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Tolkien e a Literatura Católica

by Eduardo Stark
(tolkienbrasil@gmail.com)

Certamente as obras de Tolkien estão inseridas em diversas tradições literárias. Está entre os principais livros relacionados a fantasia, ficção e temática medieval. Ocorre que os livros também fazem parte de um  tipo de análise literária voltado especificamente a temas católicos.

O presente artigo apresentará análise sobre o que pode ser considerado Literatura Católica e se as obras de Tolkien, especialmente O Senhor dos Anéis, podem ser consideradas como parte desse ciclo de estudos.

O que é Literatura Católica?

Ao longo de mais de dois mil anos a Igreja Católica Apostólica Romana esteve intimamente relacionada com o processo de desenvolvimento da leitura e dos livros. Desde os primeiros momentos de escrita no Novo Testamento a leitura e a preservação de escritos se tornou elemento central na religião cristã. A tradição oral era a forma de transmitir os ensinamentos passados de geração em geração. Porém, os escritos preservavam essas mensagens para um futuro ainda mais distante.

A importância dada aos livros foi tida como sagrada no período medieval. Os monges e clérigos eram os homens letrados e se sentiam no dever de guardar os manuscritos e copia-los. Embora as primeiras bibliotecas tenham surgido no período da Antiguidade, muitas foram destruídas por diversos fatores. Foi na Idade Média que a preservação dos livros foi organizada institucionalmente pelos monges e com o passar do tempo surgiram as universidades.

A Igreja Católica demonstrou preocupação em elencar os livros que deveriam ser evitados e os livros que deveriam ser lidos. Foram elaboradas listas tanto para que se lessem livros considerados bons quanto para que não se lessem também. É dessa noção de organizar o que se deve ler que os livros do Novo Testamento foram organizados em listas e chancelados como canônicos, sendo ignorados os livros considerados apócrifos. Assim, desde a Idade Antiga as proibições de livros entre cristãos existiram e eram feitas de forma casual e local. Os livros considerados heréticos eram terminantemente proibidos e sua reprodução não era incentivada. Em 1515, com a Bula “Inter Sollicitudines” do Papa Leão X, ocorreu a primeira proibição de livros universalmente na Igreja. As listas de livros analisados eram agora realizadas por Bispos ou teólogos indicados e teria uma validade para todos os territórios. Diante do surgimento do protestantismo, a Igreja Católica organizou regras específicas para determinar quais os livros deveriam ser evitados por católicos por serem considerados heréticos. Foi no Concílio de Trento, em 1546, que se estabeleceram regras objetivas sobre a situação dos livros e foi instituída uma congregação para criar uma lista de livros proibidos aos católicos que ficou conhecida como “Index Librorum Prohibitorum.” A cada período a lista de livros proibidos era publicada e os católicos deveriam evitar ler, sob pena de excomunhão. O “Index” foi publicado pela última vez em 1948 em sua forma completa e foi extinto em 1966 pelo Papa Paulo VI.

Assim, a necessidade de se estabelecer um padrão conceitual de “literatura católica” se intensificou com o aumento da produção de livros, especialmente com o surgimento da imprensa de Gutenberg no século XVI. Certamente os livros que constassem no Index não seriam parte da Literatura Católica por rejeição das próprias autoridades religiosas.  

É difícil precisar quando a expressão “literatura católica” foi utilizada pela primeira vez em um sentido relacionado ao que será exposto a seguir. Em um primeiro conceito amplo, “literatura católica” poderia ser definida como o conjunto de livros que estão autorizados ou relacionados à Igreja Católica, incluindo livros teológicos, literários filosóficos e também científicos. Contudo, tal definição não poderia ser considerada solidificada, uma vez que surgem diversos questionamentos quanto ao seu uso. No livro “The Fine Delight: Postconciliar Catholic Literature” (2013), o escritor Nickolas Ripatrazone demonstra a complexidade e a difícil tarefa em se definir o que é a Literatura Católica:

