Saiba mais sobre O Hobbit, Senhor dos Anéis…

Análise do filme O Hobbit, uma jornada inesperada

Autor:  Eduardo “Stark”, estudioso das obras de Tolkien há mais de 15 anos, fã dos filmes desde o lançamento do primeiro trailer, apaixonado por desenhar, escrever (e publicar) livros e trabalhar como Advogado.

Finalmente aqui está a minha breve análise do filme O HOBBIT, UMA JORNADA INESPERADA. A demora se justifica em vários sentidos. Primeiro porque não queria deixar que as impressões do momento de ter visto recentemente um filme novo no cinema sobre a terra média me contagiasse a ponto de escrever um texto apresentando apenas comentários do momento e esquecer os defeitos que o filme tem (sim, ele tem vários).

Pude assistir o filme em vários formatos, tipos de som e imagens etc. (dublado, legendado, sem legendado e outros). Foram um total de mais de dez vezes assistindo e prestando atenção em cada detalhe do filme (creio que tive essa mesma disposição na época do primeiro filme do Senhor dos Anéis).

Nessa análise deixo de lado questões técnicas do cinema. Não comento aqui as versões em formatos novos, 48 frames, 3d etc. Porque entendo que isso não deve ser levado em consideração para análise do filme, pois são OPÇÕES e não são necessariamente vinculadas aos filmes. Ou seja, você pode assistir o filme em 3D ou assistir em 2D, ou dublado ou legendado, ou em 24 frames ou em 48 frames, etc. O fato de ter mais opções do que os filmes tradicionais é apenas acréscimo ao filme, no sentido de dar ao público novas possibilidades de imagens, som etc. Muitas críticas falaram sobre o quanto ficou cansativo, ou que passaram mal durante o filme com 48 frames. Ora, se não gostou vá para a seção em 24 frames. È sua opção! E isso torna o filme mais fantástico, por ser inovador nesse aspecto.

Assim, a análise aqui empreendida tem o objetivo de tratar mais dos aspectos de roteiro e da história do que tratar propriamente de questões técnicas de imagem, som e música do filme (deixo isso pra quem é especialista no assunto).Visa também apresentar e dar mais ênfase ao que se considera “erro” ou partes que ficaram mal explicadas no filme.

golludam

O retorno a terra média

Ver nos cinemas novamente um filme que mostra cenas da terra média com uma alta qualidade de produção é realmente algo para se emocionar. Em especial ver novamente personagens queridos como Gandalf, Bilbo, Frodo, Elrond e tantos outros.

A espera por esse filme vem desde o lançamento do último filme há cerca de dez anos atrás. Era uma época em que as informações circulavam com menor rapidez como atualmente. Uma época em que o mundo digital ainda não havia se fortalecido e tínhamos que assistir os filmes em fitas VHS.

Mas a emoção estava presente. Da mesma forma que para muitos ela retornou agora com o filme O Hobbit, uma jornada inesperada. Ou que apenas está começando e este é um filme que traz muitos fãs que não tinham se quer nascido na época do Senhor dos Anéis.
O interessante é que com esses novos filmes o mercado relacionado a Tolkien volta a se expandir com mais intensidade e para nós fãs é algo muito bom, pois teremos uma diversidade maior de opções, tanto em novos lançamentos de livros, como artigos em geral.

Assim, o filme cumpre o seu papel de reaquecer a vontade dos fãs antigos e de iniciar os novos, formando novamente milhares (ou milhões) de fãs por todo o mundo.

gandalf

1- Livro x Filme: O Hobbit de J.R.R.Tolkien e o Hobbit de Peter Jackson

Ao assistir o filme percebe-se claramente que não se pode mais usar como parâmetro o livro de Tolkien em uma possível comparação com o filme. A história foi tão alterada em relação ao livro que o filme se transforma em algo diferente do que Tolkien escreveu.
Evidentemente que os personagens são os mesmos e os fatos são os mesmos. Como por exemplo Bilbo é um protagonista da história e os anões vão aventurar junto com ele, os cenários e acontecimentos das aventuras são basicamente os mesmos (três trolls, valfenda, orcs, Gollum,lobos, águias). Mas o objetivo da aventura foi alterado e foram acrescentadas diversas cenas que no livro não foram comportadas (Azog vivo, Radagast, perseguição de wargs, Bilbo salvando Thorin).

