéis porque seus leitores queriam saber mais sobre Hobbits; Lucas tinha que contar uma parte pequena de sua história porque seu público não entenderia coisa alguma, a menos que eles vissem um cara bom derrotar um vilão. Enquanto que Tolkien tinha que amarrar o final da história, Lucas tinha que reassegurar a todos que havia uma boa solução.

Caras maus vencem em ambos os Prequels. Sim, os caras maus vencem em O Silmarillion. Não estou falando sobre Morgoth, apesar de que Sauron escorrega de uma forma Darth Vaderista. Estou falando dos Noldor. Eles são os caras maus de O Silmarillion. Se não fosse pela arrogância deles e presunção, nenhuma das histórias dramáticas de Tolkien teriam acontecido. Então, Morgoth (quase um inocente), é liquidado e os orcs são varridos como campos de trigo antes do incêndio, e a maioria dos Noldor é morta. Mas alguns deles sobrevivem e prosperam e tentam obter controle sobre a Terra-média.

Do mesmo modo, os Sith buscam controle da galáxia ao final da Trilogia Prequel. Nós sabíamos o que aconteceria, porque “Star Wars” (também conhecido como “Uma Nova Esperança”) abriu com uma aguerrida rebelião contra o maléfico Império. E, assim como os Sith fazem sua Estrela da Morte, os Noldor fazem os Anéis de Poder.

Agora, isso é o mais interessante para mim, porque o Um Anel é, algumas vezes, comparado com a Estrela da Morte por alguns fãs que querem falar sobre similaridades entre as duas histórias. E há similaridades de propósito. Mas, enquanto a Estrela da Morte é usada para controlar a galáxia através de medo, o Um Anel é usado para controlar os outros através do controle da mente direto. O Um Anel é mais como um jogo mental dos Jedi aumentado em escala galática. Imagine o que Darth Sidious poderia conseguir se ele prendesse a Sociedade do Anel em algum bizarro conto crossover (ok, eu tenho certeza que alguém escreveu essa história em algum lugar).

De qualquer forma, você não pode ter a luta definitiva em O Senhor dos Anéis sem alguns caras maus (Altos-Elfos do Oeste) fazendo algo maligno (criando os Anéis de Poder) antes da história. A situação tem que ser tal que grande mal já exista na Terra-média. Por que? Porque Tolkien não teve a luxúria de mostrar como o mal ganharia o controle da Terra-média em sua sequência para O Hobbit.

Levaria gerações antes que o público leitor tivesse a paciência para tolerar uma saga de “ascenção, queda e redenção” com 12-20 livros. De fato, quando eu fui à World Fantasy Con em 1992, perguntei a um painel de autores mundialmente famosos de fantasia, que estavam lamentando a produção interminável de trilogias no estilo de OSdA, se seria concebível que alguém pudesse planejar uma saga de 20 livros (eu já tinha um esboço escrito para uma em casa). Todo o público, algumas centenas de pessoas, gritou tão alto que os debatedores não sentiram necessidade de responder a minha pergunta, embora Roger Zelazny tenha apontado corajosamente que aquilo meio que já estava acontecendo, até porque as editoras ficavam pedindo por mais sequências. Zenazny faleceu antes que ele pudesse terminar uma segunda série de romances sobre seu mundo de fantasia Amber, mas outros autores que foram escrever ciclos enormes são Christopher Stasheff e Roberto Jordan.

Hoje, você quase não pode vender uma grande série de fantasia se não tiver 20 livros em mente. Os leitores esperam aprender mais sobre seu mundo de fantasia do que um simples livro pode revelar. Estas mega histórias não começaram com Tolkien (Mark Twain, por exemplo, escreveu quatro romances de Tom Sawyer se você incluir Hucklebery Finn). Mas mega histórias são agora o que todo mundo quer, desde arcos de cinco anos de programas de televisão a sequências de histórias em quadrinhos de múltiplas décadas (sem permitirem incontáveis reboots).