Literatura católica e escritores católicos resistem à definição. Ser “católico” é estar incluso em aceitar todas as vozes, embora nem todos os escritos possam ser considerados religiosamente católicos. Será um escritor católico por sua posição dentro da Igreja: batizado, crismado, praticando? E se ele estiver inativo ou relapso? Ele é apenas católico se opera em fidelidade com as crenças doutrinárias da Igreja? Há certas crenças mais importantes que outras? Será que um escritor convicto pró-vida não seria considerado católico se rejeitasse a infalibilidade papal? E quanto aos escritores que se convertem ou vem pela fé? Ou um escritor que vive “culturalmente” como católico, mas não participa dos rituais da Igreja? O que é mais importante: biografia ou conteúdo literário? Se um ateu escreve um romance sobre um padre, aquele é um romance católico, ou é apenas católico se os personagens agem de acordo com os ensinamentos da Igreja, e não saem do seminário para o mundo secular?[1]

Na tentativa de apresentar um conceito de Literatura Católica, o inglês Beato John Henry Newman apresentou suas ideias em palestra aos estudantes na universidade Católica que ele fundou em Dublin, na segunda metade do século XIX.

Cardial Newman

Newman foi um conhecido Anglicano que se converteu ao catolicismo, chegando a se tornar Cardeal e influenciar diversos ingleses. O discurso foi posteriormente publicado com o título The Idea of the University (A ideia da Universidade), cujo principal trecho está a seguir:

Quando se fala de uma “Literatura Católica na língua inglesa” como um desiderato, nenhuma pessoa sensata dirá que é o mesmo que “obras católicas” ou mesmo “obras de católicos”. A frase não significa uma literatura religiosa. “Literatura Religiosa”, na verdade, significaria muito mais do que “a literatura de homens religiosos”. Além disso, isso quer dizer que o assunto da Literatura é religioso. Mas “Literatura Católica” não deve ser entendida como uma literatura que trata exclusiva ou primariamente de assuntos católicos, de doutrina, controvérsia, história, pessoas ou política católica, mas inclui todos os assuntos da literatura, tratados como um católico os trataria, e como ele só pode tratá-los. (Newman, The Idea of the University, Longmans, 1907)[2]

A definição do Cardial Henry Newman gira em torno não do conteúdo essencialmente católico (por exemplo, livros da vida dos santos, livros de orações e devocionais), para ele literatura católica tem relação com o modo se deve tratar a literatura, com uma visão católica sobre os assuntos dispostos na literatura. Esse conceito é de grande abrangência e com isso podem ser colocados como parte da literatura católica não apenas autores católicos que apresentam claramente sua visão religiosa nas obras, mas todo uma complexidade de escritores que revelam os conceitos defendidos pela Igreja. O fato de o autor ser católico em vida não é o foco da definição, pois os temas que tratou e que estão de acordo com os preceitos é que serão considerados para avaliação.

O escritor brasileiro Sílvio Castro define literatura católica de forma mais restrita. Ele vincula o autor diretamente a obra e ao conteúdo, porém demonstra que o fato de se declarar católico não implica em dizer também que as obras daquele escritor assim seriam:

Não é um simples fruto do acaso que autores importantes como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos e muitos outros, mesmo alguns deles proclamando-se católicos, não tenham produzido uma literatura católica, isto é, uma literatura capaz de refletir os ideais que orientam a prática religiosa do autor.” (Sílvio Castro. História da Literatura Brasileira, volume 2, p. 432, 1999)

Na tentativa de esboçar um conceito mais técnico e acadêmico, especialmente para a finalidade dos próprios livros sobre Literatura Católica, a estudiosa Mary R. Reichardt Ph.D em Inglês pela Universidade de Wisconsin-Madison e professora na Universidade St. Thomas desde 1988 apresenta suas ideias em dois livros: “Encyclopedia of Catholic Literature” (editora Greenwood, 2004) e “Exploring Catholic Literature: A Companion and Resource Guide” (editora A Sheed & Ward book, 2003). Nesses dois livros a professora analisa diversas obras que considera como parte da grande tradição literária católica. Sobre o conceito de “literatura católica” ela apresenta os seguintes argumentos:

Mas o que exatamente é “literatura católica”? Uma categoria ampla, nenhuma definição precisa existe. Escrito por pessoas de todas as origens e culturas ao longo de sua história de dois mil anos, a literatura católica não obedece a nenhum padrão único. Ela foi produzida em todos os gêneros possíveis: ficção, poesia, autobiografia, obras infantis, peças de teatro, ensaios e muito mais. Alguns escritos católicos são claramente sentimentais e piedosos. Alguns são didáticos, escritos com a intenção expressa de converter o leitor. Alguns usam o catolicismo de formas que distorcem ou depreciem intencionalmente a fé. A literatura católica foi escrita por católicos batizados, crentes, por católicos perdidos e por não-católicos. Para os propósitos deste livro, podemos propor a seguinte definição: A literatura católica é uma boa literatura que emprega a história, tradições, cultura, teologia e/ou espiritualidade do catolicismo de maneira substancial, informada e significativa. Por “boa” literatura quero dizer aquelas obras de arte que apresentam a situação humana de formas complexas e em vários níveis que podem ser ponderadas, analisadas e discutidas. Essa literatura nunca se presta ao pensamento em preto e branco, mas concentra-se em explorar as áreas cinzentas do paradoxo, da ambiguidade e do dilema moral. (REICHARDT, Mary R. Exploring Catholic Literature: A Companion and Resource Guide. Editora A Sheed & Ward book, 2003, introduction, p. 4)[3]

A professora Reichardt se apega às mesmas diretrizes do Beato Henry Newman para conceituar “Literatura Católica”. O foco está direcionado ao conteúdo e sua abordagem e não nas características biográficas ou históricas dos autores. Assim, “A literatura católica é definida menos por um conteúdo especificamente católico do que por uma perspectiva católica particular aplicada ao seu assunto“. (REICHARDT, Mary R. Encyclopedia of Catholic Literature, Introduction, p.xxvii)[4]. A literatura católica não é definida por um conteúdo especificamente católico, mas sim por uma visão ou uma análise Católica específica em relação a um tema proposto nas obras.

Assim, temos dois sentidos de Literatura Católica. O sentido amplo, que é tudo aquilo produzido em termo de livros que apresentam aspectos e conteúdo católico, incluindo todos os livros de teologia, filosofia, arte, ciência. Enquanto que o sentido estrito é o conjunto de livros que apresentam assuntos literários aplicados à perspectiva católica e que refletem seus valores.

É dentro do sentido amplo de Literatura Católica que estão os livros teológicos e filosóficos de Santo Agostinho, São Tomás de Aquino. Já no sentido estrito, que tem relação com a literatura propriamente, encontra-se livros como Dom Quixote, Divina Comédia e outros.

Enquanto que os livros do primeiro conceito são argumentos e teses sobre a verdade católica, seus dogmas e ensinamentos, o segundo não tem necessariamente esse objetivo. Os temas literários têm diversos elementos interpretativos que não estão compromissados necessariamente com a apresentação de algo considerado conceitual, padronizado ou mesmo a pretensão de se ensinar algo com suas histórias.

Mas em meio a uma infinidade de livros publicados quais livros deveriam ser considerados inseridos dentro do conceito estrito? São livros escolhidos pela Igreja Católica em listas a semelhança do antigo Index, porém agora com caráter permissivo e não proibitivo? Ou seriam textos aprovados por padres e bispos?

A resposta para esses questionamentos gira em torno da noção de tradição literária. Nos últimos dois mil anos vários foram os livros que mantiveram a atenção de gerações. Esses livros carregam valores que formaram a base intelectual da civilização ocidental. A Igreja Católica se limita a recomendar alguns livros em seus jornais e através de seus representantes, não mais em caráter oficial e com aprovação papal. De tal forma que o estudo da Literatura Católica se desenvolve atualmente com mais intensidade não apenas no campo acadêmico propriamente, mas se aprimora entre aqueles que sustentam a fé católica.