Nos filmes do Senhor dos anéis os acréscimos tiveram sua pertinência (ressalvado os elfos toscamente lutando e morrendo no abismo de helm ou Frodo encontrando o nazgul em Osgiliath) dentro da história e até mesmo para adaptação do modelo do livro para o filme. Como exemplo, não se podia colocar o capítulo expurgo do condado no final do filme, pois na linguagem do cinema não seria interessante um fim da jornada de Frodo com problemas no condado.

Mas o “pecado” de Peter Jackson nesse primeiro filme do hobbit foram os acréscimos. Alguns foram pertinentes dentro da história propriamente em acordo com os apêndices do livro e com suas justificativas cinematográficas. Mas outras modificações não tiveram pertinência ou pelo menos não tem lógica no momento (talvez a versão estendida esclareça melhor os pontos falhos ou nos próximos dois filmes).

2-O objetivo da aventura foi mudado em relação ao livro

O livro não pode mais ser tomado como parâmetro para projeções da história, pois os objetivos da aventura foram mudados. Os objetivos da aventura dos anões até Erebor no livro se resumem a pretensão de Thorin e os outros roubarem o tesouro de Smaug. A ideia que se tem é que os anões não conseguiriam sozinhos derrotar Smaug, o invencível. Por isso, eles decidiram pelo menos roubar o tesouro. E para um roubo nada melhor que um ladrão (que pra surpresa de Bilbo, ele encontra o maior tesouro da história impossível de se carregar por um simples hobbit).

Já no filme a ideia é outra. Os anões pretendem invadir Erebor, pois houve-se rumores que a profecia está quase se completando,e Smaug havia sumido por quase 60 anos, acreditavam que ele já estivesse morto e que poderiam portanto “Tomar de volta nosso lar”. E ainda com a infame frase “ELE VAI SENTIR O GOSTO DO FERRO DOS ANÕES BEM NO MEIO DO TRASEIRO” A ideia é que eles iriam combater o Smaug se fosse preciso em uma luta. Daí vem aquele questionamento de que eles eram anões guerreiros e iriam atacar Smaug custe o que custar. Tanto que até questionam quantos dragões Gandalf havia matado….

anão

Se o objetivo é diferente, naturalmente os elementos da história serão necessariamente mudados. Percebe-se no filme que realmente houve mudanças em relação ao livro SIGNIFICATIVAS, diferente do Senhor dos anéis, que foram um pouco mais ‘sutis’.
Assim, como até mesmo o objetivo da história foi mudado, as personalidades dos heróis e até mesmo a noção de tempo das histórias. Podemos dizer que não se pode mais fazer comparações do livro em relação ao filme no sentido de se buscar prever o que ocorrerá nos próximos filmes. Ou seja, não podemos mais prever o que vai acontecer no filme com base na história do livro.

Muitos criticam essa atitude dos roteiristas dos filmes, de “abandonar” mais os livros e fazer uma história diferente. Questiona-se, portanto, a intenção de se fazer uma adaptação mais próxima do livro possível. Ou seja, quanto mais distante dos livros pior seria como adaptação ou como transposição das histórias escritas por Tolkien nas telas do cinema.

Mas entendo que muitas alterações foram necessárias para que o filme tomasse o aspecto cinematográficos. Mas isso não o isenta de “erros”. Veremos a seguir alguns deles.

3-“Erros” da história ou cenas desnecessárias

O filme apresenta erros, mas não necessariamente assim. São questões que se notam, mas que não foram bem explicadas (talvez possa haver explicações nas versões estendidas ou nos próximos).

Elas são consideras erros, porque falta justamente uma explicação ou lógica dentro da história do filme, partindo do pressuposto que não se pode impor a leitura dos livros para quem vai aos cinemas, a obra deve ser fim de si mesma.