Quando Tolkien estava escrevendo ficção e Lucas estava criando o universo Star Wars, toda aquela coisa de mega história estava no futuro. Eles tinha que mostrar a seus públicos que havia de fato “um fim” à história (mesmo que não fosse “O fim”). E em ambos os finais, os caras bons tinham que ganhar, alguns tinham que morrer, e todos tinham que se regozijar que um grande mal tivesse passado.

Apenas após revelarem que suas histórias haviam acabado que Tolkien e Lucas ficaram livres para voltar e contar como suas histórias iniciaram.

Há alguns velhos sábios tanto em Star Wars quando na Terra-média. Você não pode escapar das infinitas comparações entre Obi-Wan Kenobi e Gandalf, mas vou comparar Yoda com Barbárvore e Tom Bombadil. Você não pode falar “Star Wars” sem Yoda e você não pode falar O Senhor dos Anéis sem Bombadil e Barbárvore. Todos os três personagens servem a um propósito importante em ambas as sagas: eles dão testemunho de um passado ainda mais antigo do que o “começo” oficial das sagas. Tecnicamente, O Silmarillion começa com Iluvatar nos Salões Eternos, mas o “Quenta Silmarillion” rapidamente vai para a parte onde estão os Elfos na Terra-média e daqueles Elfos vêm os Finwëanos e Elwëanos. Treebeard

A saga da Terra-média de Tolkien é justamente a história dos descendentes de Finwë e Elwë. A saga de Star Wars de Lucas é justamente a história da família Skywalker. Mas, em ambas as sagas, há seres mais velhos e sábios que se apresentam para preencher alguns espaços no conhecimento. E quando nossos heróis de final de história precisam de ajuda especial, os velhos sábios vêm oferecer pedaços finais de sábio conselho antes de divagarem ao passado para serem esquecidos.

Bombadil e Barbárvore podem continuar vivendo na Terra-média, mas nunca se ouve mais falar deles. Yoda desvanece na Força (embora ele se torne um “fantasma da Força”). Parte da mística da saga de fantasia longa é a transmissão de conhecimento de um ser mais antigo a um jovem discípulo. Belgarath ensina o jovem Garion em The Belgariad, Zeddicus ensina Richard Rahl em The Sword of Truth, e por aí vai. A metáfora é repetida em histórias sem fim. Se o mais velho não está fisicamente presente para lecionar o teimoso futuro salvador, então há, quase que inevitavelmente, um arquivo antigo onde reside a sabedoria necessária.

O velho sábio nem sempre é um mentor. Ele aparece de muitas formas. Ele é uma peça de mil utilidades. Ele pode ser um Theoden redimido liderando Aragorn para as Sendas dos Mortos, ou ele pode ser um Mace Windu tentando direcionar Anakin Skywalker para longe das garras de Darth Sidious. Há sempre velhos sábios nessas histórias. A única história interessante que eu lembro onde não há velhos sábios é uma história curta de Isaac Asimov (ou talvez Lester del Rey) na qual cinco robôs “acordam” sem memória de como eles surgiram. Mas, o próprio autor escreveu uma história prequel explicando de onde vieram os robôs e, sim, havia velhos sábios nela. Veja o desenho animado “Nine” para um conto similar que também tem um velho sábio.

Tanto Star Wars quanto O Senhor dos Anéis apresentam estereótipos racistas. Não estou falando sobre Jar Jar Binks e os Neimodianos, nem sobre aquelas supostas influências étnicas que foram com sucesso descartadas por fãs irados. Elas são curiosas, misturas inovadoras de muitas influências culturais e George Lucas deveria receber uma comenda por despertar tanto debate em seu público com aquelas caricaturas “de cartolina” (mas impossíveis de explicar).

Não, o racismo que eu falo em “Star Wars” é a clara tendência contra Droids e a tão sutil atitude do Império de “nós humanos governamos esta galáxia”. Você vê criaturas alienígenas servindo aos interesses do Império, mas suas motivações parecem ser de natureza econômica: eles são assassinos baratos e espiões. É a raça humana que governa a galáxia.