Dessa forma os livros inseridos dentro do conceito de Literatura Católica apresentam valores da milenar tradição católica, não sendo considerados relevantes os aspectos pessoais do escritor, mas o contexto e valores inseridos na obra. Assim, não são objetivamente apenas os livros clássicos que devam ser estudados, mas também livros que apresentam a temática discutível de forma católica. Cabe ao interprete extrair o que for essencialmente importante ao seu objeto de análise e com isso realizar comparativos ou elaborações relacionadas aos ensinamentos da Igreja Católica.

O Senhor dos Anéis é um livro católico?

O fato de Tolkien ter sido um católico devoto e tradicional não implica em dizer que todas as suas obras sejam automaticamente inseridas dentro da chamada Literatura Católica. Isso por que os escritores podem escrever livros sem nenhum vínculo ou aspectos que possam ser analisados dentro da ótica católica.

Para estabelecer se O Senhor dos Anéis é literatura católica deve-se analisar dois pontos chaves. Primeiro se o autor teve a intenção ou se o livro contém algum tipo de conteúdo religioso e segundo se os estudiosos da Literatura Católica consideram a obra como parte dessa tradição literária.

Em uma leitura de O Senhor dos Anéis muitas pessoas não conseguem verificar aspectos religiosos diretamente. Praticamente não se menciona sobre algum tipo de religião ou um Deus criador. Acontece que isso foi feito de forma intencional pelo autor. Em carta para o Padre Robert Murray, amigo da família do autor, em 2 de dezembro de 1953, Tolkien respondeu às análises que o padre fez e disse o seguinte:

O Senhor dos Anéis obviamente é uma obra fundamentalmente religiosa e católica; inconscientemente no início, mas conscientemente na revisão. É por isso que não introduzi, ou suprimi, praticamente todas as referências a qualquer coisa como “religião”, a cultos ou práticas, no mundo imaginário. Pois o elemento religioso é absorvido na história e no simbolismo.” (TOLKIEN. As Cartas de J.R.R. Tolkien, 2006)

Então, foi declarado expressamente pelo próprio autor que sua obra tem elementos católicos, ainda que estivessem implícitos. Existe aqui duas características importantes. O autor era um católico e ele afirmou que sua obra era fundamentalmente católica. Isso quer dizer que a visão de mundo católica foi utilizada como parte do processo de escrita do livro. Não foi por acaso que em entrevista para Clyde Kilby, o escritor do Hobbit respondeu que “Eu sou um Cristão e certamente o que eu escrevo será a partir dessa perspectiva”. (Mythic 141).

Mesmo tendo feito essas declarações evidentes, é importante ressaltar que Tolkien enxergava seus livros como um entretenimento pessoal que acabou publicando. Ele não gostava de alegorias ou mensagens ocultas que fossem colocadas pelo próprio escritor em seu livro.

Ela não é “sobre” coisa alguma além de si mesma. Certamente ela não possui intenções alegóricas, gerais, particulares ou tópicas, morais, religiosas ou políticas. A única crítica que me aborreceu foi a de que ela “não contém religião” (e “nem Mulheres”, mas isso não importa e não é verdade, de qualquer maneira). É um mundo monoteísta de “teologia natural”. O estranho fato de que não há igrejas, templos ou rituais e cerimônias religiosas, simplesmente é parte do clima histórico descrito. (Carta 165, Para Houghton Mifflin Co. Junho 1955)

Dessa forma, o autor colocou a sua religião como uma fonte de inspiração para criar personagens, lugares, cultura, estética e arte. Por todas as obras do Tolkien há uma atmosfera católica no estilo de escrita e elementos literários. Porém, o fato de ser a sua fonte principal não resulta em dizer que ele tenha colocado mensagens ocultas com a finalidade de “catequizar” o leitor e o convencer sobre a religião cristã.