3.1 O exército de Thranduil no ataque a Erebor:

O ataque de Smaug, ao que pareceu foi surpresa. Os anões não tiveram a chance de se prepararem adequadamente para lutar contra a grande ameaça. Tanto que o ambiente estava tranquilo, até que Thorin avista a chegada do dragão e sai correndo para avisar os outros anões.

Posto que foi uma surpresa. Como poderia o líder dos elfos da Floresta, o Thranduil, preparar o seu exército e se deslocar da Floresta Verde até Erebor em pouco tempo¿ Creio que ainda que o povo de Thranduil estivesse bem próximo seria demorado preparar um exército inteiro como aquele.

Essa cena, evidentemente, foi necessária para explicar a razão de Thorin odiar os elfos. Mas perdeu um pouco da lógica nos temos ditos acima.

thranduil

3.2. Mudança de objetivo

Como visto acima, o filme mudou o objetivo da aventura. Nos livros a lógica é que os anões não viam esperanças em derrotar o Smaug, pois ele era realmente invencível (ele possui uma couraça de proteção nos lugares desprotegidos, impossibilitando o seu ferimento por armas comuns).

No filme logo no inicio já pode-se ver Smaug destruindo Erebor e o exército de anões que se apresentou para a defesa da cidade. E como visto no tópico anterior nem mesmo Thranduil tentou desafiar o poder de Smaug. Além disso, na história antes de se reunir com os anões na casa de Bilbo, Thorin havia pedido auxílio do exército de anões das colinas de ferro e eles haviam negado, justamente temendo o Dragão.

O que torna ainda mais desajustada essa mudança de objetivo é o fato de que o rei da montanha foi para Moria lutar contra os Orcs que ali estavam e se envolveu em uma guerra. Demonstrando que é melhor lutar com seu exército contra os Orcs do que enfrentar o Dragão smaug.

Assim, visto que Smaug é considerado invencível. O objetivo dos anões na história do filme passa a ser um pouco mal embasado. No sentido de que como poderia um grupo de anões (treze) e um hobbit derrotar o dragão que nenhum exército pode derrotar¿
A explicação que é dada no filme não é muito convincente. Um ato de coragem de Thorin e seus amigos….

3.3-Lindir e sua apresentação

Eis uma cena desnecessária, mas para os fãs do cantor da banda Flight of The Conchords não foi assim tão desnecessária). Mas em se tratando da história do filme foi uma cena que poderia ter sido suprimida (a não ser que a apresentação do personagem Lindir se torne relevante nos próximos filmes).

Fato é que o ator que interpreta o Figwit no Senhor dos Anéis se tornou um ícone entre os fãs no mundo todo e ao que parece ele retornou por aclamação popular e não apenas por questões de roteiro.

A cena é desnecessária pois poderia ser cortada que não faria diferença na história do filme. O fato de Gandalf e os outros chegarem e não encontrarem Elrond é algo irrelevante para a história geral.

lindir

3.4- Omissão da utilidade do mapa para Elrond

Ao mostrar o mapa de Erebor para o meio elfo Elrond, Thorin e Gandalf tentam omitir a informação de que eles querem invadir a montanha solitária. Gandalf até diz que é algo puramente acadêmico… Mas, logo em seguida é revelado a Elrond a razão do mapa. Creio que é uma cena desnecessária também. Poderia ter sido simplificado e simplesmente eles mostrarem o mapa para Elrond e já revelando o objetivo. Talvez com a versão estendida essa parte seja ampliada e fique melhor evidenciado quais as razões disso tudo…

3.5- Conselho de Elrond

O conselho de Elrond foi realmente algo muito interessante. Em especial para se fazer uma ligação com a história da luta contra as forças de Sauron. Mas deixou a desejar em demasia (talvez com uma versão estendida tenha mais lógica).