Em O Senhor dos Anéis, quase em todo capítulo goteja racismo. Tolkien odiava racismo e ele mostrou a todos nós os males dos estereótipos racistas em todo encontro entre dois grupos estrangeiros. Todos os leitores parecem tirar disso que “Elfos e Anões se odeiam” (o que não é verdade, mas as pessoas tem contado essa mentira há 60 anos ou mais, então você não vai conseguir evitar isso).

Eu acho que Lucas usa o racismo da mesma forma que o Tolkien: ele quer que seus mocinhos sejam falhos de uma forma social significativa. Nem todos os humanos são maus no universo Star Wars, mas eles têm um problema com Droids. Por que isso? Nós finalmente aprendemos por quê na Trilogia Prequel. Enquanto isso, na Trilogia Original, a tendência anti-Droid é uma característica interessante e inexplicável de uma cultura estrangeira. Nós honestamente não captamos a piada, e isso é parte do que faz a história parecer tão excepcional. O público não consegue preencher as lacunas.

Em O Senhor dos Anéis, há boas razões pelas quais os “Povos Livres” têm problemas em confiar uns nos outros, e não é por causa de inimizade mútua natural. É porque Sauron os dividiu ao longo dos séculos através de um plano longo e meticuloso. Mas você tem que ler os Apêndices de O Senhor dos Anéis para captar isso. Ou se você perder essa parte, então você tem que ler “Dos Anéis de Poder e da Terceira Era” em O Silmarillion. Mesmo hoje, muitos leitores não entendem por quê ninguém confia mais nos outros no final da Terceira Era da Terra-média de Tolkien.

Coisas pequenas têm grandes consequências tanto em Star Wars quanto em O Senhor dos Anéis. Eu falo dos planos para a Estrela da Morte e do Um Anel. Ninguém realmente entende o significado do que ele está carregando no início. Luke recebe dois Droids de seu tio e lhe é ordenado para limpá-los e colocá-los em serviço. Frodo é deixado com o Um Anel pelo seu primo/tio/pai adotivo Bilbo e lhe é ordenado que não o perca. Em qualquer dos casos, nenhum dos jovens aventureiros percebem que acabaram de receber as chaves do reino.

Os planos da Estrela da Morte eventualmente acabam nas mãos certas, de modo que eles possam ser analisados. Mas quando se fala em destruir a Estrela da Morte, apenas Luke Skywalker pode cumprir o dever com um tiro impossível disparado de uma X-Wing em alta velocidade que está sob ataque de Darth Vader.

O Um Anel eventualmente esmaga a vontade de Frodo e o força a “se dedurar”, desistir, e clama-lo para si. Felizmente para toda a Terra-média, Gollum estava por perto só esperando a chance de pegar o Anel, e é o que ele faz, caindo no fogo com ele.

Coisas pequenas têm grandes consequências em ambas as sagas, e nenhuma é por acidente. Assim como Frodo estava designado a manter o Anel, também Anakin estava designado a ajudar os outros com seu dom especial. Ambos nasceram para um propósito, um objetivo maior do que eles poderiam entender completamente.

Podemos argumentar durante o ano todo sobre o quanto Lucas foi diretamente influenciado por Tolkien, mas eu não creio que isso seja importante. Tolkien estava pegando emprestado tropas de fontes mais antigas e Lucas pegou as suas inspirações de muitas fontes também. Grandes histórias acabam parecendo similares mais cedo ou mais tarde.

Tivemos uma boa experiência tanto com Lucas quanto com Tolkien. Não posso dizer que eu tenha ficado totalmente feliz com tudo que Tolkien escreveu ou falhou em explicar; nem posso dizer que eu fiquei totalmente contente com tudo que Lucas colocou em seus filmes.

Mas eu amei ambas as histórias e sempre as amarei. Talvez, seja porque elas são tão parecidas de tantas formas. Talvez, seja apenas porque elas são histórias espetacularmente boas.

Artigo publicado originalmente em 17 de dezembro de 2015 AQUI. A tradução e publicação foram autorizadas pelo autor do artigo Michael Martinez. Tradução de Sérgio Ramos.

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