O autor não escreveu pensando em criar uma “armadilha” para que seus leitores se convertessem.A pretensão foi em princípio que o leitor se entretece com uma boa leitura, como Tolkien afirma no prefácio de O Senhor dos Anéis: “O motivo principal foi o desejo de um contador de histórias de tentar fazer uma história realmente longa, que prendesse a atenção dos leitores, que os divertisse, que os deliciasse e às vezes, quem sabe, os excitasse ou emocionasse profundamente”. (Prefácio, 2ª edição do Senhor dos Anéis).

Nesse sentido, as obras são literárias, devem ser fontes intelectuais que visam proporcionar emoção, sentimento. Um estilo de arte pura e que está desconectada com um autor que impõe suas ideias ao leitor. Contudo, certamente as interpretações com a visão cristã são realizadas e é nesse ponto que o autor coloca a aplicabilidade como algo possível.

A aplicabilidade é se valer da simbologia e dos arquétipos que a obra contém para fazer comparativos com a realidade histórica, cultural, política, religiosa do próprio leitor. Não se trata de busca de mensagens deixadas pelo autor, mas de interpretação feita por quem está assimilando as ideias do livro. É no campo da aplicabilidade os estudos das obras do Tolkien estão inseridos dentro das análises literárias católicas.

Posto isso, o próprio autor dizia que sua obra teve sua religião como fonte e que escreveu a partir desse ponto de vista. Mas que as interpretações religiosas de sua obra são feitas pelo leitor e não por imposição alegórica do autor.

Resta saber se os estudiosos da literatura católica consideram O Senhor dos Anéis como uma obra possível de ser estudada dentro desses moldes. A seguir isso será evidenciado com os principais especialistas no tema.

As obras do Tolkien em listas de Literatura Católica

Durante o século XX várias listas de livros foram elaboradas onde constavam os mais recomendados da literatura católica. E as obras do Tolkien constantemente estiveram nelas. Isso devido a sua grande popularidade e repercussão entre os jovens leitores.

O nome Tolkien figura na lista de um dos mais antigos livros ingleses que trata sobre a Literatura Católica, “The Guide to Catholic Literature 1888-1940”, Onde no Volume 2, página 1141 pode ser visto uma breve biografia do Tolkien indicando ser um professor e logo em seguida seus livros publicados até 1940. Nessa lista está incluso o livro O Hobbit, mas O Senhor dos Anéis ainda não havia sido publicado e por isso só veio a consta em edições posteriores.

Nos dois grandes volumes da “Encyclopedia of Catholic Literature” editada por Mary R. Reichard (editora Greenwood, 2004) é apresentada uma grande lista de livros que compõem a tradição literária católica. Entre os vários nomes está Tolkien, que ganhou uma análise especial entre os mais de setenta autores examinados. Há um capítulo inteiro para demonstrar os elementos católicos em O Senhor dos Anéis e a vida de Tolkien.

No livro “Catholic Literature: An Introduction” de Margaret Summit, Ph.D,  (editora Tumblar House, 2005) ela chega a afirmar que “Creio que O Senhor dos Anéis pode ser aplicável ao drama da salvação, assim como pode ser em relação aos eventos históricos do século XX[5] Nesse mesmo livro, é feito uma analise em cada capítulo de um autor e sua obra, tais como T.S. Eliot, Chaucer, Richard Crashaw, Francis Thompson, Evelyn Waugh e Tolkien e seu livro “Leaf by Niggle” (Folha de Migalha)

A “Loyola University Chicago” através do “Center for Catholic Intellectual Heritage” elaborou uma lista de livros considerados clássicos para os católicos (veja AQUI). Foram elencados vários escritores e suas obras em cada uma das categorias desde a antiguidade até o presente momento: 1. Teologia e Espiritualidade; 2.Filosofia; 3. Literatura; 4. Pensamento Social Católico. Alguns nomes são citados mais de uma vez nessa lista, uma vez que contribuíram com obras de campos diversos. Como exemplo Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e Beato John Henry Newman que se enquadram nas categorias tanto de Teologia quanto de Filosofia. No campo da Literatura pode-se ler nomes como G.K. Chesterton, Fulton Sheen, Graham Greene, Hiliare Belloc e o professor de Oxford J.R.R. Tolkien, com menção a obra O Senhor dos Anéis.