Como se faz uma reunião com as pessoas mais importantes da terra média e que vão decidir assuntos de suma importância para o destino do mundo e essa reunião é feita assim sem aviso prévio¿ Seria como se os presidentes de países estivessem passeando por um outro país e logo um deles os chamasse para uma reunião mundial a fim de decidir sobre o futuro do mundo.

Além disso, ignoraram totalmente a fala de Saruman. Que sempre foi muito respeitado por suas opiniões (aliás ele era o líder do Conselho Branco no livro, se não me engano).Em contos inacabados há uma cena um pouco parecida onde Gandalf fuma sua erva e não presta atenção em Saruman. Mas no filme pareceu que Saruman, o branco não tem relevância para o Conselho Branco.

Como disse, quem sabe com a versão estendida isso será explicado…

3.6 Abandono de Gandalf em Valfenda

Os anões partem sozinhos de Valfenda…. E LARGAM GANDALF… Como isso é possível¿ se eles tinham em Gandalf a confiança, muito mais do que no Hobbit, sem dúvida. No livro pode-se ver várias vezes os anões se queixando da ausência de Gandalf, pois ele sempre os salvava das piores enrascadas.

Creio que foi uma questão de adequação do roteiro… para se ter a emoção do retorno de Gandalf salvando os anões do Rei Goblin, mas ficou muito estranho.

sao

3.7-Gigantes de pedra

A cena dos gigantes de pedra foi uma jogada para o cinema, para mostrar mais aventuras e cenas de efeitos. Mas creio que não surtiu o efeito desejado. Muitas pessoas acharam sem propósito toda aquela coisa. Fato é que para a história em geral o fato de dois gigantes estarem lutando e jogando pedras não é relevante para a história.

4-Uma cena necessária, mas que não apareceu

Houve a necessidade das águias falarem (ou menos alguém falar por elas). No sentido de explicar porque elas não levam de uma vez os anões até a montanha solitária ao invés de deixá-los no meio do caminho.

No livro há uma explicação para isso. Mas na história do filme, assim como ocorreu no Senhor dos anéis, não há explicação do porque não usar as águias para levar os aventureiros rumo ao seu objetivo. Isso foi inclusive motivo para uma série de clipes de comédia (em geral dos fãs apenas dos filmes).

Como estamos em meio aos filmes, talvez isso possa ser explicado nos próximos filmes (quem sabe no próximo filme algum anão pergunta ao Gandalf porque as águias não os levaram logo de uma vez). Fato é que elas ainda retornarão no último filme da nova trilogia (como foi afirmado por Richard Armitage na entrevista AQUI).

5-Um filme feito para fãs de Tolkien

O filme parece ter observado os fãs dos filmes Senhor dos Anéis ( e dos livros de Tolkien também). Pois diversos elementos não se fecharam em si. Ou seja, ocorreram frases que não se auto explicavam, sendo necessário a leitura dos livros para que possa entender. Como exemplo foi a referência por Gandalf de que Bilbo era um Tûk (e não explica necessariamente sobre essa família de hobbits) ou ainda a referência de Radagast sobre a crias de Ungoliant (eis ai… necessário ler O Silmarillon pra saber o que isso significa).
De qualquer forma, o filme é feito para o público em geral e em especial aos fãs das obras de Tolkien e da trilogia de filmes de Peter Jackson.

6-Cenas pra se encantar e admirar

O filme está cheio de cenas encantadoras. Em especial chamo a atenção para as charadas no escuro. Ver novamente o personagem Gollum é algo realmente muito interessante. Em especial a expressão do seu rosto ao tentar fazer ou responder as advinhas.

A interpretação de Martin Freeman em particular nessa cena ficou impecável. Ele realmente é o ator perfeito para o papel de Bilbo Bolseiro. O trabalho da equipe de Peter Jackson foi primoroso nesse personagem. A cena que julgo mais emocionante do filme, até mesmo pelo seu aspecto relacionado ao Senhor dos Anéis é aquele momento em que Bilbo tem a oportunidade de matar o Gollum e tem pena da criatura.

gollum

Outras cenas que se destacam, como as águias, os cenários de Erebor, Valfenda novamente e tantos outros. Ver Erebor é surpreendente pois passa uma ideia de beleza muito maior em relação a Moria no filme do Senhor dos Anéis.Mas já nos alongamos demais e deixo vocês apenas com uma imagem de erebor:

erebor

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  • Rafael Carvalho Monteiro

    Bom, eu concordo com a análise em algumas partes, e discordo em algumas outras, como muito ja foi explicado nos comentários anteriores, eu só gostaria de ressaltar sobre o que eu mais discordei, em relação a mudança de objetivo. É bem verdade que no livro, eles só tem a intenção de roubar o tesouro, e não de matar o dragão, por ele ser invencível, na verdade, o assunto do dragão era algo de intenção e vontade apenas de gandalf ******pode ter spoiler***** , pois como um Maiar que foi enviado a terra média para ser um dos guardiões da terra média, ele temia que, em um possível fortalecimento do espírito de Sauron, o dragão Smaug, que sempre foi um servo de Melkor, vulgo capiroto huehue, fosse um poderoso aliado no exército de Sauron, porém, se no filme essa vontade de matar o dragão fosse expressa apenas por gandalf, deixaria tudo mais sem sentido ou nexo até para os fãs que viram o Senhor dos Anéis, mas não sabem nada sobre a mitologia de Tolkien, Portanto, houve essa adaptação, para além de dar uma característica mais emocionante e cinematográfica ao desenrolar dos fatos, explicar o porquê de o dragão Smaug ter que ser morto. O argumento de que o filme deveria explicar o porquê das águias não levarem eles pelo caminho também é um pouco pífio, existem certos detalhes que não precisam ser explicados em si, pois não influenciam, de certa forma, na história. É como na sociedade do anel ****pode conter spoiler denovo****, onde a introdução do filme, que fala sobre os anéis do poder dados por sauron para os reis da era, e a criação do um anel para todos dominar, se usar essa mesma linha lógica, fica ridículo pensar “ah, e os reis aceitam os aneis do poder do SENHOR DAS TREVAS assim de boa, na inocencia?” quando na verdade existe toda uma história sobre imortalidade, sobre os Valar, sobre os numenorianos pararem de adorar Eru, sobre as guerras da primeira era, enfim, é algo básico, que foi implementado no filme apenas para servir de base para o desenrolar dos acontecimentos. Da mesma forma as águias, não é preciso explicar o porquê de Thorondor, o rei das águias, ajudar gandalf e tudo mais. É apenas um acontecimento, que os fãs de senhor dos anéis ja se acostumaram devido a primeira trilogia, que não precisa ser aprofundado no filme, pelo menos não agora. Enfim, eu não sou um especialísta nas obras de tolkien, apenas queria deixar minha opinião sobre alguns aspectos. 😀

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  • Julia Trindade

    Incrível, adorei sua análise, concordando com ela em praticamente todos os pontos. Embora compreenda que o filme é feito para chamar público e não apenas para os fãs reais de Tolkien, e por isso tem que ter tantas alterações, é duro, como fã das obras ter que ver as mudanças feitas na história e esmo o público que sequer tenta entender a história original, se baseando apenas no(s) filme(s).
    O único ponto em que discordo de você é quando diz que as “cenas extras” de Senhor dos Anéis foram boas, você gostou da participação élfica no Abismo de Helm?
    Bem, em breve terá mais dois filmes e espero poder ler críticas tão boas e construtivas novamente!

  • Eduardo Christmann

    Patético.