LISTA DE CLÁSSICOS DA LITERATURA CATÓLICA
Segundo a Loyola University Chicago

Literatura: Medieval

Alighieri, Dante – The Divine Comedy

Literatura: 1500–1900

Cervantes, Miguel de – Don Quixote
Bossuet, Jacques-Benigne – Funeral Orations
Donne, John – The Major Works
Hopkins, Gerard Manley – Selected Poetry
Montaigne, Michel de – Meditations
Thompson, Francis – Poems
Vico, Giambattista – New Science

Literatura: Século 20

Belloc, Hiliare – Selected Essays
Boll, Heinrich – The Stories of Heinrich Boll
Bernanos, Georges – Diary of a Country Priest
Bloy, Leon – Le Désespéré, La Femme pauvre
Cairns, Scott – Recovered Body
Chesterton, G. K. – Orthodoxy, The Man Who Was Thursday
Claudel, Paul – The Satin Slipper
Dillard, Annie – Pilgrim at Tinker Creek, Holy the Firm
Dubus, Andre – Selected Stories, Meditations from a Movable Chair
Endo, Shusaku – Silence, Deep River, Jesus: A Life
Everson, William – Collected Poems
Gordon, Mary – The Company of Women
Greene, Graham – Monsignor Quixote, The End of the Affair, The Power and the Glory
Hampl, Patricia – Virgin Time
Hansen, Ron – Mariette in Ecstasy
Heaney, Seamus – Opened Ground: Selected Poems: 1966-1996
Helprin, Mark – A Soldier of the Great War
Hijuelos, Oscar – Mr. Ives’ Christmas
Horgan, Paul – Great River
Jarman, Mark – Unholy Sonnets
Jones, David – Anathemata
Levertov, Denise – The Stream and the Sapphire
Levine, Philip – The Mercy
L’Heureux, John – The Shrine at Altamira
Lowell, Robert – Lord Weary’s Castle
Mariani, Paul – Salvage Operations
McDermott, Alice – Charming Billy
Merton, Thomas – The Seven Storey Mountain, New Seeds of Contemplation
Milosz, Czeslaw – Selected Poems
Moore, Brian – Black Robe
Morrison, Toni – Paradise
Muggeridge, Malcolm – Chronicles of Wasted Time
O’Connor, Flannery – Collected Works
Peguy, Charles – The Portal of the Mystery of Hope
Percy, Walker – The Last Gentleman, The Moviegoer, The Second Coming
Powers, J. F. – The Presence of Grace
Rodriguez, Richard – Hunger of Memory
Sayers, Dorothy – The Mind of the Maker
Schneider, Reinhold – Las Casas before Charles V
Sheen, Fulton – Life is Worth Living
Silone, Ignazio – Bread and Wine
Spark, Muriel – Memento Mori
Tate, Allen – Collected Poems
Tolkien, J.R.R. – The Lord of the Rings
Undset, Sigrid – Kristin Lavreansdatter
Waugh, Evelyn – Brideshead Revisited
Wilbur, Richard – New and Collected Poems
Wolff, Tobias – In the Garden of the North American Martyrs

O Congresso de Literatura Católica

Recentemente está sendo realizado um congresso online com o objetivo de analisar as obras dos principais escritores da literatura católica. Vários especialistas em cada escritor apresentarão palestras ao vivo e que serão disponibilizados na plataforma online.

Entre os autores e obras que serão examinados pelo congresso estão G.K. Chesterton, C.S. Lewis (que era anglicano, porém será analisado com a perspectiva católica), Dante Alighieri, Miguel de Cervantes e evidentemente J.R.R. Tolkien.

O congresso ocorrerá entre os dias 29, 30 e 31 de agosto de 2018 e mais informações podem ser obtidas no site literaturacatolica.com.br.

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