    Cara,
    pensa bem, há certas coisas que não precisam ser explicadas. E por exemplo: Eu
    achei ótima a ideia da “apresentação de Lindir”, porque, afinal, o
    próprio SDA e outros filmes tem cenas “desnecessárias” desse tipo,
    assim como o fato de as Águias não terem levado o grupo à Montanha Solitária,
    para que explicar? E, por favor, pra que falar sobre os Tûk (mesmo Gandalf
    tendo mencionado Urratouro Tûk), por acaso alguém explica sobre os Bolseiros,
    os Sacola-Bolseiros e todos as outras famílias de hobbits?! E como assim
    “o exército dos anões atacou os orcs de Moria mas não o dragão”.
    Certo, mas isso foi decisão de Thror ou Thrain ao que parece, e não Thorin. E
    foi Thorin quem decidiu retomar Erebor com um punhado de aliados, mesmo que Dain
    tivesse recusado. Ora, ele teve coragem pra enfrentar dificuldades. Afinal, ele
    é um príncipe dos anões, e provavelmente nunca pôde deixar de pensar em Erebor.
    Ademais, é assim no livro: treze anões e um hobbit,e Gandalf em algumas
    ocasiões (ocasiões importantes, lógico).

    E no
    caso de Ungoliant. Simples. Quem tá conversando ali são Gandalf e Radagast,
    nenhum anão ou Bilbo se intrometeu, e os dois magos certamente sabem sobre
    Ungoliant, então, vc queria que, do nada, Radagast explicasse PRO GANDALF sobre
    Ungoliant?! Isso sim é que seria ridículo. Ah, e no caso da “omissão do
    mapa ou sei lá o que”, aquilo foi porque o Gandalf não queria
    “magoar” (não achei a palavra certa) o Thorin, e por isso ele só
    contou para o Elrond em particular. Eu achei genial.

    Pessoalmente,
    eu achei a tua “análise” a pior, parece que tu tava mais motivado por
    algum tipo de raiva do filme do livro, sei lá. Pois é, cara…

  • Daniel Grando

    Olha, eu li muitoas criticas e a sua foi a melhor, mesmo também não concordando… o livro tem outro tom, mas se formos parar pra pensar que é um livro infantil, o filme foi bem adaptado, colocando mais cenas de ação, como trazendo os gigantes de pedra que no livro são algo à distância e colocar bem no meio dos protagonistas. Quanto aos detalhes do exercito dos elfos, poderiamos supor várias coisas, mas a cena é pro que vocÊ falou mesmo, acentuar o desgosto do Thorin pelos elfos. Quanto ao Saruman, ele era o lider sim, porém não por opção do Elrond diretamente, e logo que os magos chegaram na Terra Média, foi percebido que Gandalf era o mais sábio, e a ele foi dado um dos 3 anéis… logo os Elfos mais antigos como Galadriel, e Elrond, com certeza sentiam algo errado com Saruman naquele tempo…. Realmente não da pra prever se o filme seguirá o livro, mas tudo bem, vale os dois, como no Senhor dos Anés, Assitir e ler. Quem que leu o livro que não gostaria que no filme do SDA não tivessem excluido do roteiro a visita ao Tom Bombadil e ver ele cantando “linda boneca, bela neneca, lalala…”

  • Discordo quase que totalmente dessa análise.

    Começou dizendo que não iria se ater aos detalhes técnicos, porque eles nada têm a ver com o filme em si, o que concordo, mas passa tanto tempo falando deles que era melhor ter feito análise sobre isso também.

    O item 3.2 é meio estranho, é claro que era melhor lutar com um bando de orcs do que contra um DRAGÃO! Mas aí depois sim, parece um pouco despropositado eles irem na cara e na coragem enfrentar um mal tão temido como esse, mas o desespero e a falta de opções provocam reações e atitudes aparentemente despropositadas, todo sabem disso.

    Sobre o item 3.3, você diz: “O fato de Gandalf e os outros chegarem e não encontrarem Elrond é algo irrelevante para a história geral.” – Ok, como também não fez diferença negativa nenhuma, então não acho que a cena poderia ser cortada só por mostrar uma personagem que talvez não apareça mais, uma vez que também não atrapalhou, nem longa a cena é, que mal ela pode ter feito?

    Em 3.4, sobre a omissão da utilidade do mapa, era Thorin quem não queria dizer a Elrond pra que servia, então lá foi Gandalf não arrumar mais encrenca com aquele geniozinho ruim que o anão tinha, e concordou, mas obviamente este, poderoso e sábio como era, já sabia que Elrond não se deixaria enganar nem por um segundo, ainda que eles não dissessem pra que precisavam saber o que dizia o mapa!

    Em 3.5, no Conselho de Elrond, como queria que, em um filme, e isso é um filme, por favor!, eles inventassem de mostrar cenas chamando previamente Saruman e Galadriel para a reunião?! É querer demais, achei forçada a crítica, na boa. E outra, Elrond diz claramente a Gandalf que Saruman já sabia do que estava se passando, afinal, ele não era o único que vigiava/protegia a Terra-média na época. Então não é realmente uma “surpresa” ele estar ali.
    E quanto ao fato de Gandalf e Galadriel ignorarem Saruman (linda cena, eu ri até), serviu, na minha opinião, para mostrar ao público um pouco da ligação profunda entre eles dois, coisa que foi gritada na nossa cara na cena seguinte, quando eles se tratam com ternura, amor e amizades incríveis; o sorriso da Galadriel pra ele quando ele confirma que os anões e Bilbo estavam partindo foi lindo, de cumplicidade, adorei. E Saruman só estava ironizando a situação e destilando preconceitos durante a reunião, a distração do que ele estava falando era até natural.

    3.6 (A partida de Valfenda sem Gandalf) – acho que você está esquecendo que isso é um filme, e mesmo tendo dito no início do texto que não usaria mais os livros como parâmetros para julgar os filmes, de tão alterado que foi o roteiro, você insiste em fazer isso a cada item ficou sem lógica. É claro que Gandalf precisava ficar para salvá-los de forma épica, o cinema quer cenas épicas! E imagino que Thorin pensasse que se tratava de Gandalf, um mago extremamente poderoso, encontrá-los, sabendo para onde iriam, não seria tarefa lá muito complexa.

    No entanto, mesmo discordando de vários pontos levantados nessa análise, a cena de ‘Adivinhas no Escuro’ (ou Charadas na Escuridão) realmente foi perfeita demais! Pra mim, foi a melhor do filme todo, era a cena que eu mais esperava e, além de não decepcionar em nada, superou as minhas expectativas grandemente!

    Graças a Eru, é um filme feito PARA fãs, com mudanças e tudo!

  • Thiago Souza Araújo

    Sinto discordar da sua “analise”

    Mas ela me parece muito mais uma critica um tanto tosca.

    Em vez de olhar o filme como todo, repare nos defeitos que vc apontou: o exercito pronto de Thranduil, a apresentação de Lindir, a utilidade do mapa sendo omitida para Elrond, o fato de Elrond não estar presenta com a chegada dos anões, o motivo das águias…. por favor! Serio mesmo?

    Cada um desses problemas se justificam se vc tiver em mente de que é um FILME. É claro que haverá mudanças para tornar mais rapido, mais emocionante, e principalmente mais comercial.

    Serio mesmo, o que vc queria? (no caso do Conselho de Elrond) que em um FILME se mostrassem mensagens enviadas para que os guardiões da Terra-Média se reunissem naquela ocasião? Que Galadriel tivesse uma visão do objetivo de Gandalf e os anões e avisasse aos outros?
    No proprio filme falam-se de profecias e presságios para a “caça ao dragão” e que Saruman já estava ciente do objetivo de Gandalf

  • Alguns detalhes que não ficaram muitos explícitos no filme, mas que estão na obra escrita, para mim não há mal algum. Eu entendo da seguinte forma… É como você pegar um trabalho acadêmico de determinada área de pedir pra um leigo ler. Há termos específicos e estudos que são base para o trabalho que o autor de tal monografia fez, por exemplo. Ele não precisa ficar explicando a origem de tudo, afinal, isso seria muito mais do que lhe caberia e não há real necessidade. Os que tiverem mais interesse podem buscar essas informações em livros. O filme não pode e não tem como abordar em sua totalidade um mundo. Mesmo que digam que o filme tem que ser “auto-consistente” é impossível falar das coisas sem deixar brecha para outro fio. Quanto mais você puxa, mais corda tem. Então, nesse sentido eu não vejo como algo negativo. É só minha opinião mesmo.